quinta-feira, 14 de julho de 2022

Jornal Nacional e mídia corporativa foram "suporte relevante" para golpe contra Dilma e eleição de Bolsonaro, mostra estudo


 247 - O Jornal Nacional, da TV Globo, e demais emissoras que formam a chamada "mídia corporativa" foram um "suporte relevante" para a consolidação do golpe contra a ex-presidente Dilma Rousseff em 2016 e para a eleição de Jair Bolsonaro (PL) em 2018.

A conclusão é da jornalista e linguista Eliara Santana, que lançou recentemente um estudo acadêmico e um livro sobre o assunto: "Jornal Nacional: um ator político em cena". Os detalhes foram publicados por Mauricio Stycer, no UOL, nesta quinta-feira (14).

Além de ter contribuído para a derrubada de Dilma, o Jornal Nacional e seus similares contribuíram para inserir "o país num quadro de grande polarização social e também de desestruturação política e econômica, estendendo-se ao processo eleitoral de 2018 e posteriormente".

De acordo com Santana, o processo de impeachment contra Dilma teria sido diferente "se não fosse amparado e legitimado pela mídia corporativa", que construiu uma "narrativa" para associar o PT "uma corrupção nunca vista antes", bem como para responsabilizar Dilma por "uma crise econômica sem precedentes".

A imprensa corporativa atuou para dar ares de "questões gravíssimas" a "problemas conjunturais", enquanto notícias positivas sobre o governo petista sofriam "silenciamento". A pesquisadora relembra o caso da saída do Brasil do mapa da fome da Organização das Nações Unidas (ONU) em 2014. O fato, de extrema relevância, teve o espaço de apenas 38 segundos no Jornal Nacional.

O mesmo ocorreu quando, no governo Dilma, o Brasil atingiu o mais baixo índice de desemprego na história (4,8%), em dezembro de 2014. O telejornal da TV Globo deu 30 segundos para noticiar o feito. Para efeito de comparação, a autora resgata notícia de janeiro de 2018, do governo do ex-presidente golpista Michel Temer, quando o desemprego chegou a 12,7%, o pior em cinco anos. O Jornal Nacional noticiou: "sinais de recuperação da economia ainda discretos, mas suficientes para estimular mais pessoas a procurarem empregos".

Na preparação para o golpe que ocorreria em 2016, o Jornal

Nacional noticiou, em março de 2015, uma manifestação a favor de Dilma, destacando que os organizadores do ato eram sindicalistas da CUT. Três dias depois, ao tratar de uma manifestação contra o governo, o Jornal Nacional não divulgou quem eram os organizadores do evento. A estratégia, explica Santana, era colocar sob suspeita a manifestação pró-governo e dar um caráter de espontaneidade aos protestos contra a ex-presidente.

Na ocasião da divulgação do vazamento de um grampo ilegal, feito pelo então juiz da Lava Jato, Sergio Moro, entre Dilma e o ex-presidente Lula (PT), a forma como o jornal noticiou o tema 'induziu os telespectadores à emoção, à comoção, que não é necessariamente positiva, mas também de raiva e indignação', argumenta Santana. Segundo a pesquisadora, a notícia foi "encenada, com a dramatização da ação e representações dos personagens e a intervenção de narradores" - William Bonner e Renata Vasconcellos - para gerar este tipo de reação no público. Ela destaca a "modalização da voz e da entonação (mais grave e circunspecta em alguns momentos, efusiva em outros)" dos apresentadores do telejornal.

Sobre a eleição de 2018, na qual Bolsonaro foi eleito para assumir o Palácio do Planalto, Santana observou um tratamento diferente dado pelo Jornal Nacional ao petista e ao então candidato do PSL.

Ambos passaram por um "silenciamento" por parte do telejornal, suas declarações não eram mostradas, mas há uma diferença relevante: Lula, que estava preso injustamente por conta da Lava Jato, tinha suas entrevistas ignoradas com "viés negativo"; já Bolsonaro era silenciado com "viés positivo", ou seja, para seu próprio bem. A TV Globo evitava exibir suas falas para "não expor um candidato controverso e declaradamente homofóbico".

O quadro mudou a partir da posse de Bolsonaro. O Jornal Nacional deixa de passar pano para o chefe do Executivo e parte para um "embate frontal", a partir de denúncias de corrupção, da morte de Marielle Franco e de seus discursos negacionistas sobre a pandemia de Covid-19.


sexta-feira, 8 de julho de 2022

Dos 50 itens que ficaram mais caros em junho, 34 são alimentos


 Otávio Augusto, Metrópoles - Na gôndola do supermercado o consumidor não tem dúvida: está cada mais mais caro encher o carrinho. Nos últimos 12 meses, dos 50 produtos que mais encareceram, 34 são alimentos.

Os dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do país, foram divulgados nesta sexta-feira (8/7).

>>> Auxílio Brasil seria suficiente para comprar uma cesta básica em apenas 3 capitais brasileiras

Mas não é só: pepino (95,81%), cenoura (83,99%), abobrinha (82,99%), melão (78,3%), batata-inglesa (76%), morango (75%), mamão (74,5%) e tomate (67%) registraram as maiores altas.

Segundo o monitoramento, elaborado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em junho o leite longa vida aumentou 10,72%. Já o feijão-carioca teve alta de 9,74%.


quarta-feira, 6 de julho de 2022

Com Bolsonaro, 15,4 milhões de brasileiros sofrem de 'insegurança alimentar grave'


 247 - Um relatório sobre a fome elaborado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), divulgado nesta quarta-feira (6), aponta que a insegurança alimentar grave atingiu 15,4 milhões de brasileiros (7,3% da população) entre 2019 e 2021. Entre 2014 e 2016, período que antecedeu o golpe contra a ex-presidente Dilma Rousseff (PT), o problema afetava 3,9 milhões de brasileiros (1,9% da população).

Segundo a CNN Brasil, o relatório da FAO destaca que, compreendido o período entre 2019 e 2021, quando ampliado para insegurança alimentar grave ou moderada, o número sobe para 61,3 milhões de brasileiros. O número corresponde a 28,9% da população, quase um terço do país. Entre 2014 e 2016, a insegurança alimentar moderada ou grave afetou 37,5 milhões de brasileiros.  

O estudo revela, ainda, que a fome atingiu 8,6% da população da América Latina e Caribe no ano passado, afetando diretamente 56,5 milhões, 4 milhões a mais que em 2020. 

Ainda segundo a FAO, entre 702 e 828 milhões foram afetadas pela fome em todo o mundo em 2021, um aumento de cerca de 150 milhões desde o início da pandemia de Covid-19. 

O documento destaca que a insegurança alimentar moderada ou grave afetava 2,3 bilhões de pessoas em 2021, ou 29% da população mundial.


Bolsonaro é o primeiro presidente em 20 anos a concluir o mandato sem reajustar salário do funcionalismo


 247 - Candidato à reeleição, Jair Bolsonaro (PL) será o primeiro presidente nos últimos 20 anos a concluir o mandato sem reajustar o salário do funcionalismo público. O prazo para que o reajuste fosse aplicado expirou na segunda-feira (4). 

De acordo com o jornal Extra, a Frente Parlamentar Mista em Defesa do Serviço Público, a Servir Brasil, afirmou que "por negligência do governo, os 1 milhão e 200 mil servidores da União, ativos e inativos, e seus pensionistas, não tiveram seus direitos mínimos respeitados".

“Esse fato significa um divórcio entre o atual mandatário e as entidades representativas do serviço público. As entidades entenderam isso como a gota d'água“, disse o presidente da Servir Brasil, deputado Israel Batista (PSB-DF).

O parlamentar também ressaltou que, além de não terem a recomposição salarial, os servidores federais registraram um aumento da alíquota de contribuição de 11% para 22% após a aprovação da Reforma da Previdência. 

Em nota, o Fórum Nacional Permanente de Categorias Típicas de Estado (Fonacate), que representa 36 categorias, incluindo o Banco Central (BC) e Receita Federal, denunciou o “descaso” do atual governo com o funcionalismo público e afirmou que “a retórica de fortalecimento e valorização do serviço público não passou de promessas vazias". 


terça-feira, 5 de julho de 2022

Justiça resgata 26 pessoas em condição análoga à escravidão no Maranhão


 Agência Brasil - Vinte e seis pessoas que trabalhavam em condição análoga à de escravo, em duas fazendas na zona rural de Mirador, no Maranhão, foram resgatadas por auditores-fiscais do Trabalho, com o apoio da Polícia Federal. A equipe de fiscalização realizou inspeção nos estabelecimentos na manhã do dia 27 de junho e, entrevistas com os trabalhadores no dia seguinte, na sede da Promotoria de Justiça da cidade de Colinas.

Após diligências de inspeção, foi apurado que as vítimas haviam deixado o local no dia 21 de junho, por decisão de uma equipe da Polícia Civil do Maranhão, que determinou um pagamento de R$ 416 reais a cada trabalhador.

Como eles já tinham sido afastados do local de trabalho, a auditoria-fiscal prosseguiu com os procedimentos destinados a assegurar todos os direitos aos trabalhadores, desde a formalização e rescisão dos contratos, pagamento das verbas rescisórias e habilitação de seguro-desemprego.

Os auditores apuraram que três vítimas com idade inferior a 18 anos, trabalhavam na “mais completa informalidade, despidos de qualquer proteção social, tendo sido arregimentados por um intermediário na zona rural dos municípios de Colinas, Mirador e São Domingos do Azeitão”.


segunda-feira, 4 de julho de 2022

Mulher é baleada na boca e tem orelhas cortadas pelo ex-companheiro em Colinas

Uma jovem, identificada como Rita Suellen Correia Carvalho, de 20 anos, foi alvejada com um tiro da boca e teve as orelhas cortadas pelo ex-companheiro, identificado como Juan Maclaud Costa Gomes.

O crime foi registrado na madrugada desta segunda-feira (4) no povoado Cachoeira, na zona rural de Colinas, a 443 km de São Luís.

A direção do hospital de Colinas foi quem informou o caso para a polícia. A jovem tinha dado entrada no hospital com vários sinais de violência pelo corpo, com as orelhas cortadas e um ferimento na boca ocasionado por arma de fogo.

De acordo com a polícia, Juan Costa é ex-presidiário e bastante conhecido na região por atitudes ilegais.

Rita Carvalho teve que ser transferida para o Hospital Regional de Presidente Dutra.

O caso está sendo investigado pela Polícia Civil e o suspeito, até o começo da tarde, não tinha sido preso.


 

Depois de gritar "Globo Lixo", Bolsonaro turbina propaganda na emissora para tentar se reeleger

Valor destinado à publicidade na emissora ao longo do primeiro semestre chegou a R$ 11,4 milhões, um incremento de 75% sobre o mesmo período do ano passado


 247 - O governo Jair Bolsonaro (PL) praticamente dobrou as verbas publicitárias destinadas à Rede Globo, maior emissora de TV aberta do país, alvo frequente de críticas e ataques do governo federal e aliados. De acordo com o UOL, dados da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência (Secom) apontam que a Globo recebeu R$ 6,5 milhões por materiais publicitários de televisão veiculados em âmbito nacional e regional ao longo do ano passado. Neste ano, no mesmo período, o governo já gastou R$ 11,4 milhões, um aumento de 75%. 

“O valor investido em publicidade na Globo (R$ 11,4 milhões) em 2022 representa 41% do montante total destinado à compra de espaço publicitário na emissora (R$ 27,5 milhões) em quatro anos de mandato — considerando o mesmo período para cada ano do governo Bolsonaro, 1º de janeiro a 21 de junho”, ressalta a reportagem. 

O foco principal das peças veiculadas é exaltar os feitos da atual gestão para inflar a popularidade do ocupante do Palácio do Planalto. 

O aumento do gasto ocorre em pleno ano eleitoral e tem como objetivo tentar reverter a baixa popularidade de Bolsonaro junto ao eleitorado. Ele aparece em segundo lugar em todas as pesquisas de intenção de voto, atrás do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). 


sábado, 2 de julho de 2022

Militar reformado da marinha mata jovem a tiro em Coroatá


 A jovem Clara Sousa, de 17 anos, foi morta a tiros, na madrugada deste sábado (02), na abertura do São João de Coroatá, a 249 km de São Luís. Ela residia no bairro Areal.

O crime, que aconteceu na Praça José Sarney, foi praticado por um militar reformado da Marinha. Ele foi identificado como José Eustáquio Maia Primo, de 51 anos.

A jovem foi assassinada com um disparo de arma de fogo na região do tórax.

Conforme informações da PM, a motivação seria uma discussão entre o militar reformado e o namorado da adolescente, resultando no disparo, que atingiu a vítima. Clara Sousa ainda chegou a ser encaminhada para o hospital macrorregional, mas não resistiu ao ferimento.

O militar recebeu voz de prisão em flagrante e encaminhado, juntamente com a arma de fogo do tipo pistola, para a delegacia regional de Codó para autuação em flagrante. O assassino deverá ser encaminhado ao sistema penitenciário, onde ficará à disposição da Justiça.

Com informações de Alpanir Mesquita


quinta-feira, 30 de junho de 2022

“OPERAÇÃO LUZ NA INFÂNCIA”: POLÍCIA CIVIL PRENDE CINCO PESSOAS POR ABUSO E EXPLORAÇÃO SEXUAL DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES NA INTERNET NO MARANHÃO


 Uma grande ação policial de combate a crimes de abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes na internet, foi deflagrada pela Polícia Civil do Maranhão na manhã desta quinta-feira(30), visando cumprir mandados de busca e apreensão e de prisão contra alvos investigados pelos crimes. A operação batizada “Luz na Infância 9”, no Maranhão, foi coordenada pelo Departamento de Combate a Crimes Tecnológicos(DCCT/SEIC).

Segundo o delegado Guilherme Campelo, a ação faz parte de uma mobilização nacional para combater crimes de abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes na internet e foi articulada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública por meio da Secretaria de Operações Integradas (Seopi).


A operação “Luz na Infância 9” faz parte de mobilização internacional coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública no Brasil, Argentina, Costa Rica, Equador, Estados Unidos, Panamá e Paraguai, onde mandados de busca e apreensão foram cumpridos pelas autoridades policiais dos respectivos países.

No Maranhão, a Polícia Civil do Maranhão, através do DCCT e Delegacia Regional de Açailândia, realizaram buscas e apreensões em cidades maranhenses que resultaram nas prisões de 04 pessoas em São Luís e 01 em Açailândia e na apreensão de dispositivos eletrônicos para análise.

Em suas oito edições anteriores, realizadas entre 2017 e 2021, a ‘Luz na Infância’ já cumpriu mais de 1.600 mandados de busca e apreensão e prendeu cerca de 760 suspeitos de praticarem crimes cibernéticos de abuso e exploração sexual contra crianças e adolescentes em todo o Brasil e nos países participantes da ação.






Polícia prende em Bacabal Empresário que matou jovem a tiros em Lagoa Grande


 O acusado de matar a jovem Stefhane da Conceição Oliveira, de 18 anos, no município de Lagoa Grande do Maranhão, entregou-se à polícia nessa quarta-feira (29).

De acordo com o delegado Rodson Almeida, o empresário Jocian Barroso da Conceição se apresentou, acompanhado do seu advogado, na delegacia de Bacabal, distante 245 km de São Luís.

Como já havia um mandado de prisão preventiva expedido pela Comarca de Lagoa Grande, ele recebeu voz de prisão e será encaminhado para o presídio de Piratininga.

Orientado por seu advogado, o empresário se manteve em silêncio e não se pronunciou sobre o caso.

O crime

Stefhane da Conceição Oliveira, de 18 anos foi assassinada a tiros na madrugada de segunda-feira, 27, na cidade de Lagoa Grande do Maranhão, distante 382 km de São Luís.

Ela foi executada com três tiros, nas proximidades da casa onde morava, na rua da Colônia de Pescadores. Uma amiga dela ainda teria levado um tiro no braço de raspão, e foi levada para o hospital.

Testemunhas afirmaram que a vítima tinha um relacionamento amoroso com o acusado, que estaria com sintomas de embriaguez no momento do crime.

Ele teria se enfurecido ao ter seu pedido de namoro recusado, e então fez os disparos contra a jovem, que morreu no local.


quarta-feira, 29 de junho de 2022

PF apura novo foco de corrupção no governo Bolsonaro


 247 - A Polícia Federal instaurou inquérito com o objetivo de apurar superfaturamento nos gastos do governo de Jair Bolsonaro com propaganda. O delegado José Augusto Campos Versiani ficou responsável pelo Inquérito Policial 2022.0030159, em consequência de uma representação feita pelo deputado federal Elias Vaz (PSB-GO) e pelo senador Jorge Kajuru (Podemos-GO) ao Ministério Público Federal em outubro do ano passado. A informação foi publicada pela coluna Radar, de Veja, nesta quarta-feira (29).

Os parlamentares identificaram gastos milionários para a produção de vídeos por empresas contratadas pelo governo federal. 

Segundo Elias Vaz, "as irregularidades vão desde a cobrança de serviços que não foram prestados, passam por altos salários e número elevado de profissionais, equipamentos pagos e que não foram utilizados e o pagamento de valores muito acima dos de mercado". 

"É dinheiro público usado de forma indevida, enquanto o povo sofre para colocar comida na mesa. O correto seria que os responsáveis devolvessem os recursos para os cofres públicos", afirmou. 

A PF investiga um esquema de tráfico de influência e corrupção no Ministério da Educação. A corporação iniciou as apurações após a divulgação de um áudio, em março, quando Ribeiro afirmou que, a pedido de Bolsonaro, liberava dinheiro do MEC por indicação de dois pastores, Arilton Moura e Gilmar Santos.

O caso chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF) após a informação de que Jair Bolsonaro (PL) tinha avisado o ex-ministro sobre uma operação no MEC. O STF pediu um posicionamento da Procuradoria-Geral da República (PGR). 

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), afirmou que decidirá na próxima semana sobre o pedido de instalação da CPI do MEC protocolado pela oposição ao governo nessa terça-feira (28). 



segunda-feira, 27 de junho de 2022

Jovem é assassinada após recusar pedido de namoro em Lagoa Grande; o assassino está foragido


 Uma jovem, identificada como Stephane da Conceição Oliveira, de 18 anos, foi morta a tiros, na madrugada desta segunda-feira (27), em Lagoa Grande do Maranhão, a 360 km de São Luís. O crime é investigado como feminicídio.

De acordo com a Polícia Civil, o suspeito do crime é um empresário que tinha um relacionamento amoroso esporádico com a vítima.

Segundo o delegado Rodson Almeida, o suspeito é proprietário de uma loja de produtos para motocicletas. Ele teria bebido e procurado a jovem para assumir o relacionamento, que recusou a proposta.

Após rejeitar o pedido e tentar sair do local em uma motocicleta, Stephane da Conceição foi alvejada com três tiros. Ela chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.

Uma outra mulher, que estava na companhia da vítima e pilotava a motocicleta, também foi alvejada de raspão. Ela foi levada para o hospital, onde recebeu atendimento médico.

O assassino fugiu após o crime. A polícia diz que ele não tinha autorização para posse de arma de fogo.

A Polícia Militar segue realizando buscas para localizar o empresário.


domingo, 26 de junho de 2022

Fracasso de público em Balneário Camboriú reflete pior momento de Bolsonaro

O fracasso de público na Marcha para Jesus em Balneário Camboriú, que não chegou nem perto de alcançar 50 mil pessoas, como havia sido estimado pela organização, simboliza a fase difícil enfrentada pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) na busca pela reeleição, que já tem sido chamada de uma “tempestade perfeita”. Mesmo em Santa Catarina, um os estados mais bolsonaristas do país, onde teve mais de 70% de votação em 2018, desta vez o presidente não teve o engajamento que esperava.

Berço de denominações neopentecostais, com uma população majoritariamente idosa, Balneário Camboriú tinha tudo para entregar a Bolsonaro a imagem de uma multidão. O presidente contava com isso para contrapor os números das pesquisas eleitorais, que hoje apontam para um perigoso índice de rejeição, de mais de 50%, e para vitória do ex-presidente Lula (PT).

A menos de 100 dias das eleições, o principal adversário do governo é a vida real – o supermercado, o aluguel, o posto de gasolina. A economia patina, o poder de compra do brasileiro foi corroído pela inflação e os combustíveis viraram uma dor de cabeça. O novo aumento do diesel, logo após a cruzada contra o ICMS no Congresso Nacional, ajudou a esfriar a narrativa governista e a aprofundar a sensação de que Bolsonaro pouco fez para resolver o impasse.

O Brasil voltou ao mapa da fome e tem hoje 23 milhões de pessoas vivendo em condição de pobreza extrema, com R$ 210 por mês. É mais do que toda a população de Santa Catarina. Mesmo para quem tem emprego e renda, o salário não dura até o fim do mês.

A economia é o calcanhar de Aquiles do governo, que, segundo as pesquisas, o brasileiro identifica como o culpado pela crise. Sem respostas efetivas, e com prazo curto para reagir até outubro, Bolsonaro vê o cenário agravado pela crise institucional na Amazônia, onde a morte de Bruno Pereira e Dom Phillips expôs ao mundo os impactos causados pelo desmonte da proteção ambiental e das políticas de proteção aos indígenas.

A última estocada ocorreu nesta semana, quando o governo foi atingido pela prisão do ex-ministro Milton Ribeiro, as suspeitas de corrupção no Ministério da Educação e a divulgação de áudios que colocam o próprio presidente no olho do furacão. Desta vez, o ponto de enfraquecimento é nas narrativas anticorrupção.

Na espiral de crises em que o governo gira sem cessar, este é provavelmente o momento mais agudo. Com respostas a dar e problemas a resolver, Bolsonaro tentou levantar o ânimo da tropa com a multidão que Santa Catarina sempre lhe deu. Desta vez, não funcionou.