segunda-feira, 27 de março de 2017

Homem reage e mata assaltante de ônibus em São Luís


Um assaltante foi morto e outro preso no início da tarde desta segunda-feira (27). A dupla adentrou um ônibus que fazia linha Cohatrac IV no bairro Aurora, nas proximidades da CCPJ do Anil, em São Luís, e anunciou um assalto.

Um homem que estava no interior do coletivo estava armado e efetuou vários disparos, acertando um dos meliantes. O comparsa que tentou fugir foi pego por populares. O atirador não fio identificado. O Instituto Médico Legal foi acionado. 

sexta-feira, 24 de março de 2017

Maranhão tem três empregadores na ‘lista suja’ do trabalho escravo; veja a lista completa


Depois de meses de disputa judicial, o Ministério do Trabalho divulgou a chamada “lista suja” do trabalho escravo. São 68 empregadores acusados de manter trabalhadores em condições análogas à escravidão.

Do total de empresas, 28 são fazendas. O imbróglio judicial se arrastou por pelo menos dois anos. Uma ação da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) questionou a lista suja no Supremo Tribunal Federal (STF), em dezembro de 2014.

No início de fevereiro, o juiz Rubens Curado Silveira, da 11.ª Vara do Trabalho de Brasília, manteve liminar que obrigava o governo federal a publicar em até 30 dias o Cadastro de Empregadores flagrados com mão de obra análoga à de escravo.


A Advocacia-Geral da União (AGU), no entanto, conseguiu no início de março, uma liminar do presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Ives Gandra Filho, contra a decisão anterior do juiz de Brasília. O ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, então, montou um grupo de trabalho para criar uma nova portaria.

A liminar do presidente do TST foi derrubada por decisão de outro ministro da mesma Corte e levou o governo a publicar a lista ontem à noite.

Maranhão
O Maranhão aparece na ‘lista suja’ do trabalho escravo com três empregados. No total foram 11 trabalhadores que estavam em condições análogas às de escravos.

Na Fazenda Sara, de propriedade de Alexandre Vieira Lins, em Miranda do Norte, foram encontrados quatro trabalhadores; na Fazenda Grapia, em São Pedro da Água ranca, de propriedade de Antônio Calixto Santos, foi encontrado um trabalhador; e na obra da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), em Imperatriz, de responsabilida de empresa Zurc-Saneamento Construções, foram encontrados 17 trabalhadores em condições análogas à de escravos.

A Zurc, de propriedade do empresários Antônio Fernando Silva e Cruz, era responsável pela obra da faculdade de Medicina da UFMA, em Imperatriz, e foi processada pelo MPT em 2016.

As investigações contra a Zurc começaram em 2014 pela Procuradoria do Trabalho de Imperatriz. Segundo o procurador responsável pelo caso, Ítalo Ígo Ferreira Rodrigues, em ações fiscais realizadas de 11 a 21 novembro daquele ano, foram resgatados 17 operários submetidos ao regime semelhante ao de escravidão. Na ocasião, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) lavrou 29 autos de infração e interditou o alojamento e equipamentos como andaimes, betoneira e policorte.

A operação flagrou inúmeras irregularidades no canteiro de obras e nos alojamentos, como o não fornecimento de água potável, problemas no local destinado às refeições e nas instalações sanitárias, o não fornecimento de equipamentos de proteção, bem como a inobservância de outras normas de saúde e segurança.

Os trabalhadores estavam alojados em barracões junto com ferramentas e materiais utilizados na construção. As paredes eram improvisadas com tábuas, sem qualquer privacidade e expondo os trabalhadores a intempéries, insetos e poeira. Não havia também armários individuais e nem camas: cada operário tinha que providenciar sua própria rede, lençol e ventilador.

No refeitório, a mesa era improvisada com três tábuas dispostas uma ao lado da outra, fixadas em barrotes de madeira. O local não tinha paredes, lavatório e lixeira. Para aquecer as refeições fornecidas durante os dias de trabalho e cozinhar aos domingos, os homens fizeram um fogareiro utilizando lata e argila.

A água utilizada para consumo humano era colhida de uma torneira e não passava por nenhum processo de filtragem. O empregador também não fornecia copos individuais ou descartáveis. “Os trabalhadores eram obrigados a utilizar o mesmo copo ou a tampa de garras térmicas ou então bebiam diretamente da boca da garrafa”, acrescenta o relatório.

No canteiro de obras, não havia vestiário e nem lavanderia e os banheiros eram inadequados. “As condições das instalações sanitárias disponibilizadas, além de vergonhosas, são insalubres e indignas”, lamentou o procurador Ítalo Ígo Ferreira Rodrigues. Os gabinetes sanitários estavam sem portas e os banheiros sem chuveiro, além da ausência de lixeiras, de material para enxugo das mãos e papel higiênico.


Confira a ‘lista suja’ do trabalho escravo








Força Tarefa encontra 800 facas, dois revólveres e 200 celulares em Alcaçuz no RN


Os agentes penitenciários que compõem a Força Tarefa de Intervenção Penitenciária – ação que vem sendo realizada na Penitenciária Estadual de Alcaçuz desde o fim das rebeliões de janeiro – concluíram nesta quinta-feira (23) a chamada ‘Operação Fênix’. Durante quatro dias foram feitas revistas dentro dos três pavilhões da unidade. Resultado: foram encontrados e apreendidos cerca de 800 facas, aproximadamente 200 aparelhos celulares, dois revólveres, munições, chips de telefone, pendrives, cartões de memória, carregadores e drogas, como maconha, cocaína e crack. Alcaçuz fica em Nísia Floresta, cidade da Grande Natal.

As buscas só foram possíveis após a transferência de 800 detentos dos pavilhões 1, 2 e 3 para o presídio Rogério Coutinho Madruga, mais conhecido como Pavilhão 5 de Alcaçuz. “Todo o material apreendido foi entregue à Polícia Civil, que vai fazer os procedimentos legais necessários”, disse o agente federal de execução penal Francisco Klenberg Batista, um dos coordenadores da operação.
A Secretaria de Justiça e da Cidadania (Sejuc), responsável pelas unidades prisionais do estado, informou que também vai instaurar uma sindicância para tentar identificar os responsáveis pela entrada do material na penitenciária.

Massacre
A transferência dos presos de Alcaçuz para o Rogério Coutinho Madruga foi feita na segunda-feira (20) como parte do processo de reconstrução da maior penitenciária do Rio Grande do Norte. Alcaçuz ficou completamente destruída após as rebeliões de janeiro. Durante 14 dias, membros de duas facções criminosas se digladiaram dentro da unidade. No final, pelo menos 26 presos foram mortos. Destes, 15 foram decapitados. O episódio ficou conhecido como ‘Massacre de Alcaçuz’ – o mais violento da história do sistema carcerário potiguar.
Quatros corpos, ainda não identificados, permanecem no Instituto Técnico-Científico de Perícia (Itep). A Polícia Civil investiga os autores da barbárie.
Reconstrução
"A partir de agora é iniciado o trabalho de reconstrução. As obras começaram na segunda-feira mesmo e, inclusive, já tem máquinas e pessoas trabalhando na área. Os internos que estavam nos pavilhões 1, 2 e 3 vão permanecer no Pavilhão 5 até que se encerre esse trabalho", destacou Batista.

Ele ressalta que os agentes da força tarefa do Departamento penitenciário nacional vão assegurar a segurança do pavilhão 5. "A força tarefa garante que não há possibilidade de confrontos. Os presos estarão separados e teremos efetivo suficiente de agentes para garantir a segurança na unidade ao longo de todo esse período".

MPRN divulga imagem de servidor que atirou em procurador e promotor


O Ministério Público do Rio Grande do Norte divulgou imagens do servidor Guilherme Wanderley Lopes da Silva, de 44 anos, apontado como suspeito de ter atirado no procurador-geral adjunto de justiça do estado Jovino Pereira Sobrinho e no promotor público Wendell Beetoven Ribeiro Agra. Ambos foram socorridos e passam por procedimentos cirúrgicos. O servidor fugiu e é procurado pela polícia. 
Os disparos foram feitos no final da manhã desta sexta-feira (24) dentro da sede do Ministério Público do Estado, que fica no bairro de Candelária, Zona Sul de Natal. Ainda segundo o MP, Guilherme invadiu uma reunião no segundo andar do prédio e efetuou os disparos.
Após os disparos, o servidor fugiu em um automóvel Polo de cor prata. Na fuga, o suspeito também efetuou disparos no estacionamento. Pelo menos cinco tiros foram ouvidos, mas não houve novos feridos.
Nem o Ministério Público nem a Polícia Militar sabem explicar o que teria motivado o atentado.
O promotor Wendell Beetoven, que durante muitos anos atuou na Promotoria de Investigação Criminal e Combate ao Controle Externo da Atividade Policial, atualmente estava lotado na sede da Procuradforia Geral de Justiça, atuando como coordenador jurídico.
Feridos
Segundo o MP, o procurador adjunto, que foi atingido duas vezes no abdômen, foi levado para o Pronto-Socorro Clóvis Sarinho. Ele já deu entrada no Centro Cirúrgico. Já o promotor Wendell Beetoven, que foi baleado nas costas, recebeu os primeiros atendimentos ainda no local, mas também já foi levado para o hospital.
Investigação
Delegado do 5º Distrito Policial, René Lopes disse ao G1 que vai iniciar as investigações ouvindo testemunhas. “O local foi preservado e a equipe do Itep (Instituto Técnico-Científico de Polícia) vai trabalhar no local”, relatou. Ainda de acordo com o delegado, o servidor usou um revólver, mas ainda não há informações se ele teria porte ou posse de arma de fogo.


Polícia prende quadrilha especializada em roubo de combustível


A Secretaria de Segurança Pública do Maranhão (SSP) apresenta, nesta sexta-feira ( 24), às 10h, o resultado da “Operação Colombo” que desarticulou uma quadrilha que roubava e comercializava ilegalmente combustível no interior do Maranhão.

A operação foi desenvolvida pela Superintendência Estadual de Investigação Criminal (Seic), por meio do Departamento de Combate ao Roubo de Cargas,  nas cidades de Itapecuru-Mirim, Anajatuba, Coroatá, Barra do Corda e Codó. A ação contou com o apoio operacional das Delegacias Regionais de Codó e Barra do Corda.

No total, foram presas 12 pessoas suspeitas de furto qualificado, compra, distribuição, venda ilegal de combustíveis e formação de quadrilha.

Na cidade de Itapecuru foram presos Kennedy Araújo Soares, de 42 anos, José Aldo Rodrigues Santana, de 45 anos, Romário Licar Freire, de 27 anos,  Hailson Ribeiro de Lemos, Ednaldo de Jesus Mendonça e Gheckson Ferreira dos Santos, de 33 anos.

Ademilton Borges de Sousa e Jaciel Coelho Mota foram presos na cidade de Codó. Os demais foram identificados como João Batista Silva Santos, de Coroatá; Francisco Nem da Silva, de Barra do Corda; Antônio Ramos da Silva, de 61 anos, de Tuntum; Tatiana Lisboa Gama, de 25 anos, de Anajatuba.

Além das prisões dos envolvidos nesse esquema criminoso, os policiais apreenderam 1.500 litros de combustível e dois Caminhões Tanque contendo 75 mil litros de combustíveis.

A entrevista coletiva será realizada no Auditório Leofredo Ramos, na sede da Secretaria de Segurança, no Outeiro da Cruz.





quinta-feira, 23 de março de 2017

FACHIN MANDA PF OUVIR JUCÁ E SUA TURMA NO INQUÉRITO DO GOLPE PARA ESTANCAR A SANGRIA




O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Edson Fachin determinou que Polícia Federal dê cumprimento à determinação de interrogar o ex-presidente José Sarney, os senadores Renan Calheiros (PMDB-AL) e Romero Jucá (PMDB-RR) e o ex-diretor da Transpetro Sérgio Machado no âmbito de um dos inquéritos da Operação Lava Jato.
No despacho, emitido na segunda-feira (20), Fachin autorizou também que sejam recolhidos, junto a empresas de transporte aéreo de passageiros, todos os registros de passagens emitidas e utilizadas por Sérgio Machado entre 1º/12/2015 e 20/5/2016.
Fachin, no entanto, deixou em suspenso a autorização solicitada pela Procuradoria-Geral da República para a obtenção “de todos os registros de acesso às dependências do Tribunal em nome de Eduardo Antônio Lucho Ferrão (advogado) no ano de 2016 com todas as informações e arquivos relacionados”.
Fachin já havia autorizado esta medida, quando da abertura do inquérito, mas ela não foi cumprida diante de um impasse surgido no processo.
O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) pediu que o ministro reconsiderasse a decisão argumentando que isto “invade a esfera de atuação profissional” e infringiria normas.
A PGR, em resposta ao pedido de impugnação feito pela OAB, solicitou a Fachin que rejeitasse o pedido da entidade e referendasse o prosseguimento das investigações. Fachin disse que, em momento posterior, irá deliberar sobre o impasse entre a OAB e a PGR referente à obtenção dos dados do advogado.
Procurada, a defesa de Machado informou que o ex-diretor da Transpetro está colaborando com as investigações.
O criminalista Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, que defende o senador Romero Jucá e o ex-presidente José Sarney disse que se houve crime “este foi praticado pelo ex-diretor da Transpetro Sérgio Machado, autor das gravações”.

PF realiza operação contra extração ilegal de madeira no Maranhão


A Polícia Federal (PF), em conjunto com o Ibama e a Polícia rodoviária federal (PRF), iniciou na manhã desta quinta-feira (23), a Operação Maravalha contra a extração, transporte e a comercialização ilegal de madeira na reservas indígenas Caru e Araribóia, além da reserva biológica do Gurupi, na região sudoeste do Maranhão.
Durante a operação foram executadas 10 interdições de serrarias clandestinamente instaladas nos municípios de Arame, Amarante e Buriticupu.  Segundo a Polícia federal, as localidades possuem estabelecimentos que tem fortes indícios de receptarem madeira ilegalmente extraída de terras indígenas e de unidade de conservação federal, o que poderá gerar prisão em flagrante dos responsáveis.
Os investigados responderão por crimes como desobediência à decisão judicial, receptação qualificada, ter em depósito produto de origem vegetal sem licença válida, dentre outros.
Operação Maravalha
A operação foi batizada de “Maravalha”, termo que denomina os restos da serragem de madeira em serrarias, uma vez que o objetivo foi desmobilizar as serrarias irregulares remanescentes das operações realizadas no ano de 2016 com essa finalidade específica na região.
Participaram da ação policiais federais lotados na Superintendência da PF no Maranhão e na Delegacia da PF em Imperatriz, além de policiais da PRF, servidores do Ibama e do ICMBio e bombeiros militares. A operação conta com o apoio de dois helicópteros do Ibama, do batalhão de choque da PRF e, também, de equipe do Comando de Operações Táticas (COT) da PF.


quarta-feira, 22 de março de 2017

Polícia apreende 124 tabletes de maconha e prende três em Itapecuru


Uma grande operação das polícias militar e civil, realizada nesta terça-feira (21),  resultou na prisão de suspeitos de tráfico e apreensão de 124 tabletes de maconha prensada em Itapecuru-Mirim.

Foram presos nessa operação Miguel Pereira, de 53 anos, morador do povoado Caixa d’Água, próximo ao povoado Brasilina; Romário Moraes Nascimento, de 28 anos,  morador do bairro Malvinas: e Ivan, o Popó, de 23 anos.

Romário seria apenas usuário. Com Ivan, os policiais encontraram 2,5 kg de maconha.  
A grande quantidade de maconha foi encontrada, embalada em sacos, num matagal próximo a casa de Miguel Pereira.


No local, a polícia apreendeu também duas motocicletas (uma Honda Pop 100 e uma Fan, preta), um freezer, uma máquina de lavar roupas e várias bombas de água, talvez usadas na irrigação da plantação de maconha.

Através de depoimentos dos presos, a polícia vai tentar descobrir para onde essa grande quantidade de droga seria enviada, e quem seria o destinatário.

Há suspeitas de que os presos seriam contratados por traficantes para apenas cultivarem a maconha nas terras da região.
 
Os três suspeitos de tráfico foram autuados em flagrante na Delegacia Regional de Itapecuru.

A operação foi comandada pelo delegado Samuel Morita, com apoio dos PMs sargento Sampaio, Cabo Sanches e soldados Tarley e Igor. 







terça-feira, 21 de março de 2017

PF deflagra operação de combate a crimes cibernéticos em 4 Estados e no DF


Julia Affonso, Mateus Coutinho e Luiz Vassallo
O Estado de São Paulo

A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira, 21, a segunda fase da Operação Darkode contra um esquema de fraudes contra o sistema bancário, por meio eletrônico, além da negociação de informações úteis à prática de crimes cibernéticos.

Segundo nota da PF, cerca de 100 policiais federais cumprem 37 mandados judiciais, sendo 4 mandados de prisão preventiva, 15 mandados de prisão temporária e 18 mandados de busca e apreensão em residências e em empresas vinculadas ao grupo investigado, com o objetivo de colher provas contra outros integrantes e beneficiários da organização, bem como identificar e apreender bens adquiridos ilicitamente.

As diligências estão sendo executadas nas cidades de Goiânia/GO, Aparecida de Goiânia/GO, Anápolis/GO e Senador Canedo/GO, bem como nos Estados do Pará, de Tocantins, de Santa Catarina, além do Distrito Federal.

A Federal estima que as ações da organização criminosa tenham causado prejuízo superior a R$ 2,5 milhões, em especial mediante fraudes contra o sistema bancário.

“O líder da organização cumpre pena no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia/GO, imposta por sentença condenatória da 11ª Vara Federal de Goiânia em decorrência da prática de crime cibernético”, diz nota da PF.

O nome da operação faz alusão ao fórum internacional intitulado Darkode, criado em 2007 com o propósito de reunir os maiores e os mais especializados hackers e criminosos cibernéticos em um único ambiente virtual.


Na primeira fase, deflagrada em julho de 2015, foram cumpridos 7 mandados judiciais em Goiânia/GO, sendo 2 mandados de prisão e 1 de condução coercitiva, além de 4 mandados de busca e apreensão. A ação foi coordenada com forças policiais de diversos países contra hackers que se comunicavam por intermédio de um sítio eletrônico denominado Darkode.


Polícia Federal desarticula quadrilha de blogueiros em São Luis


O jornalista e blogueiro Luís Cardoso foi apontado pela PF como líder da quadrilha de blogueiros desarticulada nesta terça-feira (21). Com ele, foram presos também os filhos Neto Ferreira, Luís Pablo e Yuri Almeida, além de outros blogueiros (veja relação abaixo).

As prisões foram efetuadas durante a 'Operação Turing'. Os presos são  acusados de criar embaraços para investigações. De posse de informações privilegiadas, fornecidas por um policial federal, os blogueiros presos passavam a fazer extorsão de pessoas alvos das investigações.

Segundo um delegado da PF, o grupo chegava a comemorar e debochar de suas vítimas. 

Uma das vítimas seria um empresário que estava sendo extorquida desde o ano de 2013. Ele teria registrado vários boletins de ocorrência, mas não teve êxito nas investigações.

Para contar com o apoio do policial federal, que passava informações de investigações sigilosas, os blogueiros prometeram promover a candidatura do mesmo, em 2014.

Os envolvidos vão responder por corrupção  ativa e passiva, extorsão e outros crimes.

Investigação
A investigação, iniciada em 2015, mostrou que um policial federal revelava antecipadamente fatos sob sigilo de Justiça a blogueiros. Estes, por sua vez, ameaçavam funcionários públicos e empresários, e pediam valores em troca da não divulgação na mídia local dos fatos descobertos em desfavor deles.

Os investigados aproveitavam também a oportunidade para fugirem ou destruírem provas. Em troca, o servidor público conseguia publicações na imprensa em seu favor, permitindo sua inserção em cargos de confiança do Estado. Ele chegou a assumir a função de Secretário Adjunto da Administração, Logística e Inovação Penitenciária.

A PF apura ainda possíveis frustrações do caráter competitivo de licitações do sistema prisional, bem como eventuais desvios na execução de verbas públicas.

Veja a relação de presos temporários e conduzidos coercitivamente pela PF

Presos temporariamente
DANILO DOS SANTOS SILVA - Policial Federal
LUIS ASSIS CARDOSO DA SILVA DE ALMEIDA
LUIS PABLO CONCEIÇÃO ALMEIDA
HILTON FERREIRA NETO

Condução coercitiva
ANTONIO MARCELO RODRIGUES DA SILVA
YURI DOS SANTOS ALMEIDA
MARCELO AUGUSTO GOMES VIEIRA
ANTONIO MARTINS FILHO
EZEQUIEL MARTINS DA CONCEIÇÃO

Outros presos
FABIANO LEITE CAMPOS
HERBETE LOPES DINIZ
CESÁRIO FERREIRA BRANDÃO JUNIOR
WILLIAN KAREY DE CASTRO
GABRIEL COSTA E FORTI
AJEJE JORGE SABBAKA
CELSO ADRIANO COSTA DIAS
IRAN SOUSA VIDAL
IRAN SOUSA VIDAL

E foram solicitas a Justiça as prisões temporárias de:
CELSO ADRIANO COSTA DIAS
IRAN SOUSA VIDAL
IRAN SOUSA VIDAL FILHO

BRUNO ALFREDO RABELO MENDONÇA


Com a certeza da cassação, prefeita de Cajari se desfaz de documentos importantes

Após parecer favorável a cassação da chapa “Avante Cajari”, composta pela prefeita e vice-prefeito, Camyla Jansen e Antônio Furtado da Silva, o Xofé, respectivamente, emitido pelo Ministério Público Eleitoral, através do promotor da 20ª Zona, Felipe Rotondo, no mês passado, documentos importantes referentes à gestão anterior ( 2012 a 2017) foram levados para a casa do ex-prefeito Joel Dourado Franco localizada na cidade de Viana.
O ex-gestor é aliado da atual prefeita que está prestes a perder o cargo. Camyla e seu vice são acusados de cometerem crimes de compra de votos e abuso de poder econômico durante a campanha eleitoral.
O promotor favorável à cassação, Felipe Rotondo, narrou que o marido de Camyla e familiares do vice Xofé foram flagrados por diversas vezes comprando votos no período das eleições.

“À luz da legislação eleitoral, o Ministério Público Eleitoral entende que os representados praticaram condutas ilícitas (…) Desta feita, entende o Parquet haver provas robustas e incontroversa de que os representados praticaram direta e indiretamente os ilícitos eleitorais citados e que os candidatos Dra Camila e Xofé, eleitos, respectivamente, para os cargos de Prefeito e Vice-prefeito do município de Cajari, foram diretamente beneficiados pela interferência do poder econômico e pelo abuso do poder de autoridade e o fato de não ser necessário o pedido expresso do voto para que se caracterize a captação ilícita de sufrágio”, afirmou o promotor.

No parecer, foi pedida a cassação do diploma e a inelegibilidade por oito anos dos candidatos eleitos.(Reveja-o abaixo)

Blog do Minard

Estudo mostra que 40% das crianças de 0 a 14 anos no Brasil vivem na pobreza


Cerca de 17 milhões de crianças até 14 anos – o que equivale a 40,2% da população brasileira nessa faixa etária – vivem em domicílios de baixa renda. No Norte e no Nordeste, regiões que apresentam as piores situações, mais da metade das crianças [60,6% e 54%, respectivamente] vivem com renda domiciliar per capita mensal igual ou inferior a meio salário mínimo. Desse total, 5,8 milhões vivem em situação de extrema pobreza, caracterizada quando a renda per capita é inferior a 25% do salário mínimo.
Os dados fazem parte do relatório Cenário da Infância e Adolescência no Brasil, documento que faz um panorama da situação infantil no país , divulgado pela Fundação Abrinq. O estudo foi feito utilizando dados de fontes públicas, entre elas o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Nesta quarta edição, a publicação reúne 23 indicadores sociais, divididos em temas como trabalho infantil, saneamento básico, mortalidade e educação. A publicação também apresenta uma série de propostas referentes às crianças e que estão em tramitação no Congresso Nacional.
“Nesta edição, além de retratar a situação das crianças no Brasil, também apresentamos a Pauta Prioritária da Infância e Adolescência no Congresso Nacional. O conteúdo revela as principais proposições legislativas em trâmite no Senado e na Câmara dos Deputados, com os respectivos posicionamentos da Fundação Abrinq baseados na efetivação e proteção de direitos da criança e do adolescente no Brasil”, disse Heloisa Oliveira, administradora executiva da Fundação Abrinq.
Violência
Um dos temas abordados no documento é a violência contra as crianças e adolescentes. Segundo o estudo, 10.465 crianças e jovens até 19 anos foram assassinados no Brasil em 2015, o que corresponde a 18,4% dos homicídios cometidos no país nesse ano. Em mais de 80% dos casos, a morte ocorreu por uso de armas de fogo. A Região Nordeste concentra a maior parte desses homicídios (4.564 casos), sendo 3.904 por arma de fogo.
A publicação também mostra que 153 mil denúncias de violações de direitos de crianças e adolescentes chegaram ao Disque 100 em 2015, sendo que em 72,8% das ligações a denúncia se referia a casos de negligência, seguida por relatos de violência psicológica (45,7%), violência física (42,4%) e violência sexual (21,3%).
Trabalho infantil
Com base em dados oficiais, o documento revelou que as condições do trabalho infantil estão mais precárias. Embora tenha diminuído o número de crianças e adolescentes em situação de trabalho infantil na faixa de 10 a 17 anos [redução de cerca de 659 mil crianças e adolescentes ocupados em 2015 em comparação a 2014], houve aumento de 8,5 mil crianças de 5 a 9 anos ocupadas.
O universo de crianças e adolescentes entre 5 e 17 anos que trabalhavam n somou 2,67 milhões em 2015. Mais de 60% delas são do Nordeste e do Sudeste, mas a maior concentração ocorre na Região Sul.
O estudo mostrou também dados mais positivos, como a taxa de cobertura em creches do país, que passou de 28,4% em 2014 para 30,4% em 2015 – ainda distante, no entanto, da meta estabelecida pelo Plano Nacional de Educação, de chegar a 50% até 2024.
Os dados completos podem ser vistos no site www.observatoriocrianca.org.br

(Agência Brasil / Autor: Elaine Patricia Cruz)

AGED garante qualidade de carne comercializada no Maranhão


O coordenador de inspeção animal da Agência Estadual Defesa Agropecuária do Maranhão (Aged), Hugo Napoleão, tranquilizou os maranhenses sobre a notícia da operação Carne Fraca. Segundo ele, não há motivo para preocupação no estado, porque a carne comercializada por aqui passa por um rigoroso processo de fiscalização, que é realizado pela Aged, pelo município ou pelo Governo Federal.
Hugo alerta que, antes de comprar carne, seja ela bovina, suína, ou mesmo o frango, é indispensável se cercar de todos os cuidados, como por exemplo, analisar o rótulo contido na embalagem do produto e confirmar se o produto foi ou não fiscalizado.
A boa higiene durante o manuseio e o cozimento adequado do produto, também são cuidados domésticos fundamentais. Segundo o infectologista Carlos Frias, cozinhar bem os alimentos é indispensável para diminuir as chances de contaminação.