quinta-feira, 12 de maio de 2022

Irmãos são assassinados a tiros dentro de casa na zona rural de São Luís


 Dois irmãos foram executados a tiros dentro de casa, na madrugada desta quinta-feira (12), no Residencial Nova Vida, na região da Andiroba, na zona rural de São Luís.

Os mortos foram identificados como Luís Gustavo Maia Pereira, de 15 anos, e Atheylon Antony Maia Pereira, de 20. Eles não resistiram aos ferimentos e morreram no local.

Um terceiro irmão das vítimas fatais, identificado como Thalys Emanoel Maia Pereira, de 17 anos, também foi baleado. Ele foi socorrido por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levado em estado grave para o Hospital Municipal Djalma Marques, o Socorrão 1.

Após ser acionada por moradores da área, uma equipe do 43º BPM se deslocou até o local para averiguar os fatos. O jovem que sobreviveu foi encontrado do lado de fora da casa, e os outros dois já estavam sem vida no interior da residência.

De acordo com a PM, um grupo armado invadiu a casa e efetuou vários disparos contra as vítimas, que estavam sozinhas no momento da ação criminosa.

A Polícia Militar realizou várias diligências na região, mas não conseguiu localizar os autores do crime, até o momento. Nenhuma das vítimas tinha registro de passagens pela polícia.

Pelas informações passadas ao blog, os três jovens moravam com a mão e não tinham envolvimento em facções criminosas que disputam o controle de áreas da região do bairro Andiroba e adjacências.

Ainda segundo informações, dois outros irmãos das vítimas já teriam sidos mortos por integrantes de facções criminosas.

Moradores preocupados com a violência

Moradores da região, assustados com a escalada da violência, exigem presença maior das forças policiais para conter ações criminosas praticadas por facções.

Nessa mesma região, nessa quarta-feira (11), bandidos, que seriam da invasão Albino Soeiro, fizeram um arrastão em um ônibus e disparam tiros contra um jovem, que foi atingido em uma das pernas. Ao fugirem, levando celulares e bolsas de passageiros, eles ainda dispararam tiros contra o ônibus.


Vereador, secretário de esportes e assessor de comunicação de Dom Pedro morrem em grave acidente


 Um grave acidente registrado na tarde desta quarta-feira (11) resultou na morte de três pessoas, que seguiam da cidade de Dom Pedro, a 321 km de São Luís, à cidade de Governador Archer.

Os mortos estavam em uma caminhonete Amarok, que capotou. O acidente ocorreu entre Dom Pedro e o povoado Triângulo, em Santo Antônio dos Lopes.

As vítima fatais, da cidade de Dom Pedro, foram identificadas como  Hidelbrande Pereira Reis, secretário de municipal de Esportes, conhecido como “Plimplim”; Antônio Ferreira da Silva, vereador; e  Benedito Gutemberg, assessor de Comunicação. Eles estavam no banco traseiro e não usavam cintos de segurança.


Segundo as primeiras informações, o vice-prefeito de Dom Pedro, Lucyan Rezende estava dirigindo a caminhonete VW Amarok quando perdeu o controle do veículo, que capotou.

A noiva do vice-prefeito, Ercinha Gomes Duailibe, também estava na caminhonete. Ambos foram encaminhados com vida ao hospital macrorregional de Presidente Dutra.

O grupo estava se deslocando para a inauguração de um restaurante popular em Governador Archer.

Até o momento, as circunstâncias do acidente não foram esclarecidas oficialmente.



quarta-feira, 11 de maio de 2022

PRF prende casal com 300 quilos de cocaína avaliados em R$ 36 milhões


Um casal foi preso por equipes da Polícia Rodoviária Federal (PRF), na tarde desta terça-feira (10), na BR-316, no município de Santa Inês, a 251 km de São Luís, com cerca de 300 kg de pasta base de cocaína avaliados em 36 milhões de reais.

Segundo informações da PRF, os policiais fizeram a abordagem a uma caminhonete branca, que transportava um pneu de trator na carroceria.

À vista do nervosismo apresentado pelo condutor, a equipe realizou interrogatório, sendo que, ao final, ele confessou que se tratava de tráfico de drogas.

De imediato, o veículo foi levado a um borracheiro, que o esvaziou e a polícia localizou a droga, distribuída em 260 tabletes.

Os presos informaram que pegaram o carregamento de cocaína no município de Santarém, na região central do estado do Pará. O destino final era o município de Vitória do Mearim, na Baixada Maranhense.

Os autores serão novamente interrogados e as informações prestadas por eles serão confrontadas com os levantamentos policiais.

A droga, os autores e a caminhonete foram conduzidos à sede da Polícia Federal, localizada no bairro Cohama, em São Luís.

É possível que o casal preso seja uma espécie de "mula", contratado  apenas para fazer o transporte da droga. 

Com a sequência das investigações, a polícia vai tentar identificar outros possíveis envolvidos na organização criminosa, principalmente os fornecedores e destinatários da droga.

A quantidade de droga apreendida é o triplo da última grande apreensão desse tipo de entorpecente, quando os PRFs flagraram na região dos cocais um pouco mais de 100 quilos de cocaína.

Nova pesquisa Quaest mostra vitória de Lula no primeiro turno


 247 - Pesquisa Quaest/Genial divulgada nesta quarta-feira, 11, mostra o ex-presidente Lula com chances de vitória no primeiro turno. Ele tem 46% das intenções de voto, enquanto Jair Bolsonaro, o segundo colocado, chega a 29%. 

Com 46%, Lula possui mais votos que todos os outros candidatos somados (44%) e, portanto, há a possibilidade de vitória no primeiro turno. No entanto, considerando a margem de erro de 2 pontos para mais ou para menos, a disputa também pode seguir para o segundo turno. 

Atrás de Bolsonaro aparecem: Ciro Gomes (7%), André Janones (3%), João Doria (3%), Simone Tebet (1%), Felipe D'Ávila (1%) e Luciano Bivar (0%). A categoria 'branco/nulo/não vai votar' chega a 6%, enquanto 3% estão indecisos. Em todos os cenários considerados, Lula lidera com ampla vantagem. 

No segundo turno, Lula também vence em todos os cenários. Veja

  • Lula: 54% 
  • Jair Bolsonaro: 34% 
  • Branco/nulo/não vai votar: 9% 
  • Indecisos: 2% 

Cenário 2: 

  • Lula: 53% 
  • Ciro Gomes: 24% 
  • Branco/nulo/não vai votar: 21% 
  • Indecisos: 2% 

Cenário 3: 

  • Lula: 58% 
  • Simone Tebet: 17% 
  • Branco/nulo/não vai votar: 22% 
  • Indecisos: 3%.

A pesquisa ouviu 2.000 pessoas de 27 estados, face a face, entre os dias 5 a 8 de maio. O índice de confiança, segundo o instituto, é de 95%. A pesquisa foi contratada pelo Banco Genial e registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-01603/2022.



terça-feira, 10 de maio de 2022

Homem é preso após espancar ex-namorada em São Luís


 Um homem, de identidade não revelada, foi preso após espancar violentamente a ex-namorada, de iniciais G.F., conhecida como “Nega”, residente na Vila Janaína, em São Luís.

As agressões ocorreram na residência da vítima no domingo (08), por volta das 3h20.

Pelas informações, o agressor não se conformava com o fim do relacionamento e teria ido buscar a jovem na casa de eventos Auera Pub, localizada na Av. Este Duzentos e Três, na Cidade Operária, ao lado do Viva.

Em seguida, ele foi deixá-la em casa, sendo que os pais da jovem não se encontravam no local.

Após uma discussão, o ex-namorado passou a agredi-la violentamente com socos no rosto, que ficou deformado.

Em seguida, ele mesmo acionou uma equipe do Samu para socorrer a jovem e levá-la ao hospital.

A Polícia Militar foi acionada e, nesta segunda-feira (09), conseguiu efetuar a prisão do agressor. Após autuação em flagrante, ele foi encaminhado ao presídio, onde ficará à disposição da Justiça.

A casa de eventos Auera Pub divulgou uma nota de esclarecimento sobre o caso. Confira.

A casa de EVENTOS AUERA PUB vem por meio desta nota esclarecer os fatos divulgados recentemente na mídia virtual para com a agressão de uma jovem no último final de semana.

Queremos antes de tudo nos colocar solidários para com a mesma, bem como também sua família e destacamos repúdio por qualquer manifestação de agressão dentro ou fora de nossa casa, ainda mais nas proporções que foram.

Recebemos com estranheza o relato de agressão desta jovem (G.F) no 08 de maio de 2022, no horário por volta das 03h20, e destacamos que o fato ocorrido não se configurou em nossas dependências e nem na porta de nosso estabelecimento como tem sido divulgado em alguns canais de comunicação.

Acrescentamos ainda a total preocupação que temos que garantir a segurança de nossos clientes prezando pelo conforto e diversão de todos sempre de maneira RESPEITOSA.

Atenciosamente,

AUERA PUB


segunda-feira, 9 de maio de 2022

Polícia impede assalto a banco em Paço do Lumiar; prende três e apreende armas de fogo


 Três homens, suspeitos de praticarem uma tentativa de assalto em uma agência do Banco do Nordeste, foram presos pela Polícia Militar (PM), na manhã desta segunda-feira (9), na Avenida 13, no bairro Maiobão, em Paço do Lumiar, Região Metropolitana de São Luís. Com os criminosos, os policiais apreenderam seis armas de fogo.

Por meio de ligação anônima, os policiais foram informados sobre uma movimentação suspeita na agência bancária, possivelmente um assalto. Ao chegarem no local, os militares comprovaram a veracidade do fato, fizeram o cerco e conseguiram prender os três criminosos no interior da agência do Banco do Nordeste.


“De imediato, chegamos ao local com três viaturas, onde foi feito o cerco policial e o contato com os criminosos que logo se entregaram. Eles estavam em posse de cinco

revólveres mais uma pistola, ou seja, seis armas de fogo. Foi uma ação muito rápida da Polícia Militar”, contou o coronel Marcos Brito, do Comando do Policiamento Metropolitano da Polícia Militar do Maranhão (CPM-PMMA).

Após serem presos, os três suspeitos foram encaminhados e apresentados, juntamente com todo o material apreendido, na sede da Superintendência de Investigação Criminal (Seic) da Polícia Civil do Maranhão (PC-MA), em São Luís, que ficará responsável pelas investigações do caso.

“Eles [os suspeitos] foram conduzidos para a sede Seic, onde a Polícia Civil vai verificar toda a situação de investigação, para saber se eles já têm passagem pelo sistema prisional, como eles chegaram até a agência e se teve algum cúmplice na ação”, explicou o coronel Marcos Brito.




Bolsonaro autoriza novo aumento de 9% no diesel e sacrifica ainda mais os caminhoneiros


 247 com Reuters - Jir Bolsonaro, responsável por manter a política de preços da Petrobrás, que dolariza os preços praticados no mercado interno, sacrificou ainda mais os caminhoneiros nesta manhã. A empresa estatal anunciou nesta segunda-feira aumento do preço médio do diesel de 8,87% nas suas refinarias, com o combustível para distribuidoras passando a valer 4,91 reais por litro, a partir de terça-feira, segundo comunicado da empresa. 

Em meio a queixas do presidente Jair Bolsonaro contra uma alta de combustíveis nos últimos dias, a Petrobras ressaltou que o reajuste foi feito após 60 dias. Disse ainda que valores da gasolina e do GLP foram mantidos. 

"Com esse movimento, a Petrobras segue outros fornecedores de combustíveis no Brasil que já promoveram ajustes nos seus preços de venda acompanhando os preços de mercado", disse a companhia em nota.

O último ajuste de preços aplicado pela Petrobras aconteceu em 11 de março e, naquele momento, refletia apenas parte da elevação observada nos preços de mercado.

 "Desde aquela data, a Petrobras manteve os seus preços de diesel e gasolina inalterados e reduziu os preços de GLP, observando a dinâmica de mercado de cada produto", disse. 

"Nesse momento, no entanto, o balanço global de diesel está impactado por uma redução da oferta frente à demanda. Os estoques globais estão reduzidos e abaixo das mínimas sazonais dos últimos cinco anos nas principais regiões supridoras", justificou a estatal. 

"Esse desequilíbrio resultou na elevação dos preços de diesel no mundo inteiro, com a valorização deste combustível muito acima da valorização do petróleo. A diferença entre o preço do diesel e o preço do petróleo nunca esteve tão alta." 

A Petrobras destacou que as refinarias da companhia já estão operando próximo do seu nível máximo (fator de utilização de 93% no início de maio), considerando as condições adequadas de segurança e de rentabilidade, e que o refino nacional não tem capacidade para atender toda a demanda do país. 

"Dessa forma, cerca de 30% do consumo brasileiro de diesel é atendido por outros refinadores ou importadores. Isso significa que o equilíbrio de preços com o mercado é condição necessária para o adequado suprimento de toda a demanda, de forma natural, por muitos fornecedores que asseguram o abastecimento adequado", observou. 

O líder do Movimento dos Trablahadores em Seto (MTST) e pré-candidato à deputado estadual , Guilherme Boulos (Psol-SP), usou as redes sociais para criticar a alta do diesel anunciada pela estatal.  

ABSURDO! Petrobras acaba de aumentar o preço do Diesel em 8,87%. Isso depois da gasolina subir pela quarta semana seguida e chegar a R$8,99. Esse era o presidente 'amigo dos caminhoneiros"?', postou Boulos no Twitter.  

A política de preços praticada pela Petrobrás com a anuência de Jair Bolsonaro deverá aumentar significativamente o lucro da estatal no primeiro trimestre deste ano, transferindo mais lucros e dividendos a seus acionistas. 

Levantamento com base nas projeções de quatro instituições financeiras (Itaú BBA, UBS, Credit Suisse e Goldman Sachs) indica que a companhia deve registrar, no primeiro balanço do ano, receita líquida de R$ 144 bilhões avanço de 67,2% frente ao primeiro trimestre de 2021.

Confira a postagem de Guilherme Boulos. 


sábado, 7 de maio de 2022

Leia a íntegra do discurso de Lula no lançamento do Movimento Vamos Juntos Pelo Brasil


 Confira abaixo o discurso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no lançamento do Movimento Vamos Juntos Pelo Brasil na manhã de hoje, 7, em São Paulo:

“Quero começar falando da mais importante lição que aprendi em 50 anos de vida pública, oito dos quais presidindo este país: Governar deve ser um ato de amor.

A principal virtude que um bom governante precisa ter é a capacidade de viver em sintonia com as aspirações e os sentimentos das pessoas, especialmente das que mais precisam.

É se alegrar com cada conquista, com cada melhora na qualidade de vida do povo que ele governa. 

É compartilhar a felicidade da família que, graças ao Minha Casa, Minha Vida, toma pela primeira vez nas mãos a chave da tão sonhada casa própria, depois de uma vida inteira morando de aluguel em condições precárias.

É se emocionar com aquela mãe que viveu anos e anos à luz de lamparina, e com a chegada do Luz para Todos pode finalmente contemplar a serenidade do seu filho dormindo à noite.

É se alegrar com a avó que quando jovem era obrigada a partir um único lápis em dois pedaços para dar aos filhos. E que depois, com o Bolsa Família, pode comprar material escolar completo para a neta, até mesmo um estojo com lápis de todas as cores.

É comemorar junto com os filhos dos trabalhadores que se tornaram doutores, graças ao ProUni, ao FIES e à política de cotas na universidade pública.

Mas não basta ao bom governante sentir como se fossem suas as conquistas do povo sofrido.

Para governar bem, ele precisa ter também a sensibilidade de sofrer com cada injustiça, cada tragédia individual e coletiva, cada morte que poderia ser evitada.

Infelizmente, nem todo governante é capaz de entender, sentir e respeitar a dor alheia. 

Não é digno desse título o governante incapaz de verter uma única lágrima diante de seres humanos revirando caminhões de lixo em busca de comida, ou dos mais de 660 mil brasileiros e brasileiras mortos pela Covid.

Pode até se dizer cristão, mas não tem amor ao próximo.

Em 2003, quando tomei posse como presidente da República, eu disse que se, ao final do meu mandato, todos os brasileiros tivessem pelo menos a possibilidade de tomar café da manhã, almoçar e jantar, eu teria cumprido a missão da minha vida.

Travamos contra a fome a maior de todas as batalhas, e vencemos. Mas hoje sei que preciso cumprir novamente a mesma missão.

Tudo o que fizemos e o povo brasileiro conquistou está sendo destruído pelo atual governo. O Brasil voltou ao Mapa da Fome da ONU, de onde havíamos saído em 2014, pela primeira vez na história.

É terrível, mas não vamos desistir, nem eu nem o nosso povo. Quem tem uma causa jamais pode desistir da luta.

A causa pela qual lutamos é o que nos mantém vivos, é o que renova nossas forças e nos rejuvenesce.

Sem uma causa, a vida perde o sentido.

Eu e todos nós que estamos juntos nessa hora, temos uma causa: restaurar a soberania do Brasil e do povo brasileiro.

Meus amigos e minhas amigas.

O artigo primeiro da nossa Constituição enumera os fundamentos do Estado Democrático de Direito. E o primeiro fundamento é justamente a soberania.

No entanto, a nossa soberania e a nossa democracia vêm sendo constantemente atacadas pela política irresponsável e criminosa do atual governo.

Ameaçam, desmontam, sucateiam, colocam à venda nossas empresas mais estratégicas, nosso petróleo, nossos bancos públicos, nosso meio ambiente.

Entregam de mão beijada todo esse extraordinário patrimônio que não pertence a eles, e sim ao povo brasileiro.

Destroem políticas públicas que mudaram a vida de milhões de brasileiros, e que eram admiradas e adotadas pelo mundo afora.

É mais do que urgente restaurar a soberania do Brasil. Mas defender a soberania não se resume à importantíssima missão de resguardar nossas fronteiras terrestres e marítimas e nosso espaço aéreo.

É também defender nossas riquezas minerais, nossas florestas, nossos rios, nossos mares, nossa biodiversidade.

E é, antes de tudo, garantir a soberania do povo brasileiro e os direitos de uma democracia plena.


É defender o direito à alimentação de qualidade, o bom emprego, o salário justo, os direitos trabalhistas, o acesso à saúde e à educação.

Defender nossa soberania é também recuperar a política altiva e ativa que elevou o Brasil à condição de protagonista no cenário internacional.

O Brasil era um país soberano, respeitado no mundo inteiro, que falava de igual para igual com os países mais ricos e poderosos.

E que ao mesmo tempo contribuía para o desenvolvimento dos países pobres, por meio de cooperação, investimento e transferência de tecnologia. Foi o que nós fizemos na América Latina e também na África.

Defender a nossa soberania é defender a integração da América do Sul, da América Latina e do Caribe. É fortalecer novamente o Mercosul, a UnaSul, a Celac e os BRICS.

É estabelecer livremente as parcerias que forem melhores para o país, sem submissão a quem quer que seja. É lutar por uma nova governança global.

O Brasil é grande demais para ser relegado a esse triste papel de pária do mundo, por conta da submissão, do negacionismo, da truculência e das agressões a nossos mais importantes parceiros comerciais, causando enormes prejuízos econômicos ao país.

Meus amigos e minhas amigas.

Defender nossa soberania é defender a Petrobras, que vem sendo desmantelada dia após dia.

Colocaram à venda as reservas do Pré-Sal, entregaram a BR Distribuidora e os gasodutos, interromperam a construção de algumas refinarias e privatizaram outras.

O resultado desse desmonte é que somos autossuficientes em petróleo, mas pagamos por uma das gasolinas mais caras do mundo, cotada em dólar, enquanto os brasileiros recebem os seus salários em real.

O óleo diesel também não para de subir, sacrificando os caminhoneiros e fazendo disparar os preços dos alimentos.

O botijão de gás chega a custar 150 reais, comprometendo o orçamento doméstico da maioria das famílias brasileiras.

Nós precisamos fazer com que a Petrobras volte a ser uma grande empresa nacional, uma das maiores do mundo.

Colocá-la de novo a serviço do povo brasileiro e não dos grandes acionistas estrangeiros. Fazer outra vez do Pré-Sal o nosso passaporte para o futuro, financiando a saúde, a educação e a ciência.

Defender a nossa soberania é defender também a Eletrobrás daqueles que querem o Brasil eternamente submisso.

A Eletrobrás é a maior empresa de geração de energia da América Latina, responsável por quase 40% da energia consumida no Brasil.

Foi construída ao longo de décadas, com o suor e a inteligência de gerações de brasileiros. Mas o atual governo faz de tudo para entregá-la a toque de caixa e a preço de banana.

O resultado de mais esse crime de lesa-pátria seria a perda da nossa soberania energética.

Perder a Eletrobrás é perder Chesf, Furnas, Eletronorte e Eletrosul, entre outras empresas essenciais para o desenvolvimento do país.

É perder também parte da soberania sobre alguns dos nossos principais rios, como o rio Paraná e  o São Francisco.

É dizer adeus a programas como o Luz para Todos, responsável por trazer para o século 21 cerca de 16 milhões de brasileiros que antes viviam na escuridão.

É aumentar ainda mais a conta de luz, que hoje já pesa não apenas no bolso do trabalhador, mas também no orçamento da classe média.

Defender nossa soberania é defender os bancos públicos. O Banco do Brasil, a Caixa Econômica, o BNDES, o BNB e o Basa foram criados para fomentar o desenvolvimento do país.

Para garantir o crédito barato a quem quer produzir e gerar empregos. 

Para financiar as obras de saneamento e a construção de apartamentos e casas para a população de baixa renda e a classe média.

Para apoiar a agricultura familiar e os pequenos e médios produtores rurais. Porque nenhum país será soberano se não cuidar de quem produz 70% dos alimentos que chegam à nossa mesa.

Defender a nossa soberania é defender as universidades e as instituições de apoio à ciência e à tecnologia dos ataques do atual governo.

Porque um país que não produz conhecimento, que persegue seus professores e pesquisadores, que corta bolsas de pesquisa e reduz os investimentos em ciência e tecnologia está condenado ao atraso.

Nos nossos governos, nós mais que triplicamos os recursos direcionados para o CNPq, a Capes e o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico.

Eles saltaram de R$ 4 bilhões e 500 milhões em 2002, para R$ 13 bilhões e 970 milhões em 2015.

Já com o atual governo, esses investimentos recuaram para R$ 4 bilhões e 400 milhões, valor menor que aquele de 20 anos atrás.

Defender a soberania do Brasil é investir na infraestrutura capaz de transformar o país e a vida de seu povo, aumentar a produtividade da economia e criar as bases para o progresso e o futuro.

Mas o atual governo não cuida da infraestrutura que este país precisa.

Paralisaram obras importante que estavam em andamento. Tentam se apropriar de outras que receberam praticamente concluídas.

É o caso da Transposição do São Francisco, uma obra sonhada desde os tempos do império, que nós tornamos realidade para que 12 milhões de brasileiros tivessem finalmente água jorrando de suas torneiras.

Nossos governos não só planejaram e conceberam a transposição, como fizeram 88% das obras. Mas eles tentam enganar o povo dizendo que foram eles que construíram tudo.

Defender a nossa soberania é defender a Amazônia da política de devastação posta em prática pelo atual governo

Nos nossos governos, reduzimos em 80% o desmatamento da Amazônia, contribuindo para diminuir a emissão dos gases de efeito estufa que provocam o aquecimento global.

Mas os cuidados com o meio ambiente vão além da defesa da Amazônia e dos outros biomas.

É preciso voltar a investir em saneamento básico, como fizemos nos nossos governos.

 

Acabar com o esgoto a céu aberto e cuidar da destinação do lixo e das pessoas que vivem da coleta de materiais recicláveis.

Cuidar do meio ambiente é, antes de tudo, cuidar das pessoas. É buscar a convivência pacífica entre o desenvolvimento econômico e o respeito à flora, à fauna e aos seres humanos.

A transição para um novo modelo de desenvolvimento sustentável é um desafio planetário.

Também nesse sentido, temos muito a aprender com os povos indígenas, guardiões ancestrais do meio ambiente.

Defender a nossa soberania é garantir a posse de suas terras aos povos indígenas, que estavam aqui milhares de anos antes da chegada dos portugueses, e que foram capazes de cuidar delas melhor do que ninguém. 

E que agora estão vendo seus territórios invadidos ilegalmente por garimpeiros, grileiros e madeireiros.

O resultado desse crime continuado, que acontece com a conivência do atual governo, vai além da destruição de florestas e rios.

Compromete também a sobrevivência física dos povos indígenas, e não poupa sequer as crianças, como nós vimos recentemente numa aldeia Yanomami.

E é dever do Estado garantir a segurança e o bem-estar de todos os seus cidadãos e cidadãs, que merecem – e devem – ser tratados com respeito.

Nunca um governo como este que aí está estimulou tanto o preconceito, a discriminação e a violência.

Nenhum país será soberano enquanto mulheres continuarem a ser assassinadas pelo fato de serem mulheres.

Enquanto pessoas continuarem a ser espancadas e mortas por conta de sua orientação sexual.

Enquanto não forem combatidos com rigor o extermínio da juventude negra e o racismo estrutural que fere, mata e nega direitos e oportunidades.

Minhas amigas e meus amigos.

Somos o terceiro maior produtor mundial de alimentos. Somos o maior produtor de proteína animal do mundo.

Produzimos comida em quantidade mais do que suficiente para garantir alimentação de qualidade para todos. No entanto, a fome voltou ao nosso país.

Não haverá s

Enquanto 19 milhões de homens, mulheres e crianças forem dormir todas as noites com fome, sem saber se terão um pedaço de pão para comer no dia seguinte.

Não haverá soberania enquanto dezenas de milhões de trabalhadores continuarem submetidos ao desemprego, à precarização e ao desalento.

Nós fomos capazes de gerar mais de 20 milhões de empregos com carteira assinada e todos os direitos garantidos.

Enquanto eles destruíram direitos trabalhistas e geraram mais desemprego e mais sofrimento na vida do povo trabalhador.

É preciso avançar numa legislação que garanta todos os direitos dos trabalhadores.

Que estimule a negociação em bases civilizadas e justas entre patrões, empregador e empregados, governo e, porque não dizer, até envolvendo as universidades.

Que contribua para criar melhores empregos, e faça girar a roda da economia.

Não é possível que o reajuste da maioria das categorias profissionais fique abaixo da inflação, ao contrário do que acontecia em nossos governos.

Não é possível que o salário mínimo continue perdendo poder de compra ano após ano. Nos nossos governos, ele subiu 74% acima da inflação, aumentando o consumo e aquecendo a economia.

Se os trabalhadores não têm dinheiro para comprar, os empresários não terão para quem vender. Isso leva ao que assistimos hoje: o fechamento de fábricas em São Paulo, na Bahia, na Zona Franca de Manaus e outras regiões, inclusive muitas multinacionais deixando o Brasil.

Precisamos também criar um ambiente fértil ao empreendedorismo, para que possam florescer o talento e a criatividade do povo brasileiro.

Este país precisa voltar a criar oportunidades, para que as pessoas possam viver bem, melhorar de vida e tornar seus sonhos realidade.

Hoje, vivemos uma situação desoladora. Um país cujo maior desejo de sua juventude é ir embora para o exterior em busca de oportunidades, esse país nunca será soberano.

Não haverá soberania enquanto a educação continuar a ser tratada como gasto desnecessário, e não como investimento essencial para fazer do Brasil um país desenvolvido e independente. 

Nos nossos governos, triplicamos os investimentos em educação, que saltaram de R$ 49 bilhões de reais em 2002 para R$ 151 bilhões em 2015.

Mas o atual governo vem reduzindo os investimentos a cada ano. O resultado é que o orçamento do MEC para 2022 é o menor dos últimos dez anos.

Assim como a educação, também a saúde tem sido tratada com descaso pelo atual governo.

Hoje, faltam investimentos, profissionais de saúde e medicamentos. Sobram doenças e mortes que poderiam ser evitadas.

Não fossem o SUS e os corajosos trabalhadores e trabalhadoras da saúde, a irresponsabilidade do atual governo nessa pandemia teria custado ainda mais vidas. 

Um dos maiores orgulhos dos nossos governos foi cuidar com muito carinho da saúde do povo brasileiro.

Criamos o Samu, o Farmácia Popular, as UPAs 24 horas. Fizemos o Mais Médicos, e levamos profissionais da saúde às periferias das grandes cidades e às regiões mais remotas do Brasil.

Nós praticamente dobramos o orçamento da saúde, que passou de R$ 64 bilhões e 800 milhões em 2003 para R$ 120 bilhões e 400 milhões em 2015.

Nenhum país será soberano se o seu povo não tiver acesso a saúde, educação, emprego, segurança e alimentação de qualidade. Mas a cultura também precisa ser tratada como um bem de primeira necessidade.

Não haverá soberania enquanto o atual governo continuar tratando a cultura e os artistas como inimigos a serem abatidos, e não como geradora de riqueza para o país e um dos maiores patrimônios do povo brasileiro.

Nós precisamos de música, cinema, teatro, dança e artes plásticas. Precisamos de livros em vez de armas.

A arte preenche nossa existência. Ela é ao mesmo tempo capaz de retratar e reinventar a realidade. A vida como ela é, e como ela poderia ser.

Sem a arte, a vida fica mais dura, perde um dos seus maiores encantos. Por isso, nós vamos apostar muito na cultura e transformar a cultura numa indústria de fazer dinheiro e gerar emprego nesse país, para o povo viver dignamente.

Meus amigos e minhas amigas.

Durante nossos governos, promovemos uma revolução democrática e pacífica neste país. O Brasil cresceu, e cresceu para todos.

Combinamos crescimento econômico com inclusão social. O Brasil se tornou a sexta maior economia do planeta, e, ao mesmo tempo, referência mundial no combate à extrema pobreza e à fome.

Deixamos de ser o eterno país do futuro, para construirmos nosso futuro no dia a dia, em tempo real.

Mas o atual governo fez o Brasil despencar para a 12ª posição do ranking das maiores economias. E a qualidade de vida também caiu de forma assustadora, e não apenas para os mais necessitados.

Os trabalhadores e a classe média também foram atingidos em cheio pelo aumento descontrolado da gasolina, dos alimentos, dos planos de saúde e das mensalidades escolares, entre tantos outros custos que não param de subir.

Viver ficou muito mais caro.

Neste primeiro trimestre de 2022, a renda familiar dos brasileiros desabou para o menor nível dos últimos dez anos. O resultado é que 77,7% das famílias estão endividadas.

E o mais triste é que grande parte dessas famílias estão se endividando não para pagar a viagem de férias com os filhos, ou a reforma da casa própria, ou a compra de uma televisão ou de uma geladeira.

Elas estão se endividando para comer.

Ou seja: o Brasil voltou a um passado sombrio que havíamos superado.

É para conduzir o Brasil de volta para o futuro, nos trilhos da soberania, do desenvolvimento, da justiça e da inclusão social, da democracia e do respeito ao meio ambiente, que precisamos voltar a governar este país.

O grave momento que o país atravessa, um dos mais graves da nossa história, nos obriga a superar eventuais divergências para construirmos juntos uma via alternativa à incompetência e ao autoritarismo que nos governam.

Nunca me esqueço das palavras do saudoso Paulo Freire, o maior educador brasileiro de todos os tempos, uma das principais referências da pedagogia mundial, cujo centenário de nascimento comemoramos justamente em 2022.

Dizia o nosso querido Paulo Freire: 

“É preciso unir os divergentes, para melhor enfrentar os antagônicos”.

Vocês perceberam que parece que o Alckmin tinha lido a mesma frase do Paulo Freire quando ele fez o discurso dele, e nem eu sabia do discurso do Alckmin, nem ele sabia do meu. Vocês percebem que nós estamos pensando muito parecido e vocês vão perceber que o prato chuchu e lula vai ser um prato extraordinário, que vocês vão poder começar a comer hoje, aqui em São Paulo. E voltando aos estados de vocês, comam bastante, que o Brasil vai precisar de muita saúde. Tem muita, muita energia esse prato, vocês podem ter certeza disso.

Sim, queremos unir os democratas de todas as origens e matizes, das mais variadas trajetórias políticas, de todas as classes sociais e de todos os credos religiosos.

Para enfrentar e vencer a ameaça totalitária, o ódio, a violência, a discriminação, a exclusão que pesam sobre o nosso país.

Queremos construir um movimento cada vez mais amplo de todos os partidos, organizações e pessoas de boa vontade que desejam a volta da paz e da concórdia ao nosso país.

Este é o sentido da união de forças progressistas e democráticas formada pelo PT, PC do B, PV, PSB, PSOL, Rede e Solidariedade.

Todos dispostos a trabalhar não apenas pela vitória em 2 de outubro, mas pela reconstrução e transformação do Brasil.

Tenho o orgulho e muito orgulho de contar com o companheiro Geraldo Alckmin nessa nova jornada.

Alckmin foi governador enquanto eu era presidente. Somos de partidos diferentes, fomos adversários, mas também trabalhamos juntos e mantivemos o diálogo institucional e o respeito pela democracia.

Tive em Alckmin um adversário leal. E estou feliz por tê-lo na condição de aliado, um companheiro cuja lealdade sei que jamais faltará – nem a mim, e muito menos a vocês e ao Brasil.

Minhas amigas e meus amigos.

Quando governamos o país, o diálogo foi a nossa marca registrada.

Criamos importantes mesas de negociação e conselhos de participação da sociedade civil junto a todos os ministérios.

Além disso, realizamos 74 conferências, em âmbito municipal, estadual e nacional, com participação de milhões de pessoas, para discutir os mais diferentes temas: saúde, educação, juventude, igualdade racial, direitos da mulher, comunicação e segurança pública, entre tantos outros.

Dessa extraordinária participação popular nasceram várias políticas públicas que mudaram o Brasil.

E agora precisamos de novo mudar o Brasil.

Vamos precisar convocar tudo outra vez. Chamar todas as pessoas. Algumas pessoas já não existem mais, mas nós renascemos nos nossos filhos, renascemos nos nossos netos, renascemos nos nossos bisnetos e nós vamos encontrar mais ávida, com mais vontade de lutar, do que aqueles que lutaram no nosso governo.

Para isso, em vez de promessas, apresento o imenso legado de nossos governos. Fizemos muito, mas tenho consciência que ainda é preciso, e é possível, fazer muito mais.

Precisamos colocar novamente o Brasil entre as maiores economias do mundo.

Reverter o acelerado processo de desindustrialização do país.

Criar um ambiente de estabilidade política, econômica e institucional que incentive os empresários a investirem outra vez no Brasil, com garantia de retorno seguro e justo, para eles e para o país.

Fui vítima de uma das maiores perseguições políticas e jurídicas da história deste país, fato reconhecido pela Suprema Corte Brasileira e pela Organização das Nações Unidas.

Mas não esperem de mim ressentimentos, mágoas ou desejos de vingança.

Primeiro, porque não nasci para ter ódio, nem mesmo daqueles que me odeiam.

Mas também porque a tarefa de restaurar a democracia e reconstruir o Brasil exigirá de cada um de nós um compromisso de tempo integral.

Não temos tempo a perder odiando quem quer que seja.

Não faremos jamais como o nosso adversário, que tenta mascarar a sua incompetência brigando o tempo todo com todo mundo, e mentindo sete vezes por dia. A verdade liberta, e o Brasil precisa de paz para progredir.

Meus amigos e minhas amigas.

Em setembro próximo, o Brasil completa 200 anos de Independência. Mas poucas vezes na história a nossa independência esteve tão ameaçada.

Felizmente, vamos comemorar o 7 de setembro a menos de um mês das eleições de 2 de outubro, quando o Brasil terá a oportunidade de reconquistar a sua soberania.

Quando o Brasil terá a oportunidade de decidir que país vai ser pelos próximos anos, e pelas próximas gerações.

O Brasil da democracia ou do autoritarismo? Da verdade ou das sete mentiras contadas por dia? Do conhecimento e da tolerância ou do obscurantismo e da violência? Da educação e da cultura ou dos revólveres e dos fuzis?

Um país que fortaleça e incentive a sua indústria ou assista parado à sua destruição? O exportador de bens de valor agregado ou o eterno exportador de matéria-prima?

 

O país do Estado de Bem Estar Social ou do Estado Mínimo, que nega o mínimo à maioria da população?

O país que defende o seu meio ambiente, ou o que abre a porteira e deixa passar a boiada?

O Brasil que garante saúde, educação e segurança para todos os brasileiros e brasileiras, ou somente para os mais ricos que podem pagar por elas?

Nunca foi tão fácil escolher. Nunca foi tão necessário a gente fazer a escolha certa.

Mas é preciso dizer com toda clareza: para sair da crise, crescer e se desenvolver, o Brasil precisa voltar a ser um país normal, no mais alto sentido da palavra.

Não somos a terra do faroeste, onde cada um impõe a sua própria lei. Não!

Temos a lei maior – a Constituição – que rege a nossa existência coletiva, e ninguém, absolutamente ninguém, está acima dela, ninguém tem o direito de ignorá-la ou de afrontá-la.

A normalidade democrática está consagrada na Constituição. É ela que estabelece os direitos e obrigações de cada poder, de cada instituição, de cada um de nós.

É imperioso que cada um volte a tratar dos assuntos de sua competência. Sem exorbitar, sem extrapolar, sem interferir nas atribuições alheias.

Chega de ameaças, chega de suspeições absurdas, chega de chantagens verbais, chega de tensões artificiais.

O país precisa de calma e tranquilidade para trabalhar e vencer as dificuldades atuais. E decidirá livremente, no momento que a lei determina, quem deve governá-lo.

Nós queremos governar para trazer de volta o modelo de crescimento econômico com inclusão social que fez o Brasil progredir de modo acelerado e tirou 36 milhões de brasileiros e brasileiras da extrema pobreza.

Queremos voltar para que ninguém nunca mais ouse desafiar a democracia. E para que o fascismo seja devolvido ao esgoto da história, de onde jamais deveria ter saído.

Nós temos um sonho. Somos movidos a esperança. E não há força maior que a esperança de um povo que sabe que pode voltar a ser feliz.

A esperança de um povo que sabe que pode voltar a comer bem, ter um bom emprego, um salário digno e direitos trabalhistas. Que pode melhorar de vida e ver os filhos crescendo com saúde até chegar à universidade e virar doutor.

É preciso mais do que governar – é preciso cuidar. E nós vamos outra vez cuidar com muito carinho do Brasil e do povo brasileiro.

Queridas companheiros e companheiras.

O que nós estamos fazendo aqui hoje é mais do que um ato político, é uma conclamação. Aos homens e mulheres de todas as gerações, todas as classes, todas as religiões, todas as raças, todas as regiões do país. Para reconquistar a democracia e recuperar a nossa soberania.

E eu tenho certeza que vocês e outros milhões que estão nos assistindo, e outros milhões que ainda têm dúvidas, e outros milhões que ainda respondem “não sei”, eu tenho certeza que, a hora que começar o trabalho de viajar pelo Brasil, de conversar com o povo e cada um de vocês começar a falar a verdade para esse país, eu tenho certeza que nós vamos conseguir fazer a maior revolução pacífica que a história do mundo conhece.

Eu quero outra vez agradecer a vocês, a cada um de vocês. Quando eu vi o Requião aqui e vi toda a briga do Requião em defesa da soberania nacional, eu queria te dizer, companheiro Requião, que você é um jovem de 81 anos de idade e, pelo que eu te conheço, você vai ter energia o suficiente para a gente comemorar junto na praça pública a recuperação da soberania brasileira, a recuperação da industrialização desse país, a recuperação da liberdade de cada um ser o que quiser e viver como quiser, e cada um ser democrático.

Eu sonho com isso.

Por isso, estou comprando essa briga.

Por isso, eu quero terminar dizendo: companheira Dilma, que bom que você está aqui. Porque tem muita gente, na perspectiva de criar confusão entre nós dois, fala assim para mim “ah, você vai levar a Dilma para o ministério?, você vai levar o Zé Dirceu para o ministério?”. Nem eu vou levar e nem a Dilma caberia num ministério. Porque ela tem a grandeza de ter sido a primeira mulher a ser presidenta da história desse país.

Eu quero te dizer, Dilma, que você não vai ser minha ministra, mas você vai ser minha companheira de todas as horas, como você foi desde o dia que nós nos conhecemos. As pessoas desse país precisam aprender o que é relação de companheirismo, o que é relação de amizade.

Eu quero dizer para todos vocês: quero voltar efetivamente com o coração mais brando do que eu já tive. A presença da Janja aqui e o que ela falou é a consagração: eu estarei casando esse mês e, portanto, vocês têm que saber que um cara que tem 76 anos e está apaixonado como estou, que está querendo casar, só pode fazer o bem para esse país que tem tanta gente com a cabeça doente e nós vamos curar esse país.

Companheiros e companheiras, eu quero agradecer a todos vocês que vieram para cá, mas sobretudo quero agradecer ao pessoal que trabalhou à noite para organizar isso aqui. A gente chega aqui e está tudo montadinho, carpete, tudo, mas teve um grupo de pessoas que a gente nem conhece, mas que trabalhou até a hora que nós começamos a falar para que a gente pudesse realizar esse nosso sonho.

A partir de agora, se preparem, porque nós vamos começar a percorrer esse país. Nós queremos muita gente na rua, muitos aliados.

E ninguém pode ter medo de provocação! É proibido ter medo de provocação. É proibido ter medo de fake news. É proibido ter medo de provocações via zap, via Instagram. Nós vamos vencer essa disputa pela democracia distribuindo sorrisos, distribuindo carinho, distribuindo amor, distribuindo amor e criando harmonia.

Um abraço companheiros e até o dia 2 de outubro, se Deus quiser.

Eu tenho certeza que nós precisamos muito que Deus abençoe a todos nos, que Deus abençoe a todo o país, porque esse país está precisando da graça para poder se livrar desse autoritarismo que nós temos governando.

Do fundo do coração, um beijo para todos vocês.”