quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Maranhão registrou 1.182 casos de pessoas desaparecidas em 2025, aponta Sinesp


 O Maranhão registrou 1.182 casos de pessoas desaparecidas em 2025, considerando todas as faixas de idade. Os dados são do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), com informações enviadas pela Secretaria de Segurança Pública estadual ao Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Esses casos representam uma taxa de 16,84 desaparecimentos por 100 mil habitantes, colocando o estado na 15ª posição no ranking nacional de desaparecidos.

📜 Segundo a lei que institui a Política Nacional de Busca de Pessoas Desaparecidas (lei 13.812/2019), pessoa desaparecida é "todo ser humano cujo paradeiro é desconhecido, não importando a causa de seu desaparecimento".

No Maranhão, o Programa Desaparecidos é parte das ações desenvolvidas pelo Disque-Denúncia do estado. Quem desejar comunicar casos de desaparecimento, encontros de desaparecidos, ou prestar informações que auxiliem nas buscas, poderá fazê-lo através dos telefones:

  • 181
  • 0800-313-5800 [Interior]
  • e pelo serviço de Whatsapp (98) 99224-8660.

Neste caso, as informações prestadas serão incorporadas ao banco de dados do CIOPS. É importante que o fato tenha registro de ocorrência em uma delegacia.

Dados de desaparecimento no Brasil

Em todo o Brasil houve o registro de  84.760 casos de pessoas desaparecidas incluindo todas as faixas de idade. É o maior número de registros desde o início da série histórica do painel oficial de Pessoas Desaparecidas e Localizadas do Sinesp, que iniciou em 2015, e supera os índices registrados antes da pandemia de Covid-19.

A taxa nacional de pessoas desaparecidas em 2025, independentemente da idade, foi de 39 casos a cada 100 mil habitantes, considerando os registros consolidados ao longo do ano.

O número de desaparecidos está concentrado no estado de São Paulo: foram 20.564 desaparecidos no ano passado, o que representa 24% do total no país. Considerando o tamanho da população, o estado com mais desaparecidos é Roraima, com cerca de 80 desaparecimentos por 100 mil habitantes.


Homem é preso suspeito de contratar duas pessoas para estuprar a ex-mulher


 Um homem foi preso, nessa quarta-feira (27), suspeito contratar duas pessoas para estuprar a ex-mulher. A prisão foi realizada na cidade de São João do Paraíso pelo delegado Wlisses Alves, titular da Delegacia de Presidente Dutra 

As investigações apontam que a vítima foi submetida a violência extrema, sendo que o ex-marido, além de encomendar o crime, teria assistido ao abuso sexual.

A Polícia Civil do Maranhão segue investigando o caso para esclarecer todos os detalhes e identificar os outros envolvidos no crime.


segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Novas pistas: crianças desaparecidas de Bacabal teriam sido vistas em hotel de SP


  A Polícia Civil de São Paulo investiga uma denúncia de que os irmãos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, teriam sido vistos na tarde de sábado (24) em um hotel localizado no bairro da República, região central da capital paulista. As crianças estão desaparecidas desde o início do mês, após saírem para brincar em Bacabal, no interior do Maranhão.

As informações foram divulgadas pela CNN Brasil, e levaram as autoridades paulistas a acionarem imediatamente a polícia do Maranhão para o compartilhamento de dados e apuração conjunta do possível paradeiro dos irmãos. A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) confirmou que o caso está sob investigação e que as informações já foram formalmente comunicadas às autoridades maranhenses.

Ágatha e Allan desapareceram no dia 4 deste mês, depois de deixarem a casa para brincar em uma área de mata no território quilombola São Sebastião dos Pretos. Desde então, uma grande operação de buscas foi montada na região, mobilizando mais de 500 pessoas, entre agentes da Polícia Civil, integrantes da Marinha e equipes do Corpo de Bombeiros.

Três dias após o desaparecimento, o primo das crianças, Anderson Kauã, de 8 anos, foi encontrado com vida em uma área de mata no povoado Santa Rosa, a cerca de quatro quilômetros do local onde os irmãos haviam sido vistos pela última vez. O resgate foi feito por três produtores rurais que passavam pelo local em uma carroça a caminho do trabalho e avistaram o menino em meio à vegetação.

Após receber atendimento médico e ter alta hospitalar, Anderson passou a colaborar com as investigações. Na última terça-feira (20), ele chegou a participar diretamente das buscas, indicando às autoridades o trajeto que teria percorrido com os primos até uma cabana abandonada conhecida como “casa caída”, situada nas proximidades do Rio Mearim.

Apesar das buscas intensivas, até o momento Ágatha e Allan não foram localizados. O secretário de Segurança Pública do Maranhão, Maurício Martins, afirmou que nenhuma linha de investigação foi descartada. A principal hipótese segue sendo a de que as crianças tenham se perdido na mata, mas outras possibilidades continuam sendo analisadas pelas autoridades.

A nova denúncia envolvendo um possível avistamento em São Paulo reacendeu as esperanças da família e reforçou a necessidade de apuração cuidadosa. As polícias dos dois estados agora trabalham para verificar a veracidade da informação e esclarecer se há, de fato, ligação entre o desaparecimento ocorrido no Maranhão e o relato registrado na capital paulista.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Crianças desaparecidas: operação de buscas já percorreu mais de 200 km em Bacabal


Bacabal - Após quase 20 dias de buscas pelos irmãos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4 anos, desaparecidos desde o dia 4 de janeiro, em Bacabal, no Maranhão, a força-tarefa responsável pelas operações entrou em uma nova fase, com foco direcionado na investigação policial. 

Durante as ações, as equipes percorreram mais de 200 quilômetros por terra e por água, em áreas de mata fechada e de difícil acesso. As buscas já mobilizaram mais de mil pessoas, entre agentes das forças de segurança estaduais e federais, além de voluntários.

Força-tarefa muda foco em buscas no Maranhão

Segundo as autoridades, a mudança de estratégia ocorreu após a varredura completa das áreas inicialmente mapeadas, sem que fossem encontrados vestígios ou pistas que indicassem o paradeiro das crianças.

Apesar da suspensão temporária das buscas extensivas em campo, as equipes de segurança informaram que, caso surjam novos indícios durante a investigação, os trabalhos poderão ser retomados nas áreas de mata.

A força-tarefa segue concentrada na base instalada no quilombo São Sebastião dos Pretos, na zona rural de Bacabal, local onde as crianças moravam e foram vistas pela última vez. O trabalho conta com atuação integrada da Polícia Civil do Maranhão, do Exército Brasileiro e da Marinha, além do uso de drones para monitoramento da região.

Autoridades falam sobre buscas por crianças desaparecidas em Bacabal

O secretário Maurício Martins pediu cautela à população e reforçou que comentários sem embasamento podem atrapalhar as investigações. Segundo ele, uma comissão formada por delegados de São Luís, em conjunto com a delegada titular da Delegacia de Bacabal, atua para apurar todos os detalhes levantados ao longo das buscas.

As operações continuam sem prazo para encerrar. Além das áreas já vasculhadas, as forças de segurança vão intensificar diligências da Polícia Civil em novos pontos indicados durante a investigação.

Inquérito policial com mais de 200 laudas

Ainda segundo Maurício Martins, o inquérito policial instaurado desde o início do caso já ultrapassa 200 páginas, reunindo depoimentos, laudos e relatórios das equipes envolvidas.

Envolvimento dos pais das crianças desaparecidas

Questionado se os pais da criança podem ter envolvimento com o desaparecimento, após comentários que vêm sendo levantados nas redes socais, o secretário esclareceu que mesmo que os pais voltem a depor, não significa, necessariamente, que estejam sendo tratados como suspeitos. 


POLÍCIA CIVIL PRENDE POLICIAIS INVESTIGADOS POR CRIME DE SEQUESTRO EM SÃO LUÍS


 A Polícia Civil do Maranhão realizou, na última quinta-feira(22), a prisão de dois agentes de segurança pública investigados pelo crime de extorsão mediante sequestro, durante uma ação coordenada pela Superintendência Estadual de Investigações Criminais (SEIC).

A operação foi conduzida a partir de investigação do Departamento de Operações Táticas Especiais (DOTE), com apoio do Departamento de Combate ao Roubo a Instituições Financeiras (DECRIF) e dos núcleos de inteligência da Secretaria de Estado da Segurança Pública, da Polícia Militar e da Polícia Civil. No curso da ação, foram cumpridos dois mandados judiciais em desfavor dos investigados.

Os presos são um oficial da Polícia Militar do Maranhão, que se encontra na ativa, e um policial civil aposentado. Durante o cumprimento das ordens judiciais, os policiais apreenderam aparelhos celulares, armas de fogo e munições de calibres diversos, que serão analisados no decorrer das investigações.

De acordo com a SEIC, a investigação teve origem em um fato ocorrido em 28 de outubro de 2025, quando a vítima foi abordada em um lava a jato localizado no bairro do Turu, em São Luís. Na ocasião, os autores se passaram por agentes públicos e apresentaram um falso mandado de prisão, mantendo a vítima sob restrição de liberdade enquanto exigiam o pagamento de R$ 100 mil.

O valor foi depositado por familiares da vítima em contas bancárias indicadas pelos investigados. Após a transferência do dinheiro, a vítima foi liberada.

Agora, as investigações seguem em andamento com o objetivo de identificar outros possíveis envolvidos no crime. Os presos permanecem à disposição da Justiça.

POLÍCIA CIVIL PRENDE HOMEM INVESTIGADO POR ESTUPRO DE VULNERÁVEL EM SÃO VICENTE DE FÉRRER


 Na manhã desta quinta-feira (22), a Polícia Civil do Maranhão deu cumprimento a um mandado de prisão preventiva contra um homem investigado pelo crime de estupro de vulnerável no município de São Vicente de Férrer.

A ação policial foi realizada por equipes da Delegacia de Polícia de São Vicente de Férrer, responsáveis pela condução das investigações. Conforme apurado, o investigado é apontado como o principal suspeito de cometer o crime contra um menor de idade.

De posse do mandado judicial, os policiais se deslocaram até o povoado Santa Teresa, localizado na zona rural do município, onde conseguiram localizar e efetuar a prisão do suspeito.

Após a realização dos procedimentos legais na delegacia, o homem foi encaminhado à Unidade Prisional de Viana, onde permanecerá à disposição do Poder Judiciário.

Emenda de Motta injeta bilhões do mercado de carbono e vira alvo do STF


  A aprovação de uma emenda apresentada pelo presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), na lei que regulamentou o mercado de carbono brasileiro provocou forte reação no setor de seguros e previdência privada e levou a norma a ser questionada no Supremo Tribunal Federal (STF). A medida criou um mercado compulsório bilionário para créditos de carbono, obrigando empresas do setor a destinar parte de suas reservas técnicas a esse tipo de ativo ambiental. As informações são do UOL.

As autoridades levantam a hipótese de que a emenda possa ter beneficiado interesses ligados ao empresário Henrique Vorcaro, pai do banqueiro Daniel Vorcaro. Henrique passou a investir no mercado de carbono justamente no período em que a proposta avançava no Congresso, inflando o valor de supostos créditos ambientais. O UOL mostrou, em dezembro, que esses créditos teriam sido supervalorizados.

A trajetória de crescimento acelerado do Banco Master, controlado por Daniel Vorcaro, foi acompanhada da construção de uma ampla rede de alianças políticas. Lideranças do Centrão no Congresso e interlocutores no sistema financeiro encamparam pautas de interesse do banqueiro, movimento que agora está sob escrutínio das autoridades.

No caso específico do mercado de carbono, o problema central era a ausência de compradores para créditos ambientais avaliados como bilionários. A emenda apresentada por Hugo Motta mudou esse cenário ao criar uma demanda obrigatória. O setor de seguros e previdência privada passou a ser compelido a investir nesses ativos, mesmo sem ser um dos grandes emissores de gases de efeito estufa.

Entidades do setor argumentam que a medida criou uma distorção. Para a Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNSeg), a demanda real por créditos de carbono no Brasil “é significativamente menor do que a demanda criada” pela emenda. A entidade afirma que o valor estimado, de cerca de R$ 9 bilhões ao ano, “é comparável ao total movimentado pelo mercado voluntário de crédito de carbono global em 2024”.

A interlocutores, Hugo Motta afirmou que o acordo em torno da emenda foi costurado entre líderes da Câmara dos Deputados e o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O parlamentar defendeu a iniciativa afirmando que a redução das emissões de gases de efeito estufa e o incentivo a políticas ambientais são fundamentais para o país. Motta também sustentou que a injeção bilionária de recursos não seria direcionada a nenhuma empresa específica vendedora de créditos de carbono.

Henrique Vorcaro, por sua vez, declarou ao UOL: “É empresário no Brasil há 40 anos, dialoga com autoridades, mas não tem ingerência em temas de exclusividade do Congresso Nacional. Cabe ao Parlamento decidir sobre a legislação brasileira”. Apesar disso, ele foi alvo de busca e apreensão na segunda fase da Operação Compliance Zero.

Questionamento no Supremo

A emenda e sua posterior aprovação causaram estranhamento imediato entre seguradoras e empresas de previdência privada. Embora os créditos de carbono tenham como objetivo mitigar emissões responsáveis pelo aquecimento global, o setor de seguros não figura entre os maiores poluidores.

Em março de 2025, a CNSeg acionou o STF, alegando que a norma viola princípios constitucionais como a liberdade econômica, a livre iniciativa e a concorrência. O relator do caso, ministro Flávio Dino, votou pela inconstitucionalidade da emenda em dezembro.

Para Dino, ficou evidente que o objetivo central da medida era “alavancar o mercado de crédito de carbono”. Em seu voto, o ministro afirmou que o Congresso optou por impor ao setor de seguros e previdência privada a obrigação de investir nesses créditos por razões econômicas, e não ambientais.

“A escolha dos destinatários da norma não foi em virtude de responsabilidade por danos, mas em razão de possuírem vasta reserva financeira, caracterizada pela liquidez e que está sujeita a regulação pelo poder público”, afirmou Dino. Segundo ele, “em virtude disso, [as empresas de seguro e previdência privada] foram selecionadas para alavancar o mercado de crédito de carbono”.

O ministro também concluiu que houve violação ao princípio do poluidor-pagador. “Reputo violado o princípio do poluidor-pagador, pois o ônus da política ambiental não recai verdadeiramente sobre quem mais emite gases de efeito estufa”, escreveu. O julgamento virtual do caso está previsto para se encerrar em 6 de fevereiro.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Polícia destrói 4,5 mil pés de maconha em Centro Novo e Centro do Guilherme


 Quatro roças de maconha, com cerca de 4,5 mil pés, foram localizadas e destruídas pela Polícia Militar nos municípios de Centro Novo e Centro do Guilherme. A plantação ocupava uma área superior a 1 hectare e poderia resultar em aproximadamente 1,5 tonelada de maconha.

A incineração e a erradicação do plantio foram realizadas por equipes da ROTAM, CHOQUE, BOPE, Cavalaria e demais unidades do Comando de Missões Especiais da PMMA, com apoio do Centro Tático Aéreo (CTA). A ação integra a operação da Rede Nacional de Operações Ostensivas e Especializadas, desenvolvida em parceria com o Ministério da Justiça.

A operação foi deflagrada nesta quinta-feira(20), e as equipes permanecem na região por tempo indeterminado, realizando incursões e monitoramento para impedir o retorno do cultivo ilegal.

Neste ano, até outubro, as apreensões de drogas pelas forças de segurança do Maranhão já ultrapassam 4 toneladas.

Professor preso no PI suspeito de abusar de mais de 240 crianças e adolescentes no MA já tinha sido detido por importunação sexual


 O professor que foi preso no Piauí manhã desta quarta-feira (21), suspeito de abusar sexualmente 244 crianças e adolescentes na cidade Tuntum interior do Maranhão, já tinha sido preso no ano passado, por importunação sexual dentro de uma escola pública da rede municipal, em que dava aula.

g1 optou por não divulgar a identidade do professor e o nome da escola para preservar as vítimas. A defesa do suspeito ainda não foi localizada.

A primeira prisão do professor foi realizada em 16 de maio de 2025, após uma aluna denunciar na direção da escola que o professor, de 52 anos, havia praticado atos libidinosos contra ela. A vítima relatou que o docente se aproveitava de sua posição para praticar assédio nas dependências da instituição.

Após tomar conhecimento do caso, o diretor da escola, que também é comandante do Corpo de Bombeiros da cidade, deu voz de prisão ao professor e acionou a polícia, que conduziu o suspeito à delegacia.

Com a prisão do professor, dezenas de outros alunos procuraram a delegacia para formalizar denúncias de abusos que teriam sido cometidos por ele.

Na época, a Secretaria Municipal de Educação de Tuntum confirmou que estava ciente do caso e que iria colaborar com as investigações. Eles também disseram que dariam apoio à vítima.

Leia, abaixo, a nota divulgada pela secretaria, logo após a prisão do professor em maio de 2025.

Banco Central decreta liquidação do Will Bank, banco digital do Master


 O Banco Central decidiu nesta quarta-feira (21) decretar a liquidação extrajudicial do Will Bank, banco digital pertencente ao grupo Master. A instituição estava desde novembro sob regime de administração especial temporária, medida aplicada quando há indícios de problemas graves, mas ainda existe a possibilidade de recuperação ou venda do ativo. As informações são da Folha de São Paulo.

Segundo o BC, a decisão ocorre "em razão do comprometimento da sua situação econômico-financeira, da sua insolvência e do vínculo de interesse, evidenciado pelo exercício do poder de controle do Banco Master S.A", liquidado em 18 de novembro.

A expectativa inicial do regulador era de que o Will Bank pudesse ser negociado com investidores interessados, o que levou o BC a preservar suas operações quando anunciou, em 18 de novembro, a liquidação do Banco Master. No entanto, as tratativas não avançaram e o prazo máximo de 120 dias do regime especial se aproximava do fim sem uma solução concreta.

A liquidação é adotada quando o Banco Central conclui que a situação de uma instituição financeira é considerada irreversível. Nesse cenário, todas as atividades são interrompidas e o banco é retirado oficialmente do Sistema Financeiro Nacional. Com a medida, também ficam indisponíveis os bens dos controladores e dos ex-administradores da instituição.

Antes mesmo do anúncio oficial, a bandeira Mastercard já havia suspendido a aceitação de transações realizadas com cartões emitidos pelo Will Bank. A decisão ocorreu após operações feitas por clientes não terem sido devidamente liquidadas pelo banco junto aos participantes do arranjo de pagamentos. A iniciativa buscou evitar a ampliação do montante devido pelo Will Bank.

Além da suspensão, a Mastercard executou garantias relacionadas a dívidas do banco digital, passando a deter participações relevantes na varejista de móveis Westwing e no BRB (Banco de Brasília). Essas garantias estavam vinculadas às obrigações financeiras do Will Bank dentro do sistema de pagamentos.

No regime de administração especial temporária, as operações do banco são mantidas, embora seus dirigentes percam o mandato. Já na liquidação, o funcionamento é totalmente encerrado, com impactos diretos para clientes, credores e para o próprio sistema financeiro.

Fundado em 2017 e adquirido pelo grupo Master em 2024, o Will Bank fechou o primeiro semestre com R$ 14,4 bilhões em ativos, prejuízo acumulado de R$ 244,7 milhões e patrimônio líquido em torno de R$ 300 milhões, de acordo com dados do Banco Central. Em setembro, a instituição mantinha R$ 6,5 bilhões em depósitos a prazo e não possuía saldo em depósitos à vista, como contas correntes.

A frustração da venda do Will Bank tende a ampliar as perdas do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). O fundo deverá indenizar até R$ 250 mil por investidor, alcançando cerca de 800 mil pessoas físicas e jurídicas detentoras de CDBs e outros títulos garantidos emitidos pelo grupo Master. O valor total estimado é de R$ 40,6 bilhões, a maior indenização já realizada pelo FGC.

Paralelamente, a crise do grupo Master segue sob investigação policial. Na semana passada, a Polícia Federal deflagrou a segunda fase da Operação Compliance Zero, que apura o uso de fundos de investimento para inflar artificialmente o patrimônio do Banco Master. Essa etapa teve como alvos endereços ligados a Daniel Vorcaro, proprietário do grupo, a familiares e a empresários, entre eles Nelson Tanure e João Carlos Mansur, ex-dono da gestora Reag, também liquidada pelo Banco Central e investigada por suspeitas de ligação com o crime organizado.

Na primeira fase da operação, em novembro, Daniel Vorcaro foi preso sob a acusação de liderar um esquema de criação de carteiras falsas de crédito, que teriam sido usadas para inflar o balanço do Banco Master antes de uma tentativa de venda ao BRB. Ele foi libertado menos de duas semanas depois, mas segue sendo monitorado por meio de tornozeleira eletrônica.

terça-feira, 20 de janeiro de 2026

PF deflagra operação contra tráfico transnacional de drogas


 A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira, 20/1, a Operação Expurgo, para cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão contra integrantes de organização criminosa que atua no tráfico transnacional de drogas.

São cumpridos 12 mandados de prisão e 24 mandados de busca e apreensão, expedidos pela Justiça Federal, nas cidades de Piracicaba/SP, Limeira/SP, Americana/SP, Santa Bárbara d’Oeste/SP, Botucatu/SP, São Paulo/SP e Corumbá/MS.

Alguns dos integrantes da organização criminosa são membros da facção paulista que atua dentro e fora dos presídios. Parte dos envolvidos já estão presos em razão de mandados de prisão preventiva, flagrantes e condenações definitivas por tráfico de drogas anteriores.

A investigação iniciou após prisão em flagrante ocorrida em janeiro de 2025, na cidade de Limeira/SP. Na ocasião foram detidas 15 pessoas e apreendidos aproximadamente 17 Kg de cocaína. Entre as pessoas que transportavam a droga em seu organismo havia dois adolescentes, com documentos falsos, e uma gestante.

A PF apurou que os criminosos traziam a cocaína de Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia. Acondicionada em cápsulas, a droga era ingerida por pessoas que seguiam de ônibus até São Paulo/SP. Dali elas eram levadas de carro para chácaras no interior do estado, onde expeliam a droga, que era distribuída aos pontos de venda.

Moraes autoriza Tarcísio a visitar Bolsonaro na Papudinha


  O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta terça-feira (20) a visita do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, ao ex-presidente preso Jair Bolsonaro, atualmente no presídio da Papudinha, no Distrito Federal. Bolsonaro foi condenado, pelo STF, a 27 anos e três meses por liderar a trama golpista após as eleições de 2022. 

Na decisão, Moraes autoriza Tarcísio a visitar o ex-presidente preso na quinta-feira (22), das 8h às 10h. "Dessa forma, AUTORIZO AS VISITAS requeridas, nos termos da Portaria SEAP/SINJ/DF nº 200, de 11 de julho de 2022: (i) Quinta-feira, dia 22/1/2026, das 8h às 10h: Tarcísio Gomes de Freitas, CPF nº 180.777.838-05; (ii) Quarta-feira, dia 28/1/2026, das 8h às 10h: Diego Torres Dourado, CPF nº 018.523.271-03; e (iii) Quinta-feira, dia 29/1/2026, das 8h às 10h: Bruno Scheid, CPF nº 750.710.022-72", diz o documento. A decisão atende a um pedido dos advogados de defesa de Bolsonaro e destaca que as visitas devem ocorrer sob restrições estabelecidas pelo STF. 

Lula critica Trump e diz que presidente dos EUA "quer governar o mundo" pelas redes sociais


 247 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou nesta terça-feira (20) a forma de governar do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Para Lula, o chefe da Casa Branca deveria dedicar menos atenção às redes sociais e enfrentar de maneira mais direta os problemas da população dos EUA. 

“Trump quer governar o mundo pelo Twitter, fantástico, será que é possível tratar o povo com respeito sem olhar na cara?”, questionou Lula durante um evento oficial do programa Minha Casa, Minha Vida, em Rio Grande (RS). Ao encerrar o discurso, o presidente Lula voltou a defender a valorização das relações humanas e fez um apelo para que a população se desconecte por mais tempo das redes sociais. “Precisamos recuperar o humanismo”, disse Lula.