terça-feira, 15 de outubro de 2019

Homem que matou namorada, recorre ao suicídio

Procurado pela polícia após matar a namorada Dayane Christina Oliveira Nunes, na tarde da última sexta-feira (11), Evaldo Lima Sampaio recorreu ao suicídio nesta terça-feira (15) com um disparo de arma de fogo na cabeça. 

Evaldo foi encaminhado ainda ao Djalma Marques (Socorrão 1), no Centro de São Luís. Ele deu entrada no hospital por volta das 12h, mas não resistiu e teve a morte confirmada as 13h40, segundo a polícia.

A informação que chegou ao Departamento de Feminicídio da Polícia Civil foi que o advogado de Evaldo havia acertado que ele se apresentaria na tarde desta terça-feira.


"Ele recorreu ao suicídio com um tiro na cabeça. Com a morte do autor do feminicídio, vamos pedir arquivamento do inquérito policial", disse a delegada Viviane.


Dayane foi assassinada com dois disparos de arma de fogo durante uma discussão no condomínio Porto Seguro, no bairro Outeiro da Cruz, em São Luís, de propriedade de Evaldo. Ela morreu no local do crime.


Dayane Nunes morava no bairro Turu e estava separada há mais de um ano do ex-marido com quem tinha um casal de filhos menores. 


Após se separar, Dayane conheceu Evaldo Sampaio com quem teve um breve relacionamento. Ela decidiu terminar o namoro, mas ele não aceitava o fim da relação e vivia insistindo para reatar o relacionamento.


Depois do crime, Evaldo ligou para o irmão e contou o que tinha feito. Foi o irmão quem acionou a polícia.

sábado, 5 de outubro de 2019

Mulher é baleada durante assalto a ônibus na Avenida dos Africanos, em São Luís

Uma mulher identificada como Eunice Santos do Rosário Sousa, de 44 anos, foi baleada durante tentativa de assalto a um ônibus da linha Vila Janaína, na tarde deste sábado (05), em São Luís.

A ação criminosa ocorreu na Avenida dos Africanos, nas proximidades da entrada do bairro Coroado. Eunice foi ferida no ombro esquerdo. Ela ficou sangrando no corredor do ônibus até a chegada de uma equipe do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu).

Segundo a polícia, o tiro saiu da arma do sargento da PM Ivaldo dos Anjos Melônio que estava no ônibus e reagiu quando dois bandidos, que ainda não tiveram as suas identidades reveladas, anunciaram o assalto. O PM é lotado no Comando de Segurança Comunitária (SCS).

De acordo com a polícia, o militar foi apresentado no Plantão Central da área Itaqui-Bacanga, juntamente com a arma de fogo.

Os dois suspeitos envolvidos no crime conseguiram fugir. Eunice Sousa está no Hospital Djalma Marques, o Socorrão 1, e não corre risco de morte.

terça-feira, 1 de outubro de 2019

Lavagem de navios pode ser a causa de óleo nas praias do Nordeste


A mancha de óleo cru continua a atingir as principais praias do país, sendo que no Maranhão 11 foram afetadas desde que o poluente químico se aproximou da costa brasileira.
No Brasil, as manchas de óleo já foram encontradas em 113 praias somente na região Nordeste, sendo que oito estados foram afetados, segundo levantamento do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), divulgado no último domingo, dia 29 setembro.
O levantamento do Ibama também revela que 13 animais foram atingidos pelo poluente, sendo que nove tartarugas e uma ave foram encontradas mortas ou morreram após o resgate.
No Maranhão, algumas praias tiveram a confirmação de vestígios das manchas de óleo, como as praias de Itatinga, no município de Alcântara, localizado a 30 km de São Luís, São Marcos (na capital maranhense), Ilha dos Poldros, no Delta do Parnaíba (MA), em Araioses, onde uma tartaruga marinha foi encontrada morta.
Na praia de Alcântara foi encontrada uma tartaruga marinha coberta de petróleo, na tarde do dia 22 de setembro. O animal foi resgatado, lavado e, em seguida, devolvido ao mar.
Investigação do Ibama
O órgão ainda não sabe precisar qual a origem do poluente, mas afirma que não é do Brasil, pois é um óleo cru, e o país não produz esse tipo de poluente.
A suspeita é que esse tipo de óleo tenha sido jogado por navios petroleiros estrangeiros que passam pela costa brasileira. A possibilidade de uma das embarcações ter feito uma limpeza nos tanques e despejado os rejeitos no mar, criando uma mancha de óleo cru que está chegando às praias do Nordeste. Esse tipo de limpeza não é permitida, mas existem navios que ainda fazem.
Animais afetados
1º/9 – 1 tartaruga marinha – Praia de Sabiaguaba, Fortaleza (CE) – morta
4/9 – 2 tartarugas marinhas – Praia do Paiva, Cabo de Santo Agostinho (PE) – mortas
7/9 – 1 ave bobo pequeno – Praia de Cumbuco, Caucaia (CE) – morta
11/9 – 1 tartaruga marinha – Praia de Jacumã, Ceará-Mirim (RN) – viva
16/9 – 1 tartaruga marinha – Ilha dos Poldos, Aroises (MA) – morta
22/9 – 1 tartaruga marinha – Praia de Itatinga, Alcântara (MA) – viva
22/9 – 1 tartaruga marinha – Praia da Redinha Nova, Extremoz (RN) – morta
23/9 – 1 tartaruga marinha – Praia da Redinha Nova, Extremoz (RN) – viva
24/9 – 1 tartaruga marinha – Jericoacoara, Jijoca de Jericoacoara (CE) – morta
28/09 – 1 tartaruga marinha – Ilha Grande, Ilha Grande (PI) – morta
Lençóis Maranhenses sob monitoramento
MANCHAS DE ÓLEO FORAM VISTAS NA PRAIA DE ITATINGA, EM ALCÂNTARA, ARAIOSES E OUTRAS NOVE LOCALIDADES DO MARANHÃO
Nos Lençóis Maranhenses, o Ibama visitou duas cidades: Tutoia e Barreirinhas. O órgão esteve em várias localidades e praias coletando óleo que também vai passar por uma perícia para saber se é o mesmo que vem atingindo as praias do Nordeste. Uma das localidades visitadas foi Atins, em Barreirinhas.
O Instituto Amares lançou no Instagram uma campanha para identificar e resgatar animais, com número que atende ligações à cobrar: 98 98836-1717/98 98120-1281.
Quem investiga?
Além do Ibama, órgão diretamente vinculado ao Ministério do Meio Ambiente (MMA), o Corpo de Bombeiros do Distrito Federal (DF), a Marinha Brasileira e a Petrobras estão investigando a evolução das manchas de óleo.
Cerca de 100 pessoas serão convocadas pela Petrobras para iniciarem a limpeza das praias afetadas. O Ibama solicitou à Petrobras esse apoio para tentar minimizar os impactos do acidente ambiental.
Faz mal para a saúde?
O Ibama orienta que banhistas e pescadores não toquem ou pisem no material poluente, que é classificado como Classe D pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), categoria que inclui também resíduos perigosos como tintas, solventes e outros óleos.

sexta-feira, 27 de setembro de 2019

Pai é preso por estuprar filha de 10 anos; menina fez a denúncia na escola

O homem identificado como José Francisco da Conceição Rodrigues, de 33 anos, foi preso, na manhã desta quinta (26), na 2ª Travessa Califórnia, no bairro Barro Duro, em São José de Ribamar, acusado de estupro de vulnerável. Ele é acusado de estuprar a própria filha, de 10 anos.

A menina disse que era estuprada desde os 6 anos de idade. O pai sempre se aproveitava da ausência da mãe para cometer os abusos.

A denúncia foi feita pela vítima à diretora da escola Vovó Anália, onde ela estuda em São José de Ribamar, na região metropolitana de São Luís. Depois de informar a mãe da menina, a diretora procurou a polícia.

De acordo com informações da delegada Letícia Gama, a mãe da menina disse que não sabia de nada e tomou conhecimentos dos fatos nesta quinta-feira porque a polícia falou dessa situação.
Depois do comunicado, a mãe conversou com a filha e perguntou porque ela nunca tinha dito nada e a menina respondeu que era ameaçada pelo pai. A delegada acrescentou que o pai ameaçava matar tanto a menor, como a mãe, caso contasse sobre os abusos.

Pelas informações passadas ao blog, nessa quarta-feira (25), José Rodrigues teria sido flagrado pela esposa deitado na rede com a filha, que estava nua. Diante do flagra, a mãe teria sido ameaçada de morte e correu para o mato. Abalada, a menina teve uma crise de choro na escola e contou sobre os estupros à professora, que resolveu acionar a diretora.

José Rodrigues é pai de cinco filhos. A mais velha, de 13 anos, resolveu morar com a avó. Nesta semana, um dos filhos menores teria chegado na escola com marcas pelo corpo e teria sido constatado que o pai havia lhe dado uma surra com uma espécie de chicote.

A polícia vai aprofundar as investigações para saber se outros filhos vinham sofrendo abusos sexuais.

O acusado trabalha de arrancar pedras em uma pedreira, nas proximidades do mangue na região do bairro Barro Duro. Segundo vizinhos, ele costumava levar a menina para essa pedreira.

Revoltados com a situação, moradores chegaram a invadir a casa do pai estuprador e levaram TV e outros objetos. Eles estavam à procura de José Rodrigues, que já estava em poder da polícia.

José Rodrigues foi autuado em flagrante e levado para a Penitenciária de Pedrinhas, onde vai aguardar o andamento das investigações.

O crime de estupro de vulnerável está previsto no artigo 217-A do Código Penal. A pena poderá chegar a 15 anos de reclusão.

quinta-feira, 19 de setembro de 2019

12 envolvidos em tráfico, roubos, homicídios, ocultação de cadáveres, tortura, ameaças e estupros são presos em São Luís

A Polícia Civil realizou, na manhã dessa quarta-feira (18), a “Operação Demolição” no bairro do São Raimundo e adjacências, em São Luís, objetivando cumprir 17 mandados de prisão temporária e 12 de busca e apreensão contra membros de facção com atuação na região metropolitana da capital.

Foram presas 12 pessoas, dentre elas as mulheres identificadas como Elizabeth Nogueira Soares, conhecida como “Dona Beta”; Ducilene Rocha dos Santos, conhecida como “Dulce”; e Cristiane Bianca.

Foram cumpridos mandados de prisão contra cinco detentos do sistema penitenciário que, mesmo aprisionados, comandavam diversos crimes como tráfico de drogas – o carro-chefe da atividade criminosa desempenhada pelo grupo – roubos, homicídios, ocultação de cadáveres, tortura, ameaças e estupros.

Eles identificados como Mauro Alves Soares, conhecido como “Demolidor”; Mauro Campos Alves Neto, o “Maurinho”; Luís Henrique Lima Fernandes Filho, o “Luizinho”; Tones Gabriel Moraes Aguiar, o “Shrek”; e Alexandre Santos Silva, o “Xande”. Os crimes eram praticados por outros investigados.

Segundo a polícia, os líderes da fação, Mauro Soares e seu filho Mauro Neto comandavam as ações dos demais comparsas em visitas que recebiam, através das quais repassavam as ordens por meio, principalmente, de bilhetes escritos à mão.

O principal braço direito dos dois líderes, segundo indicam as investigações, é a faccionada Taize Tobias Silva, conhecida como “Princesa”, companheira de Maurinho e responsável, dentre outras funções, por controlar o “caixa” do grupo criminoso e manter atualizado o cadastro dos faccionados. “Princesa”, juntamente com outros quatro representados encontram-se na condição de foragidos.

Também foram presos na operação João Vitor De Araújo Barros, conhecido como “Drogba”; Pablo, conhecido como “Menorbrod’; Sandro e Leoni de Sousa Caxias.

As investigações feitas pela Polícia Civil, em especial pelas Superintendências da Capital (SPCC) e de Homicídios (SHPP), apontam para a prática de pelo menos seis homicídios de adversários de outras facções e até dissidentes da própria organização.

Suspeita-se que os corpos foram enterrados dentro da área de mata fechada próximo ao bairro do São Raimundo.

segunda-feira, 16 de setembro de 2019

Mulher é espancada e morta pelo próprio marido na frente do filho em Estreito

 mulher identificada como Dayara Maia Ferreira, de 25 anos, foi espancada e morta com um tiro na cabeça, na tarde desse domingo (15), na cidade de Estreito, a 756 km de São Luís.

O crime foi praticado por Wilson de Sousa Marinho, esposo de Dayara. Ele espancou a mulher com um pedaço de madeira. 

Depois de desmaiar, ela foi atingida por um disparo de arma de fogo na cabeça, na frente do filho de 7 anos.

O crime bárbaro ocorreu nas proximidades dos Assentamentos Altamira e Bom Jesus. Segundo informações de parentes da vítima, o assassino fugiu e, até o momento, não foi localizado pela polícia.

domingo, 8 de setembro de 2019

acidente grave deixa mortos e feridos no Jaracaty

Na madrugada deste domingo (8), um grave acidente deixou quatro pessoas na Avenida Carlos Cunha, nas proximidades da Casa da Mulher Brasileira, no bairro do Jaracaty, em São Luís.

Segundo informações, o condutor de um Toyota Corolla perdeu o controle do veículo na cabeceira da Ponte Bandeira Tribuzzi, saiu da pista, capotou várias vezes e caiu na área residencial, onde algumas pessoas comemoravam um aniversário.

Profissionais do Corpo de Bombeiros e SAMU realizaram procedimentos emergenciais. Quatro pessoas morreram no local. Outros feridos foram levados para hospitais próximos.

No veículo, estavam três pessoas. O motorista está entre os mortos. Um foi levado para o hospital em estado grave. O outro foi preso e levado para a Casa da Mulher Brasileira.

A polícia não informou os nomes das vítimas.

segunda-feira, 2 de setembro de 2019

Mãe é presa suspeita de matar recém-nascido em Palmeirândia

Um recém-nascido de apenas 2 dias de vida foi morto, na manhã desse domingo (1º), na cidade de Palmeirândia, a 112 Km de São Luís.

O infanticídio foi registrado no bairro do Alto do Amor por volta das 11h30.

O crime tem como autora a própria mãe, Ulicelma Sousa, conhecida como “Ulinha”, dependente química e com inúmeras passagens pela polícia.

Após a denúncia, os policiais se deslocaram à residência da mãe. No local, ela foi encontrada com o bebê no colo, já sem vida. A mulher não soube informar o motivo da morte do filho.

Ulicelma foi encaminhada para a delegacia da cidade de Pinheiro, sem lesões corporais, para as medidas cabíveis.

segunda-feira, 26 de agosto de 2019

A TURMA PROTEGIDA PELA LAVA JATO: BANCOS, FHC, GUEDES, ÁLVARO DIAS E ONYX



A LAVA JATO foi muito bem sucedida em vender a imagem de imparcial e implacável contra a corrupção. Os procuradores e o ex-juiz Sergio Moro se empenharam para manter a opinião pública acreditando nisso, como ficou claro pelas publicações da Vaza Jato. Hoje, sabemos que a operação não era nem tão imparcial, nem tão implacável contra a corrupção assim. Alguns políticos e setores econômicos contaram com a leniência dos procuradores.
Lula, por exemplo, era uma obsessão, um alvo a ser eliminado da corrida eleitoral nem que para isso fosse necessário infringir a lei. Já FHC era visto como um “apoio importante”, cujas denúncias deveriam ser tratadas com muito cuidado. Esses são os casos mais simbólicos, mas uma infinidade de exemplos que indicam que a força-tarefa trabalhava com dois pesos e duas medidas.
Nos últimos três meses, a Vaza Jato deu luz a alguns dos protegidos pela Lava Jato. Trago a seguir um compilado com algumas das figuras que contaram com uma abordagem, digamos assim, mais carinhosa.
Bancos
Diálogos publicados pela parceria entre Intercept e El País revelam que a Lava Jato tinha um cuidado especial com o setor bancário. Enquanto a construção civil foi devassada pela operação, ampliando a crise econômica e o desemprego do país, os grandes bancos foram poupados. Mesmo sabendo que o setor bancário é o meio pelo qual o dinheiro de corrupção circula, a Lava Jato pouco fez contra ele. Os grandes bancos continuaram a lucrar com a roubalheira.
“O Banco, na verdade os bancos, faturaram muuuuuuito com as movimentações bilionárias dele”, escreveu o procurador Pozzobon em mensagem enviada aos colegas. O banco citado é o Bradesco, e as movimentações milionárias são de Adir Assad, um lobista condenado por lavagem de dinheiro e envolvido em diversos casos de corrupção. Os procuradores sabiam que o Bradesco tinha ciência de que o lobista possuía uma conta no banco para lavar dinheiro “a rodo”. Na sequência da conversa, Pozzobon responde a sua própria pergunta: “E o que o Bradesco fez? Nada”.
Sabendo que o Bradesco lucrava calado com a corrupção do doleiro, o que a Lava Jato fez? Nada também. O banco saiu impune.
Na proposta de delação premiada do ex-ministro Palocci entregue à força-tarefa, o nome do Bradesco aparece 32 vezes. O do banco Safra aparece outras 71. Mas a delação foi rejeitada pelo Ministério Público. O procurador Carlos Fernando Lima a chamou de “fim da picada” por não trazer provas suficientes. O fato causou estranhamento à época, porque, como se sabe, falta de provas nunca foi um problema para a Lava Jato. Agora ficou mais fácil entender por que a delação de Palocci não caiu nas graças dos lavajatistas.
Se houvesse uma Lava Jato da Lava Jato, as palestras de Dallagnol para os bancos seriam tranquilamente configuradas como propinas em troca de proteção nas investigações.
Dallagnol também mostrava-se preocupado em poupar os bancos nas investigações. Diferentemente das grandes construtoras, que não saíam das manchetes de corrupção e tinham seus executivos presos, os bancos contaram com a morosidade da Lava Jato. Nos diálogos com procuradores, Dallagnol deixou claro que os bancos não sofreriam uma devassa, mas receberiam propostas de acordo: “Fazer uma ação contra um banco pedindo pra devolver o valor envolvido na lavagem, ou, melhor ainda, fazer um acordo monetário, é algo que repercutiria muito, mas muito, bem”. Toda aquela volúpia punitivista contra as construtoras não era a mesma para os bancos.
Mas estamos falando dos grandes. Os pequenos bancos não contavam com a mesma benevolência. Em maio deste ano, quando três executivos do Banco Paulista foram presos, Pozzobon deixou claro que a estratégia era pegar leve com os grandes. Enquanto os pequenos tinham seus executivos indo para cadeia, aos grandes seriam oferecidos acordos: “Chutaremos a porta de um banco menor, com fraudes escancaradas, enquanto estamos com rodada de negociações em curso com bancos maiores. A mensagem será passada!”
Nessa mesma época, Dallagnol enchia o seu pé de meia dando palestras para CEOs dos grandes bancos do país. Em apenas uma palestra vendida para a Febraban, o procurador recebeu quase o mesmo valor de um mês de salário. Essa palestra foi feita um dia depois de Pozzobon afirmar no Telegram que o Bradesco sabia que a conta de Assad servia para lavagem de dinheiro. O tema da palestra? Prevenção e combate à…lavagem de dinheiro.
Se houvesse uma Lava Jato da Lava Jato, as palestras de Dallagnol para os bancos seriam tranquilamente configuradas como propinas em troca de proteção nas investigações. Nós conhecemos bem os métodos lavajatistas. Dallagnol já teria sofrido até mesmo uma condução coercitiva.

FHC

Fernando Henrique Cardoso também não conheceu o lado implacável da Lava Jato. Os procuradores não investigaram mais profundamente os casos de corrupção envolvendo o ex-presidente e seu governo. E não foram poucas as vezes que o nome do ex-presidente apareceu nas investigações.
A ordem veio de Sergio Moro, que recomendou a Dallagnol que não prosseguisse com as investigações contra FHC para não “melindrar alguém cujo apoio é importante”. Como os desejos de Moro soavam como ordens para Dallagnol, as investigações foram engavetadas.
Uma operação de caráter essencialmente político precisava articular alianças políticas e usava o seu poder para protegê-las. Não foi à toa que recentemente FHC chamou as publicações da Vaza Jato de “tempestade em copo d`água”. A aliança segue firme.

Álvaro Dias

Durante as investigações, o nome de Álvaro Dias, do Podemos, surgiu em dois episódios como beneficiário de propinas. Em um deles, o ex-candidato a presidente foi acusado de receber propina para ajudar a melar a CPI da Petrobrás. O senador chegou a prestar depoimento para Moro em 2017 sobre o caso, mas o ex-juiz e o então procurador Diogo Castor pegaram tão leve que nem chegaram a perguntar se ele havia recebido a propina.
Em outro episódio, e-mails do advogado da Odebrecht Rodrigo Tacla Durán indicavam que Álvaro Dias teria recebido R$ 5 milhões em propina para pegar leve nas perguntas aos investigados na CPMI de Carlos Cachoeira, o empresário do jogo do bicho. O caso não mereceu uma investigação mais profunda, e Dias jamais virou um investigado.
Em 2014, um doleiro condenado pela Lava Jato estava prestes a apontar Álvaro Dias como o padrinho político de Alberto Youssef, outro doleiro também condenado pela operação. Em depoimento, o doleiro passou a descrever quem seria o seu padrinho, mas foi interrompido pelo juiz Sergio Moro: “A gente não está entrando nessas identificações, doutor”. O doleiro quis continuar, disse que não estava “citando nomes”, mas o juiz interrompeu novamente: “Se a gente for descrever e falar as características, daí não precisa falar o nome, né?” O UOL entrou em contato com o advogado de Meirelles, que confirmou que o padrinho político de Youssef era mesmo Álvaro Dias.
Depois de ser poupado pela operação em várias oportunidades, o senador passou a última campanha presidencial inteira tendo como principal bandeira a defesa da Lava Jato. Prometeu até o cargo de ministro da Justiça para Sergio Moro.
A simbiose entre Álvaro Dias e Lava Jato é mesmo fascinante. Até a nova assessora de imprensa contratada por Sergio Moro, por exemplo, trabalhou durante muitos anos com Álvaro Dias no Senado.

Paulo Guedes

A força-tarefa descobriu que uma empresa do ministro fez pagamento a um escritório de fachada, suspeito de lavar dinheiro para esquema de distribuição de propinas a agentes públicos no governo do Paraná. Segundo os investigadores, essa empresa de fachada emitia notas fiscais frias para justificar o recebimento de dinheiro e gerava recursos em espécie para o pagamento de propinas. Uma denúncia sobre o caso chegou a ser apresentada, mas nem o ministro nem ninguém da sua empresa foi denunciado. Curiosamente, os responsáveis por outras duas empresas que participaram do esquema foram presos, denunciados e viraram réus.
Carlos Felisberto Nasser, o operador do esquema, era o responsável pela empresa de fachada que recebeu grana de Paulo Guedes. Durante buscas da Polícia Federal na sua casa, Nasser confessou que a sua empresa não existia e que os recursos colocados nela foram usados em campanhas políticas. Mas, em junho de 2018, poucos meses do início da campanha presidencial, Sergio Moro anulou esse depoimento. O juiz declarou que o interrogatório foi ilegal, porque o acusado não foi informado pelo MPF que tinha o direito de ficar calado. Detalhe: Nasser é advogado. É o tipo de prudência que não se espera de um juiz conhecido por infringir a lei reiteradamente.
À época da descoberta, Guedes já era o grande nome da campanha do Bolsonaro, apresentado como o fiador da política liberal do candidato. Era o homem que tornou a extrema direita palatável para o mercado. Uma denúncia contra Guedes seria avassaladora para Bolsonaro, que passou a campanha explorando o fato de estar distante dos acusados na Lava Jato. Ou seja, se por um lado a operação se esforçava em tirar Lula do páreo, por outro poupava a candidatura que levaria Sergio Moro ao ministério da Justiça. Registre-se que foi Guedes quem convidou Sergio Moropessoalmente para integrar o governo.

Onyx Lorenzoni

Você já conhece esse episódio. É talvez o mais representativo da frouxidão moral de Sergio Moro e da seletividade da Lava Jato.
Ainda juiz, Moro disse que “caixa 2 é pior que corrupção”. Depois que virou político e seu colega de governo Onyx Lorenzoni, do Democratas,, confessou ter cometido crime de caixa 2, Moro passou a dizer que “caixa dois não é tão grave quanto corrupção”.
A Vaza Jato revelou que Onyx, que ocupa o ministério mais importante do governo Bolsonaro, também contou com a tolerância dos procuradores da operação. Em diálogo com um militante de um movimento anticorrupção, Dallagnol confessou que sabia que Onyx aparecia na lista de beneficiários de caixa 2 da Odebrecht: “Já sabia, mas tinha que fingir que não sabia, o que foi na verdade bom… rs”.
Dallagnol não apresentou nenhuma denúncia contra Lorenzoni. Varrer essa corrupção para debaixo do tapete seria estratégico, já que o deputado era considerado o principal aliado político da campanha pelas “Dez medidas contra a corrupção” — uma obsessão de Dallagnol. Se o Brasil tem hoje um chefe da Casa Civil reincidente em caixa 2, é graças à passada de pano da Lava Jato.

A IMPLACABILIDADE DA LAVA JATO contra a corrupção era seletiva. Para alguns setores econômicos e políticos ela atuava como um “tigrão”, mas para outros estava mais para “tchuchuco”. A operação selecionava os casos de corrupção que iria combater a partir dos seus próprios critérios políticos. O brasileiro que achou que a Lava Jato estava passando o Brasil a limpo foi enganado.
Dallagnol e Sergio Moro se viam numa jornada messiânica para salvar o Brasil. Tentaram derrubar ministro do STF, fizeram lobby para emplacar PGR, influenciaram a campanha presidencial, enfim, brincaram de Deus. Mas não é o Deus cristão. É um mais parecido com aquele do Bolsonaro. Um Deus que deseja criar um monumento para si. Um Deus acima de tudo, com viés ideológico.


sexta-feira, 16 de agosto de 2019

588 mil maranhenses desistiram de procurar emprego

Esposa de policial militar morre durante tentativa de assalto em Humberto de Campos

Na madrugada desta sexta-feira (16), Vânia da Silva Pereira, de 32 anos, morreu após uma tentativa de assalto no km 81, da BR-402, nas imediações do povoado Mocambo, entre os municípios de Morros e Humberto de Campos. Ela estava acompanhada de seu marido, o sargento reformado da PM Merenilson Barbosa de Souza.

Com outros familiares, o casal seguia com destino ao município de Humberto de Campos, onde participariam da comemoração do aniversário de um parente. Antes de chegar ao destino, o casal teria deixado parte da família no município de Morros.
Para realizar o assalto, os criminosos jogaram pedaços de madeira e outros objetos na pista. Ao avistar o bloqueio na rodovia, o marida da vítima diminuiu bruscamente a velocidade do veículo, desviando dos destroços, foi quando os criminosos saíram de dentro do matagal, as margens da rodovia e abordaram o veículo.

Na ação, houve troca de tiros entre o policial e os assaltantes. Um disparo de espingarda “bate-bucha” acertou na região do rosto de Vânia da Silva, que foi socorrida pelo marido e encaminhada para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA), em Morros, e foi transferida de ambulância para São Luís, mas não resistiu ao ferimento.

Prisão de um dos assassinos

A Policia Militar do 27º Batalhão de Rosário foi acionada e conseguiu prender rapidamente Josival Lopes, conhecido como “Jojó”, de 22 anos, no momento em que estava fugindo em uma motocicleta no povoado Pacas, na BR-402, em Morros.

Josival foi abordado pela guarnição ainda com cartuchos e vestígios de pólvora na roupa. A espingarda usada no crime foi localizada no matagal onde ele havia cometido o crime. O suspeito será encaminhado para delegacia de Polícia Civil de Rosário.
Com o criminoso, os policiais apreenderam uma motocicleta Honda CG 125 KS, cor vermelha, placa NWU-6118, com registro de roubo; uma espingarda “bate-bucha”; materiais usados no carregamento da arma (espoleta, pólvora e esferas de chumbos); um celular LG; e duas bolsas.


A Polícia Militar continua as buscas para tentar localizar o outro homem que participou do crime, que seria parente de Josival. 

Eles são moradores do município de São José de Ribamar, na região metropolitana de São Luís, e estavam na região de Humberto de Campos realizando assaltos para arrecadar fundos para uma festa prevista para acontecer neste sábado (17) em um povoado do município.

terça-feira, 6 de agosto de 2019

Tarado é preso após acariciar seios de menor dentro de ônibus em São Luís

Um homem identificado como Randson Vieira Monteiro, 29 anos de idade, foi preso por policiais da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), nessa segunda-feira (05), após acariciar os seios de uma menor dentro de um ônibus em São Luís.

Pelas informações da polícia, o ataque aconteceu nas proximidades do hospital Clementino Moura, o Socorrão II, na região da Cidade Operária. A vítima é uma menor de 16 anos.

Randson Monteiro confessou ter acariciado os seios da menor enquanto ela havia pegado no sono. Ele disse não ter resistido à sua vontade de tocá-la.

Ele foi autuado em flagrante por prática de crime previsto no art. 215-A (importunaçao sexual) do Código Penal.

O preso foi encaminhado para o Centro de Triagem de Pedrinhas, onde estará à disposição do Poder Judiciário.

Sobre o crime de importunação sexual

A lei, que entrou em vigor em setembro de 2018, caracteriza como crime de importunação sexual a realização de ato libidinoso na presença de alguém e sem seu consentimento, como toques inapropriados ou beijos "roubados", por exemplo.

A importunação sexual difere do assédio sexual, que se baseia em uma relação de hierarquia e subordinação entre a vítima e o agressor.

Alguns dos casos mais comuns são de casos de abuso sofridos por mulheres em meios de transporte coletivo, como ônibus e metrô.

A proposta de lei ganhou força – e foi aprovada – após repercutirem na mídia casos de homens que se masturbaram e ejacularam em mulheres em ônibus. Um dos episódios de maior repercussão ocorreu em São Paulo.

Antes da aprovação da lei, casos como esses eram considerados contravenções penais, com pena de multa.

Agora, quem pratica casos enquadrados como importunação sexual poderá pegar de 1 a 5 anos de prisão.