quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Polícia destrói 4,5 mil pés de maconha em Centro Novo e Centro do Guilherme


 Quatro roças de maconha, com cerca de 4,5 mil pés, foram localizadas e destruídas pela Polícia Militar nos municípios de Centro Novo e Centro do Guilherme. A plantação ocupava uma área superior a 1 hectare e poderia resultar em aproximadamente 1,5 tonelada de maconha.

A incineração e a erradicação do plantio foram realizadas por equipes da ROTAM, CHOQUE, BOPE, Cavalaria e demais unidades do Comando de Missões Especiais da PMMA, com apoio do Centro Tático Aéreo (CTA). A ação integra a operação da Rede Nacional de Operações Ostensivas e Especializadas, desenvolvida em parceria com o Ministério da Justiça.

A operação foi deflagrada nesta quinta-feira(20), e as equipes permanecem na região por tempo indeterminado, realizando incursões e monitoramento para impedir o retorno do cultivo ilegal.

Neste ano, até outubro, as apreensões de drogas pelas forças de segurança do Maranhão já ultrapassam 4 toneladas.

Professor preso no PI suspeito de abusar de mais de 240 crianças e adolescentes no MA já tinha sido detido por importunação sexual


 O professor que foi preso no Piauí manhã desta quarta-feira (21), suspeito de abusar sexualmente 244 crianças e adolescentes na cidade Tuntum interior do Maranhão, já tinha sido preso no ano passado, por importunação sexual dentro de uma escola pública da rede municipal, em que dava aula.

g1 optou por não divulgar a identidade do professor e o nome da escola para preservar as vítimas. A defesa do suspeito ainda não foi localizada.

A primeira prisão do professor foi realizada em 16 de maio de 2025, após uma aluna denunciar na direção da escola que o professor, de 52 anos, havia praticado atos libidinosos contra ela. A vítima relatou que o docente se aproveitava de sua posição para praticar assédio nas dependências da instituição.

Após tomar conhecimento do caso, o diretor da escola, que também é comandante do Corpo de Bombeiros da cidade, deu voz de prisão ao professor e acionou a polícia, que conduziu o suspeito à delegacia.

Com a prisão do professor, dezenas de outros alunos procuraram a delegacia para formalizar denúncias de abusos que teriam sido cometidos por ele.

Na época, a Secretaria Municipal de Educação de Tuntum confirmou que estava ciente do caso e que iria colaborar com as investigações. Eles também disseram que dariam apoio à vítima.

Leia, abaixo, a nota divulgada pela secretaria, logo após a prisão do professor em maio de 2025.

Banco Central decreta liquidação do Will Bank, banco digital do Master


 O Banco Central decidiu nesta quarta-feira (21) decretar a liquidação extrajudicial do Will Bank, banco digital pertencente ao grupo Master. A instituição estava desde novembro sob regime de administração especial temporária, medida aplicada quando há indícios de problemas graves, mas ainda existe a possibilidade de recuperação ou venda do ativo. As informações são da Folha de São Paulo.

Segundo o BC, a decisão ocorre "em razão do comprometimento da sua situação econômico-financeira, da sua insolvência e do vínculo de interesse, evidenciado pelo exercício do poder de controle do Banco Master S.A", liquidado em 18 de novembro.

A expectativa inicial do regulador era de que o Will Bank pudesse ser negociado com investidores interessados, o que levou o BC a preservar suas operações quando anunciou, em 18 de novembro, a liquidação do Banco Master. No entanto, as tratativas não avançaram e o prazo máximo de 120 dias do regime especial se aproximava do fim sem uma solução concreta.

A liquidação é adotada quando o Banco Central conclui que a situação de uma instituição financeira é considerada irreversível. Nesse cenário, todas as atividades são interrompidas e o banco é retirado oficialmente do Sistema Financeiro Nacional. Com a medida, também ficam indisponíveis os bens dos controladores e dos ex-administradores da instituição.

Antes mesmo do anúncio oficial, a bandeira Mastercard já havia suspendido a aceitação de transações realizadas com cartões emitidos pelo Will Bank. A decisão ocorreu após operações feitas por clientes não terem sido devidamente liquidadas pelo banco junto aos participantes do arranjo de pagamentos. A iniciativa buscou evitar a ampliação do montante devido pelo Will Bank.

Além da suspensão, a Mastercard executou garantias relacionadas a dívidas do banco digital, passando a deter participações relevantes na varejista de móveis Westwing e no BRB (Banco de Brasília). Essas garantias estavam vinculadas às obrigações financeiras do Will Bank dentro do sistema de pagamentos.

No regime de administração especial temporária, as operações do banco são mantidas, embora seus dirigentes percam o mandato. Já na liquidação, o funcionamento é totalmente encerrado, com impactos diretos para clientes, credores e para o próprio sistema financeiro.

Fundado em 2017 e adquirido pelo grupo Master em 2024, o Will Bank fechou o primeiro semestre com R$ 14,4 bilhões em ativos, prejuízo acumulado de R$ 244,7 milhões e patrimônio líquido em torno de R$ 300 milhões, de acordo com dados do Banco Central. Em setembro, a instituição mantinha R$ 6,5 bilhões em depósitos a prazo e não possuía saldo em depósitos à vista, como contas correntes.

A frustração da venda do Will Bank tende a ampliar as perdas do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). O fundo deverá indenizar até R$ 250 mil por investidor, alcançando cerca de 800 mil pessoas físicas e jurídicas detentoras de CDBs e outros títulos garantidos emitidos pelo grupo Master. O valor total estimado é de R$ 40,6 bilhões, a maior indenização já realizada pelo FGC.

Paralelamente, a crise do grupo Master segue sob investigação policial. Na semana passada, a Polícia Federal deflagrou a segunda fase da Operação Compliance Zero, que apura o uso de fundos de investimento para inflar artificialmente o patrimônio do Banco Master. Essa etapa teve como alvos endereços ligados a Daniel Vorcaro, proprietário do grupo, a familiares e a empresários, entre eles Nelson Tanure e João Carlos Mansur, ex-dono da gestora Reag, também liquidada pelo Banco Central e investigada por suspeitas de ligação com o crime organizado.

Na primeira fase da operação, em novembro, Daniel Vorcaro foi preso sob a acusação de liderar um esquema de criação de carteiras falsas de crédito, que teriam sido usadas para inflar o balanço do Banco Master antes de uma tentativa de venda ao BRB. Ele foi libertado menos de duas semanas depois, mas segue sendo monitorado por meio de tornozeleira eletrônica.