quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Acidente com ônibus de turismo deixa 2 mortos e 48 feridos na BR-226


No fim da tarde dessa terça-feira foi registrado um acidente com um ônibus de turismo, na BR-226, Km 445, no município de Grajaú. No acidente 50 pessoas ficaram feridas, sendo 13 lesões graves e 37 com lesões leves, duas morreram no hospital.
O ônibus da empresa TransBrasil, de Placa KZT 0806, fazia o trajeto Parnaíba (PI),  quando saiu da pista e capotou. A causa do acidente teria sido distração, o motorista que com o ônibus em movimento tentou pegar sua carteira que havia caído no piso do veículo.
As vítimas foram socorridas e encaminhadas para o hospital público de Grajaú.

De acordo com a PRF, o ônibus estava com lotação completa no momento do acidente. Dentre os 37 feridos leves estão 6 crianças de colo.

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Ato de bravura: sem arma, policial militar consegue desarmar assaltante na BR-135


O policial militar Micael, que ingressou na PM em 2015 e é lotado no município de Água Doce, praticou um ato heroico e escapou da morte nesta terça-feira (11).

Ele seguia para o interior do Estado, em um veículo tipo Van, quando um assaltante resolveu agir nas proximidades do bairro Tibiri, na BR-135.

O assaltante chegou a colocar a arma na cabeça do PM, mas levou a pior: com habilidade, o policial conseguiu segurar o braço do assaltante e tomou um revólver calibre 38.


Para tentar conseguir se desvencilhar, o assaltante deu várias mordidas nas costas do policial.

Mais um carro da Cemar é incendiado por criminosos


Por Nelson Melo
Mais um carro que presta serviço para a Companhia Energética do Maranhão (Cemar) foi incendiado por bandidos na região metropolitana de São Luís. Desta vez, o caso ocorreu na Vila Cristalina, que fica no bairro do Ipase, no fim da manhã desta terça-feira (11). De acordo com relatos colhidos pela Polícia Militar, criminosos vinculados a uma facção seriam os responsáveis pelo delito.
O caso aconteceu na Avenida Principal da Vila Cristalina, por trás do Shopping da Ilha, pouco depois das 11h30, segundo o Centro Integrado de Operações de Segurança (Ciops), que colheu detalhes acerca do ocorrido com uma guarnição do 8º Batalhão de Polícia Militar (BPM). Da Avenida dos Holandeses, segundo condutores que trafegavam no momento do ato criminoso, era possível verificar uma cortina de fumaça sendo expelida em direção ao céu.
Acionada, uma equipe do Corpo de Bombeiros Militar (CBM) compareceu ao trecho em que o carro foi queimado, mas o veículo já havia sido destruído pelas chamas.


PF deflagra operação em municípios do Estado, entre eles Vitória do Mearim


Na manhã desta terça-feira (11), A Polícia Federal (PF) deflagrou  a Operação Thunderbolt, com objetivo desarticular associação criminosa especializada no tráfico transnacional de cocaína oriunda da Colômbia e Peru, tendo como destino traficantes atuantes no Maranhão. A articulação da Polícia Federal abrange as cidade de  São Luís, Vitorino Freire, Pinheiro, Vitória do Mearim, Santa Inês, Olho-d’Água das Cunhãs e Castanhal (PA).
São aproximadamente 68 policiais federais cumprindo 16 mandados de prisão preventiva, um de prisão temporária e dez mandados de busca e apreensão. Além disso, o Juízo da Vara Federal da Subseção Judiciária de Bacabal, também, determinou o sequestro de bens e bloqueio de valores dos investigados. O mandado de prisão preventiva contra um traficante colombiano está sendo cumprido, o nome dele foi incluído na difusão vermelha da Interpol.
Através de investigação que já dura dois anos, foi identificado três núcleos de uma estruturada organização criminosa de traficantes especializados na venda de cocaína, principalmente, na capital maranhense e nas macrorregiões de Bacabal e Santa Inês.
Um desses núcleos da organização obtinha a droga produzida na Bolívia e a transportava até o território maranhenses por aeronaves e/ou veículos terrestres.
Outros dois núcleos, chefiados por traficantes atuantes em Bacabal e São Luís recebiam a cocaína de um traficante colombiano residente em Letícia na Colômbia, cidade que faz fronteira com o município brasileiro de Tabatinga (AM).
O entorpecente era transportado por via fluvial até cidades ribeirinhas do Pará, de onde era levado de carro ao Maranhão.

O acompanhamento dos alvos pela Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Polícia Federal durante o período da investigação possibilitou a apreensão de cerca de 200 kg de cocaína e a prisão em flagrante de oito envolvidos, além da apreensão de veículos de luxo e valores em espécie.

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Justiça vai soltar 431 presos no Dia das Crianças


O feriado do Dia das Crianças se aproxima. E na próxima quarta-feira (12), a partir das 10h da manhã, 431 apenados dos diversos estabelecimentos prisionais de São Luís deixarão a prisão para usufruir de mais uma Saída Temporária, direito previsto em lei, autorizada pela juíza Ana Maria Almeida Vieira, titular da 1ª Vara de Execuções Penais – VEP.
De acordo com o documento (Portaria 034/2016), o retorno dos beneficiados deve se dar até as 18h do próximo dia 18. Ainda de acordo com o documento, os apenados contemplados com o benefício preenchem os requisitos dos artigos 122 e 123 da Lei de Execução Penal, que dispõe sobre a saída temporária.
Apesar do benefício está previsto na Lei de Execuções Penais (Lei 7.210/84), a população é contra e sempre se manifesta em repúdio à medida, principalmente agora com a onda de ataques na capital comandadas por detentos de Pedrinhas.

Ao deixar a cadeia para usufruir do benefício assegurado pela lei, o apenado assina um termo de compromisso onde constam as exigências a ser cumpridas durante o período da saída, entre as quais as de não frequentar bares, casas noturnas e similares, recolher-se à residência até as 20h e não portar armas. O problema é que grande parte desses apenados jamais retorna a prisão ao término do benefício.

Drogas apreendidas em 2016 está avaliada em mais de R$ 6 milhões


Fonte: Governo do Estado
“O tráfico de drogas é uma das principais fontes de renda dos grupos criminosos. A partir da criação da Superintendência intensificamos as operações e conseguimos triplicar o volume apreendido. Isso desestabilizou o poderio destas facções”, a afirmação do titular da Superintendência Estadual de Combate ao Narcotráfico (Senarc), Carlos Alessandro Rodrigues, explica bem as consequências que o trabalho das forças de segurança pública tem levado ao crime no Maranhão, principalmente no número de ações para combate ao tráfico, com a implantação da Senarc, em setembro passado.
O montante retirado de circulação causou prejuízo aos traficantes e o cerco da polícia às bases do tráfico limitou os pontos de atuação das quadrilhas. A cada mês, o número de drogas apreendidas só aumenta, assim como o de traficantes presos. “E o criminoso reage a essa perda com ações como estes atos criminosos contra a população. Mas, a tendência é fecharmos o cerco ainda mais e tornar mais difícil a vida destes traficantes”, ressaltou Carlos Alessandro.
No comparativo de janeiro a setembro, dos anos 2014 a 2016, houve aumento gradativo da quantidade de drogas apreendidas. Este ano foram 2,4 toneladas de drogas tiradas de circulação, número mais que 300% maior que o alcançado em 2015, quando foram apreendidos 704 quilos destes entorpecentes. O montante deste ano foi avaliado em R$ 6 milhões – prejuízo para os traficantes que deixaram de lucrar com a distribuição desse montante. Em 2014, a apreensão no período foi bem abaixo destes dados: apenas 35,2 quilos.
A maconha segue como a droga traficada em maior quantidade. Isso se deve ao valor, que bem mais baixo, comparado à cocaína; e ao poder viciante, bem menor, comparado ao crack. Este ano, a maconha foi responsável por cerca de 59% das apreensões. Foram cerca de 2,2 toneladas retiradas dos traficantes. No mesmo período do ano passado esta droga somou 1,3 toneladas apreendias; e em 2014, foram apenas 90,5 quilos.
Ainda, resultante do planejamento estratégico com o mapeamento das rotas de tráfico, principalmente no interior do Estado, onde já ocorreram as maiores apreensões de entorpecentes. “A resposta é esse grande volume de drogas retiradas do mercado criminoso e a sociedade vez mais livre do vício e dos crimes que têm origem no tráfico”, enfatiza o superintendente da Senarc.
Em setembro, mais de duas toneladas de drogas foram incineradas, o maior volume já registrado. A última incineração ocorreu em janeiro deste ano, quando foram destruídos 770 quilos de drogas. O superintendente da Senarc atribui os resultados positivos ao investimento realizado pela atual gestão no setor com o aumento de efetivo.
Combate ao tráfico
A criação do canal de denúncias via whatsapp potencializou os resultados das ações do órgão e é considerada uma das ferramentas mais importantes contra o tráfico de drogas. Funcionando 24 horas no número (98) 9.9163-4899, o novo meio permite à população denunciar de forma anônima. Para potencializar ainda mais os trabalhos, a partir deste mês, o Senarc passa a contar com o setor de cinofilia, que consiste na utilização de cães farejadores – para a localização de drogas e armas em locais de difícil percepção humana.
Operações nos presídios
Paralelo às ações da Senarc, um trabalho preventivo é realizado desde 2015 pela Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) e foi intensificado com os últimos acontecimentos. Nestas operações, os agentes reforçam os procedimentos de segurança nas unidades prisionais. As técnicas de segurança vão desde a retirada do preso das celas, passando pelo ‘banho de sol’ até o retorno aos pavilhões, com práticas corretas de algemação e revista rigorosa nos custodiados.
A padronização das rotinas internas é outra medida adotada pela Seap para organizar o sistema. Entre decretos e portarias, foram 14 normas editadas. Processos como a admissão e desligamento de presos; controle de acesso de veículos nas dependências das unidades prisionais; a regulação de alimentação e itens que podem ser mantidos em cela; o uso progressivo da força; revista de visitante; e criação do regulamento disciplinar prisional estão na lista.
O resultado desse trabalho é a redução nos índices de mortes e fugas durante o ano e cinco meses. Entre abril de 2015 e setembro de 2016, nenhum interno foi morto, nem houve registro de rebelião – antes corriqueiras no sistema. Em 2014 foram 17 detentos assassinados, enquanto que, em 2015, esse número caiu para 4; e, em 2016, estão em apenas dois casos registrados.

BOX
Apreensões – janeiro a setembro
2014 – 35,2 quilos
2015 – 704 quilos
2016 – 2,4 toneladas



sábado, 8 de outubro de 2016

"O Brasil é o país mais racista do mundo"


De Veja
A francesa Alexandra Loras mudou-se para São Paulo quando seu marido Damien tornou-se cônsul francês no Brasil. No início de setembro, ele deixou o cargo, mas a família decidiu permanecer no país. Aos 39 anos, a jornalista, professora e ativista faz duras críticas ao preconceito racial no Brasil, que ela considera o país mais racista do mundo, mas é otimista: "O Brasil tem meios para se transformar na maior potência mundial." Em entrevista a VEJA, Alexandra falou sobre cotas raciais, sobre as diferenças culturais com a França e sobre como é ser uma estrangeira negra em meio à elite brasileira.
Existe raça? É possível classificar seres humano por raça? No sentido biológico não, somos todos humanos. Mas no sentido social há sim. Estamos presos nessa imagem de democracia racial e da mestiçagem, mas ao mesmo tempo reconhecemos que o preconceito por causa da cor da pele existe. O racismo é real e é um problema, então parece evidente que há um conceito de raça disseminado na sociedade.
Você é a favor das cotas? É muito confortável para o branco falar em meritocracia, dizer que somos todos iguais e ser contra as cotas. Mas em 127 anos após a fim da escravidão, a sociedade brasileira ainda não resolveu seus problemas de forma orgânica, natural. As cotas são humilhantes, mas são necessárias. É uma etapa para reequilibrar a sociedade.
Você acredita que a política de cotas brasileira está no caminho certo? Tanto as cotas raciais como as sociais no Brasil são tímidas, baseadas em porcentagens estatísticas. Se tivesse uma lei de cotas de verdade, teriam de ter 50% de alunos pobres, pardos e negros nas universidades e escolas particulares, boards executivos de empresas, na escola Saint Paul, no Liceu Pasteur, não só nas universidades.
Mas como aplicar as cotas em um país mestiço como o Brasil? Eu entendo que a autodeclaração é um assunto complexo, com margens para muitos questionamentos, mas é ainda a melhor forma para as pessoas se assumirem negras, pardas, brancas. No resto do mundo, pardos são vistos como negros. Nos EUA e na França, quem tem uma gota de sague negro é considerado negro, o que é uma bobagem. Aqui o conceito é mais difuso, conheço pessoas que são filhos pais negros e não se consideram negros. Eu mesmo, aqui no Brasil, sou muitas vezes chamada de morena. No resto do mundo, pardos são vistos como negros. Ser negro ou pardo não é apenas uma questão de cor da pele, é uma consciência. E isso deve ser respeitado.
Poderia se explicar melhor, dar um exemplo? Tenho uma amiga negra que teve uma filha e no hospital escreveram no registro que a bebê era branca. Minha amiga questionou, falou que sua filha era negra como ela. A funcionária do hospital disse que escreveu branca porque ‘queria fazer um favor’. A autodeclaração e a consciência têm de ser respeitadas. Meu filho tem a pele clara e ainda não sei como ele vai se definir na sociedade, se vai se declarar negro, branco ou pardo. É um assunto que precisa ser abordado com cautela, pois entra muito na vida íntima das pessoas, na identidade. Mas sabemos também que autodeclaração pode ser uma defesa. Há pessoas negras que se declaram como pardas e há pardos que se declaram como brancos. Alguns creem que assim, embranquecendo sua identidade, serão mais respeitados.
Num país miscigenado com a tradição de autodeclaração racial, são seria melhor fazer cotas por critério econômico? Ser pobre no Brasil é muito difícil, mas ser pobre e negro é muito, muito, muito mais difícil. As cotas têm de ser econômicas e raciais. Esse discurso da democracia racial brasileira é bonito, mas não é real. Não há 50% de negros ou pardos protagonistas em nenhuma área da sociedade, na política, na televisão, na direção das empresas. Não vamos conseguir superar os quase 400 anos de escravidão sem políticas de inserção de negros e pardos pobres em todos os setores da sociedade. É uma reparação para equilibrar a sociedade. Basta olhar a sociedade brasileira, que 128 anos depois da abolição ainda é extremamente desigual.
Há relatos da dificuldade de alunos cotistas acompanharem o nível dos estudos. Não é o caso resolver primeiro o problema da educação básica para que as diferenças de formação entre negros, pardos, brancos, amarelos e índios desapareçam? Creio que os dois têm de caminhar juntos, a melhoria na educação e as cotas. Pois não é só um problema de qualidade de educação. Na França, os negros e árabes estudam nas mesmas escolas dos brancos e lá eles também sofrem preconceito por seu tom de pele. O racismo é algo que está entranhado na sociedade, que se reproduz em diferentes locais, aspectos e escalas.
Por que para combater o preconceito, é preciso estimular uma consciência racial? O orgulho pela miscigenação nacional passe a ser um empecilho nesse objetivo? Não é preciso, mas sei que muito pensam assim. Muitos ativistas negros não querem nem se relacionar com brancos; e essa postura é errada. O branco de hoje não é responsável pela escravidão, mas tem responsabilidade em equilibrar a sociedade em que vive. Esse orgulho é relativo, pois ao mesmo tempo em que o brasileiro gaba-se da miscigenação e da suposta democracia racial, não há 50% de negros ou pardos protagonistas em nenhuma área da sociedade, na política, na televisão, na direção das empresas.
Você já disse em outras oportunidades que considera o Brasil o país mais racista do mundo. Continua pensando assim? Sei que essa colocação é um pouco violenta para os brasileiros que gostam de se ver morando em um país onde a democracia racial deu certo. Mas o Brasil é o mais racista porque tem a segunda maior população negra do mundo e isso não é refletido na sociedade. Nos EUA têm quase 13% de negros e muitos dizem que é o mais racista do mundo, mas lá eles têm um presidente negro e muitos negros na mídia, no show business, no Congresso, médicos, advogados, executivos. Morei quase quatro anos nos EUA e em três cidades americanas, Washington, El Paso e Los Angeles, e nunca me senti discriminada lá. Aqui eu me sinto todos os dias, basta eu andar umas quadras e ir ao shopping.
"As cotas são humilhantes, mas necessárias. É uma etapa para reequilibrar a sociedade"

Poderia dar exemplos de situações em que se sentiu discriminada? Já passei por muitas situações. Fui barrada em um hotel cinco estrelas de Salvador por ser negra, minhas bagagens sempre são revistadas nos aeroportos, também sou questionada por não estar de branco em shoppings aqui em São Paulo e isso é frequente. Meu filho tem a pele clara e muitas vezes já fui tratada como a babá dele. Já fui barrada no clube Pinheiros em São Paulo porque levei a carteirinha do meu filho e esqueci a minha. Aí a funcionária ficou procurando meu nome no cadastro das babás e não dos sócios. Falo com sotaque e uso roupas de grife, mas muitas pessoas só olham para a cor da minha pele.
E na França? Também sou discriminada lá. Uma das perguntas que mais escuto lá é: “Você é ‘francesa-francesa’ mesmo?” Como assim? ‘Francês-francês’ é branco e francês-sei-lá-o-que’ é negro? Por eu ser negra não sou francesa? Já passei por isso muitas vezes, com funcionários públicos, resolvendo burocracias administrativas, nas ruas. Não sou reconhecida como francesa por ser negra e isso me incomoda demais, mexe com minha identidade. Sou francesa e negra. Lá, por lei, não há estatísticas raciais para saber a porcentagem de brancos, negros, pardos e asiáticos na sociedade. Isso é um erro isso, deseduca a população. A França tem territórios ultramarinos, Guiana Francesa e Martinica, por exemplo, que são majoritariamente negros. Assim como Portugal e Inglaterra, por causa do passado colonizador, a França também tem famílias negras que já moram há muitas gerações no país.
Mesmo com o racismo presente na sociedade brasileira você decidiu ficar. Por quê?O racismo nunca foi protagonista da minha experiência, senão não teríamos ficado aqui. Meu título de consulesa me deu um palco que nunca tive em outros países em que eu morei. Talvez parte da sociedade e da imprensa tenham se interessado por mim porque uso os mesmos códigos da elite. Mas eu poderia ter usado esse espaço e sido convidada a falar de gastronomia francesa, moda, arte contemporânea, turismo, vinhos, podia ter seguido essa linha, mas me deram espaço para falar de racismo, de identidade. Para mim foi uma justiça restaurativa. Se eu fui inferiorizada toda minha vida, o Brasil me deu uma voz que tem ressonância e pode fazer alguma diferença.
Além desse espaço que você conquistou, o que mais a atraiu? O Brasil mexeu muito comigo. Comecei a estudar e descobri muitas figuras negras brasileiras fantásticas, o Machado de Assis, o André Rebouças, o Theodoro Sampaio. O país me deu uma dignidade para eu me assumir como mulher negra em uma sociedade desigual, e isso é importante. Na França, eu apresentava um programa de TV, mas só falava de assuntos que tinham a ver com a pauta do meu show, não expressava tudo o que queria. Nunca me convidaram para falar sobre identidade, então fiz um mestrado sobre a falta de representação dos negros na mídia francesa no Institut d'Études Politiques de Paris, [o Sciences Po, uma das faculdades de política mais respeitadas do mundo]. Lá eu estudei o assunto e aqui eu posso falar sobre e fazer algo para mudar isso.
Você é famosa por ter um discurso conciliador e otimista... Não bato de frente, uso um pouco de diplomacia, de dança, para me livrar de situações embaraçosas e criar pontes, abrir portas. Meu discurso é mais digerível que o de muitos militantes negros radicais. Mas claro que não posso me expressar em nome das mulheres negras brasileiras. Só posso me expressar em meu nome, Alexandra Loras, negra francesa.
Você não tem medo de virar um clichê? Tipo a gringa que veio visitar e não quis mais sair do Brasil? Cair no cliché não me importa porque como estrangeira eu enxergo coisas nos brasileiros que muitas vezes eles não conseguem ver. Uma das coisas que mais me chama a atenção na cultura brasileira é o chamado complexo de vira-latas, que faz com que o brasileiro precise ir morar fora para se dar conta do quanto ele tem empatia, orgulho, compaixão e conexões com o Brasil. É algo que está no ser, na alma. Isso faz com que o brasileiro seja muito sensível.
Essa sensibilidade é a característica que você mais admira nos brasileiros? A sensibilidade e a alegria. Olhe o meu país, a França, onde a infraestrutura é maravilhosa e tudo funciona. Mas nós estamos sempre reclamando. Os brasileiros estão passando por uma crise política e econômica difícil, têm buracos nas ruas, um sistema educacional que pode ser melhorado e muitas outras deficiências, mas estão ligados ao presente, ao que têm agora, e ficam felizes com pouco. E os brasileiros não enxergam esse otimismo e essa alegria como algo fantástico. Eu acho mais importante crescer num país com problemas, mas com uma sociedade mais alegre e mais informal, do que crescer num país rico com uma população que toma antidepressivos. A França é o segundo país que mais consome antidepressivos do mundo. Uma pesquisa identificou que nosso nível de felicidade é igual ao do Afeganistão.
Falando em clichês, você acredita que o Brasil é o país do futuro? Sim, o Brasil é o país do futuro. E creio que será o primeiro, na frente de todos os outros. As pessoas têm ainda certa arrogância e olham o Brasil como um país de terceiro mundo, mas para mim, o país tem meios para se transformar na maior potência mundial. É uma das dez maiores economias do mundo, isso pelas fontes oficiais, sem contar o dinheiro da corrupção. Para mim, o maior problema do Brasil é não enxergar e valorizar seu próprio potencial. O Brasil tem uma quantidade enorme de talento e capital humano que não é usado. Há falta de planejamento econômico, faltam projetos sérios para o país.

Poderia dar um exemplo concreto desse seu otimismo com o Brasil? Os brasileiros são muito flexíveis e adaptáveis, estão muito mais preparados para questionar, criticar e evoluir como sociedade. E creio que aqui o povo está quase pronto para entrar e abraçar uma nova era, mais humana e justa. Vejam a preparação do Carnaval carioca. Acontece tudo na hora, é super organizado. É a maior e mais bela produção criativa mundial e é feito por quem? Por famílias que chamamos de carentes, que moram em comunidades pobres. Eles têm um talento, um potencial que não é plenamente usado. Quantos Beethovens brasileiros nunca foram apresentados a um piano?

Acidente na BR-135 deixa uma mulher morta e o marido ferido gravemente


Um motociclista ficou gravemente ferido e sua esposa morreu em um acidente no Km 123 da BR-135, em Miranda do Norte, no início da tarde desta sexta-feira (7).

Pelas informações da PRF, o acidente ocorreu no momento em que um caminhão acidentado era retirado do acostamento. Por conta dessa operação, veículos tiveram que ser parados, formando-se filas dois sentidos da rodovia.

Um motociclista, com a esposa na garupa, decidiu seguir viagem no sentido Miranda/São Luís. Poucos metros à frente, deparou-se com uma carreta, que seguia em sentido contrário. 

Para não colidir em uma das filas de carros, o motorista da carreta passou para a pista contrária e bateu na motocicleta. 

Ao tentar evitar o acidente, a carreta retornou para a direita novamente e bateu em carros que estavam parados na fila.

Com a batida, a esposa do motociclista, identificada como Maria José Muniz dos Santos, de 47 anos, que estava capacete, foi arremessada da moto e bateu a cabeça em uma pedra, morrendo antes de ser socorrida. O motociclista foi socorrido em estado grave. Ele teve fraturas nos braços e em uma das pernas.
 


sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Marido é preso em flagrante após espancar esposa, em Magalhães de Almeida


Marcone acusado de espancamento e tortura, e a vitima.
Na quarta feira (05/10/2016), por voltas das 10:20 horas, compareceu ao Destacamento de Policia Militar na cidade de Magalhães de Almeida, a Sra. Fabiana de Sousa Coelho, 21 anos de idade, com várias escoriações pelo seu corpo, a mesma informou aos Policiais Militares de serviço que as mesmas teriam sido provocadas pelo seu companheiro, que ele a levou até as proximidades de um cemitério daquela cidade, onde lhe torturou com um pedaço de madeira batendo em várias partes de seu corpo, e ainda lhe ameaçou de morte, logo em seguida levou a mesma até sua residência, vindo a cortar os seus cabelos com um facão.

De imediato os Policiais Militares saíram em busca de capturar o agressor, e logo em seguida lograram êxito e prenderam Marcone Lopes Matias, 35 anos de idade, residente naquela cidade. O agressor  foi encaminhado ao plantão central da delegacia de São Bernardo, para conhecimento e providências que o caso requer.

O 16º Batalhão, repudia qualquer ato de violência contra a mulher, bem como não medirá esforços para prender e levar a justiça tais infratores, para que respondam pelos seus atos.


Blog do Alexandre Cunha

Polícia identifica e prende 115 envolvidos em atentados na capital


O trabalho de investigação realizado pelos Serviços de Inteligência do Sistema de Segurança do Maranhão já conseguiu identificar e prender 115 envolvidos em ataques criminosos contra ônibus e prédios públicos de São Luís. O número é resultado da integração entre as Polícias Civil, Militar e Corpo de Bombeiros que com rápida ação de repressão, tem permitido a responsabilização e aplicação de penas legais aos envolvidos, como explica o titular da Superintendência de Investigações Criminais (Senarc), delegado Thiago Bardau.
“Identificar e prender os envolvidos nos ataques nesse tempo, de forma rápida, só foi possível graças ao trabalho integrado que está sendo feito entre as polícias. Isso é muito importante porque uma vez que identificamos os mandantes e também quem executa, podemos agir para evitar que eles promovam novos ataques e que situações piores venham a acontecer”, afirmou.
Para isso, o delegado explica que todo o contingente da Senarc foi direcionado para a repressão ao crime organizado e a investigação dividida em duas fases, a primeira de identificação e apreensão dos líderes e a atual, chamada fase contra-ataque.
“Na primeira fase nos dedicamos a identificar os líderes e fazer a apreensão de quem estava fazendo os ataques. Agora, na segunda fase, de contra-ataque, continuamos identificando mandantes e executores, prendendo essas pessoas e também fazendo a representação na Justiça, pedindo que os líderes já presos sejam transferidos a presídios federais, além da prisão preventiva dos outros que ainda estão soltos”, informou Bardau.
De acordo com o delegado, outro fator que colaborou com o resultado foi a quantidade e validade das informações recebidas através do Disque-Denúncia. “Recebemos muitas denúncias tanto pelo telefone, quanto pelos nossos aplicativos e o que a gente pede é que as pessoas continuem colaborando e evitem o compartilhamento dos boatos, se certifiquem sobre o que recebem”, afirmou o delegado.

Denúncias e informações sobre os crimes podem ser feitos por meio do telefone do Disque Denúncia, no telefone 3223 – 5800, pelo aplicativo WhatsApp no número (98) 99163 – 4899 ou ainda pelo 190 (Ciops).
(Secom / Governo do Maranhão)

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

PF apreende R$ 77 mil, cheques, avião, carros luxuosos, Com envolvidos em desvios milionários da Saúde,


Confira a a nota divulgada pela Polícia Federal sobre o resultados das duas operação realizadas na manhã desta quinta-feira (6) para prender envolvidos em desvios milionários da Secretaria de Estado da Saúde.

NOTA
OPERAÇÕES ABSCÔNDITO E VOADORES

SÃO LUÍS/MA - A Polícia Federal (PF) e a Controladoria Geral da União (CGU) deflagraram, na manhã desta quinta-feira (06/10), a 2ª e 3ª fase da Operação Sermão aos Peixes, que investiga o desvio de verbas da saúde. As Operações foram denominadas de Abscôndito e Voadores.

A operação contou com a participação de 60 Policiais Federais, além do apoio da CGU. Foram cumpridos 31 mandados judiciais, sendo 3 de prisão preventiva, 10 de condução coercitiva e 18 de busca e apreensão, além do bloqueio judicial de bens a apreensão e sequestro de uma aeronave. Os mandados foram cumpridos nos municípios de São Luís/MA, Imperatriz/MA, Araguaína/TO, Palmas/TO, Goiânia/GO, Arenópolis/GO, Juquitiba/SP.



 Dois mandados de prisão foram cumpridos em São Luis/MA e um, na cidade de Juquitiba. Além disso houveram três conduções coercitivas, também na cidade em São Luís, quatro em Imperatriz e uma em Palmas. Dois alvos não foram localizados até o momento.

Em relação aos mandados de busca e apreensão, foram cumpridos cinco em São Luís, sete em Imperatriz, quatro em Goiânia, um em Palmas e um em Araguaína.


As apreensões relevantes foram: um avião avaliado em 2,5 milhões de reais, cinco veículos de luxo (Hilux SW4 SRV 4x4; BMW Z4 SDRIVE2 LM31; Toyota/RAV4 blindado; Volvo XC60 2.0T5 R-DES blindado), além de cerca de R$77 mil reais, e diversos cheques.

A segunda fase, que foi denominada Operação Abscôndito, as investigações identificaram que o grupo criminoso agiu no sentido de destruir e ocultar provas, incluindo a venda suspeita de uma aeronave objeto de decisão judicial, após o possível vazamento da Operação Sermão aos Peixe em 16/11/2015.

A outra fase da Operação, denominada Voadores, apurou o desvio de cerca de R$ 36 milhões de reais através do desconto de cheques e posterior depósito nas contas de pessoas físicas e jurídicas vinculadas aos envolvidos, incluindo o saque de contas de Hospitais.


Os investigados serão indiciados pelos crimes de embaraço à investigação de infração penal que envolva organização criminosa, de peculato e de lavagem de capitais.


A Operação que apura o embaraço à investigação foi denominada Abscôndito, que significa “escondido”, em alusão à ocultação e destruição de provas. Já a Operação Voadores se refere à técnica empregada de desviar recursos públicos por meio de cheques.

terça-feira, 4 de outubro de 2016

Prefeitura é incendiada em Jenipapo dos Vieiras


Na noite desta segunda-feira (03) o prédio onde funciona a prefeitura do município maranhense de Jenipapo dos Vieiras, foi incendiado. As causas do incêndio ainda não foram elucidadas, porém segundo populares, um litro de gasolina foi encontrado em uma área próxima à prefeitura.
O incêndio ocorreu um dia depois das eleições, que ocorreram neste domingo (02). No prédio da prefeitura vários papeis e objetos ficaram completamente destruídos. Os próprios moradores apagaram as chamas.


O prefeito eleito no domingo foi Moises Ventura (PTB) com 50,89% dos votos.

Agradecimento de Dr. Washington 77


Eu Washington Oliveira, candidato a prefeito pelo solidariedade 77, em (02) de outubro próximo passado, em município de Vitória do Mearim, venho humilde, e sinceramente agradecer ao povo vitoriense, à aqueles que me receberam em suas casas, que deram atenção às minhas propostas, e em especial aos 5.501 eleitores que de forma sincera acreditaram e votaram no Dr. Washington 77.
A vitória não veio, mais eu juntamente com meus amigos continuamos de cabeça erguida, em paz, e com a certeza de termos dedicado o melhor de cada um nós com o proposito de trabalharmos pelo bem estar do nosso povo. Aceitamos e respeitamos a soberania do povo vitorienses, e sinceramente desejamos à prefeita eleita Didima Coelho uma boa administração, e que venha atender os anseios do nosso povo.
Não irei me mudar de Vitória do Mearim, amo esta terra e este povo, estarei atento e vigilante defendendo os interesses da nossa gente.


Um forte abraço do amigo Dr. Washington 77.