quarta-feira, 21 de junho de 2017

Polícia Civil realiza maior incineração de entorpecentes, mais de 4 toneladas


A Polícia Civil do Maranhão realizou o transporte de 4,1 toneladas de entorpecentes para serem incinerados esta semana. Durante o transporte, seis viaturas da Polícia Civil deram suporte ao processo de transporte e incineração de drogas. Os entorpecentes apreendidos e incinerados representam um desfalque de mais de R$ 10 milhões ao narcotráfico.
Os entorpecentes incinerados foram apreendidos pela Superintendência Estadual de Repreensão ao Narcotráfico (Senarc) e outras delegacias entre os anos de 2016 e 2017. Entre as drogas apreendidas estão maconha, crack, cocaína, loló e ecstasy.
Os entorpecentes foram queimados em um forno de incineração de uma empresa, a partir de autorização judicial, e o procedimento foi acompanhado por policiais da Senarc; do Grupo de Resposta Tática (GRT); da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic); além de representantes do Ministério Público e da Vigilância Sanitária.


terça-feira, 20 de junho de 2017

População de Vitória do Mearim esta assustada com roubos de carro e moto

Honda de roubo de carro e moto assusta população de Vitória do Mearim.
Em monos de 24 horas. Foram roubados um carro e uma moto. Causando uma onda de medo e insegurança nos moradores.
Uma Fiat Strada 2008, placa NHP 9400 de Vitória do Mearim-MA

entra em contato :
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Justiça Federal promove audiência sobre demarcação de terras dos Índios Gamela


Como desdobramento de ação civil pública proposta pelo Ministério Público Federal no Maranhão (MPF/MA), foi realizada audiência de conciliação entre MPF, Fundação Nacional do Índio (Funai) e União Federal, para tratar das providências a serem tomadas para a identificação e demarcação de terras do povo indígena Gamela.
Na ocasião, o Ministério Público Federal fez um resumo do pedido e das ações que justificaram a propositura da ação de 2016, além de esclarecer quais foram as providências urgentes adotadas após os episódios de violência registrados no fim de abril. Em seguida, foi apresentado o andamento do processo administrativo que tramita na Funai e trata da demarcação da terra indígena. Representantes do Estado do Maranhão, Defensoria Pública da União (DPU), Defensoria Pública do Estado do Maranhão (DPE/MA) e Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Maranhão (OAB/MA), também se manifestaram sobre o caso.
Ao final, a Funai se comprometeu a apresentar, no prazo de 45 dias, minuta conclusiva do instrumento de parceria a ser firmada com o Estado do Maranhão contendo a composição dos custos e a formação humana exigida para o grupo técnico de trabalho que será criado com vistas a promover os estudos de identificação e delimitação das áreas a serem destinadas ao povo indígena Gamela.

Na audiência, após a concordância do MPF, o juiz da 13ª Vara Federal deferiu os pedidos da DPE/MA e da Comissão Pastoral da Terra (CPT) para participarem do processo fornecendo subsídio para as decisões judiciais, assegurando-lhes o poder de se manifestarem por escrito nos autos.

segunda-feira, 19 de junho de 2017

ADVOGADO PEDE AO STF AFASTAMENTO DE MICHEL TEMER


Alagoas 247 - Richard Wagner Manso, advogado alagoano, protocolou na quarta-feira, 14, no Supremo Tribunal Federal (STF), uma ação contra Michel Temer; o empresário Joesley Batista, acionista da JBS; a União; e o Senado Federal.
Como argumento, Richard Manso cita os atos de improbidade e de crime de responsabilidade que vêm sendo denunciados em delações e noticiados na grande mídia. A ação reclama, ainda, que há necessidade de afastamento imediato de Michel Temer para evitar mais danos ao erário e a democracia.
De acordo com a documentação que se encontra no STF, Temer vem usando a sua influência em todas as áreas administrativas da União. “Com distribuição de cargos e verbas públicas solicitadas por partidos e parlamentes, em uma redoma legal, mas, contudo, imoral, para o fim de manter protegidos outros infratores, e para manter-se em seu cargo de presidente do Brasil”, explica o advogado alagoano.
 “É impossível manter na Presidência da República, qualquer cidadão que seja alvo de investigações por crimes de corrupção passiva, corrupção ativa, obstrução à investigação de organização criminosa e participação em organização criminosa”, diz a ação.

Richard Wagner Manso também pede na ação que sejam devolvidos aos cofres da União o valor atribuído a título de benefício e mesadas proporcionados pela empresa de Joesley Batista, acionista do grupo JBS, verbas que saíram e foram disponibilizadas pela ajuda da União e Bancos Estatais do Governo Federal.

Suspeito baleado após assaltar posto de combustível furta ambulância e foge em São Luís


Um dos acusados de ter assaltado dois postos de combustíveis nesse domingo (18) e que tinha sido baleado na perna ao tentar reagir a abordagem policial na Avenida dos Africanos, no Oitero da Cruz, conseguiu fugir. Após ser levado ao Hospital Socorrão II para ser medicado, Teotônio Machado Araújo, mesmo ferido, conseguiu escapar furtando uma ambulância.


O veículo foi localizado pela polícia no bairro Santa Clara. O suspeito está sendo procurado pela polícia. O comparsa dele, identificado como Rafael Feitosa dos Santos, está preso.

Mais de 300 assaltos a ônibus já foram registrados em São Luís


Segundo um levantamento feito pelo Sindicato dos Rodoviários de São Luís, de janeiro até maio deste ano, 312 assaltos foram registrados em ônibus na capital. Dentro dos terminais de integração, os passageiros reclamam da insegurança e da falta de policiamento, situação que deixa a população vulnerável à ação dos bandidos.
O terminal de integração da Praia Grande no Centro de São Luís é o que mais registra assaltos a passageiros. De acordo com Isaías Castelo Branco, presidente do sindicato, a falta de fiscalização dos terminais, deixa os usuários de transporte público vulneráveis e com medo. “O livre acesso dentro dos terminais é o que preocupa muito a gente, porque todo tipo de gente adentra esses terminais”, afirma.
Os criminosos se aproveitam da falta de infraestrutura e policiamento para praticar assaltos dentro dos terminais de integração. No terminal do Distrito Industrial, na zona rural da capital, a situação também não é diferente. “Se alguma coisa acontecer, ninguém vai poder fazer nada. A gente sabe que ninguém reage, a não ser a polícia”, diz Patrícia Fernanda, usuária do transporte público.
A sensação de insegurança se torna pior para quem precisa pegar ônibus fora dos terminais de integração. Segundo a doméstica Maria do Socorro, ter que usar transporte público em São Luís é a ter a incerteza se a volta para casa vai ser tranquila. “A gente pega ônibus aqui, mas não sabe se volta. Porque o marginal se veste bem, bem vestido, e a gente não sabe. Quando chega certa altura é que ele vai anunciar o assalto. E ai, como é que a gente vai ficar?”, questiona.
Em reflexo dessa situação, na sexta-feira (16), dois homens armados tentaram assaltar um ônibus na Avenida dos Franceses em São Luís, mas foram surpreendidos por um passageiro que estava armado e reagiu ao assalto. Um dos bandidos fugiu e outro foi capturado por populares, que ficaram indignados com a situação.
Isaías Castelo Branco afirma que a violência dos assaltos tem chamado atenção e causado insegurança aos motoristas e cobradores de ônibus. “Estao sendo bem mais violentos com relação à forma como esses marginais estão atacando os trabalhadores. Tivemos motoristas, cobradores espancados esse mês, e a categoria fica muito preocupada com isso”, afirma.


domingo, 18 de junho de 2017

Polícia apreende 300 kg de maconha com quatro pessoas na Raposa


Policiais civis da Superintendência Estadual de Repressão ao Narcotráfico (Senarc) apreenderam 300 kg de maconha e prenderam quatro pessoas no município de Raposa, na Região Metropolitana de São Luís, suspeitas de tráfico de drogas.
A operação começou com a prisão de Carlos Cesar Rabelo Serra, 32 anos, e Joarbson Silva Cutrim, 27 anos. Eles estavam transportando 50 quilos da droga, quando foram parados uma barreira policial realizada na MA-203, rodovia que dá acesso ao município de Raposa.
Em seguida, os policiais se deslocarem até uma residência localizada na Rua São João, no Bairro Vila Nova, na Raposa, onde prenderam João Fernando Nascimento dos Santos, 30 anos, e Paulo Roberto dos Reis dos Santos, 24 anos, com 250 quilos de maconha.
Este ano, uma série de grandes apreensões foram realizadas pela Senarc em São Luís. Entre as quais, os mais de 1.200 kg de maconhaencontradas pelos policiais em abril. A carga vinha de Goiás e era avaliada em R$ 2 milhões. Ainda em abril, outra apreensão de 580 kg da mesma droga com cinco homens que estavam armas de grosso calibre.

Antes dessas duas, teve uma ação em Peritoró, distante 205 km de São Luís. Nesta, a polícia encontrou 120 kg de maconha em uma caixa de papelão em um ônibus de turismo, que vinha de Goiás.

segunda-feira, 12 de junho de 2017

Rodoviários suspendem greve de ônibus mais uma vez


A Audiência foi conduzida por Mércia Andrea Farias da Silva, Desembargadora do Tribunal Regional do Trabalho no Maranhão. Estiveram presentes, representantes do Sindicato dos Rodoviários, do sindicato patronal, além da Prefeitura de São Luís. A Agência de Mobilidade Urbana (MOB), também foi convocada, mas nenhum representante compareceu.
A mediação aconteceu, há poucas horas da anunciada greve dos trabalhadores do transporte público, ser deflagrada na cidade. O Sindicato dos Rodoviários exige, que os itens da nova Convenção Coletiva de Trabalho sejam, de uma vez por todas, definidos.
Os Rodoviários mantiveram o posicionamento de reajuste salarial de 13% e aumento no valor do ticket alimentação, dos atuais 490 reais, para 650 reais. Os empresários, novamente, foram para o encontro, não dispostos a negociar. O percentual oferecido, foi o mesmo já apresentado em outras reuniões, de apenas 2%. A Prefeitura de São Luís, pressionada pelos patrões, descartou qualquer possibilidade de aumento nas tarifas e afirmou que o reajuste salarial dos Rodoviários, é uma competência dos empresários.
Diante da permanência deste impasse, o Tribunal Regional do Trabalho solicitou a suspensão do movimento grevista. Já o Ministério Público do Trabalho deverá ajuizar ação de dissídio coletivo, com pedido de tutela antecipada, que decidirá as cláusulas econômicas da nova Convenção Coletiva de Trabalho referentes, a reajuste salarial, ticket alimentação e o plano de saúde. O Sindicato dos Rodoviários, tendo em vista essa garantia, concordou em suspender a greve.
“Foram diversos encontros e mediações conduzidas não só pelo TRT, mas também pela Superintendência do Trabalho e Emprego. Em todas as ocasiões os patrões se mostraram irredutíveis e intransigentes, na discussão de um acordo mais digno aos trabalhadores. A decisão tomada pela Justiça Trabalho, diante de todo este impasse, foi a mais acertada. Nas primeiras horas desta terça-feira (13), eu e os demais diretores da entidade, iremos para as portas das garagens informar à categoria, sobre os novos rumos do movimento. Vamos aguardar agora, o que a Justiça irá decidir. Por enquanto, queremos tranquilizar a população de São Luís, que os ônibus irão rodar normalmente nesta terça-feira (13)”, enfatiza Isaías Castelo Branco, Presidente do Sindicato dos Rodoviários do Maranhão.
Ascom Sind. Rodoviários – MA

Tenente Coronel da PM mata a esposa e comete suicídio em Barreirinhas


O tenente coronel Miguel Gomes Neto, que já foi comandante da PM em Bacabal, atirou contra a própria esposa identificada como Claudeane . A vítima chegou a ser levada para o hospital, mas não resistiu e faleceu. Depois de ter atirado contra a agente penitenciária, o tenente coronel tirou a própria vida com a mesma arma.
Miguel Gomes Neto estava hospedado com a esposa em uma casa na cidade de Barreirinhas. Os dois travaram uma briga. Ela ainda chegou a chamar uma guarnição, Ele teria atirado nela e se matado na presença de militares. O fato aconteceu por volta das 8 horas da manhã desse domingo (11).
No dia 8 de janeiro de 2016, o mesmo militar foi filmado por um cabo a quem o agrediu e ainda lhe apontou a arma na cabeça no quartel da PM de Bacabal. O cabo acabou sendo preso. O motivo da confusão teria sido o corte da refeição.


BRASIL REGISTRA AUMENTO DE TRABALHO INFANTIL ENTRE CRIANÇAS DE 5 A 9 ANOS


Débora Brito, Agência Brasil - Em todo o Brasil, a mão de obra de crianças e adolescentes ainda é explorada de forma indiscriminada. Seja nos semáforos, nos lixões, em feiras, restaurantes, no campo, em indústrias ou dentro de casa, os direitos à infância e à educação são negados para quase três milhões de crianças e adolescentes no país, de acordo com pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O mapeamento da situação do trabalho infantil mostra que o número de trabalhadores precoces corresponde a 5% da população que tem entre 5 e 17 anos no Brasil. A taxa de crianças economicamente ativas é 20% menor do que o registrado em anos anteriores, mas especialistas alertam que é possível que haja uma interrupção na tendência de queda.
Desde 2013, o país vem registrando aumento dos casos de trabalho infantil entre crianças de 5 a 9 anos. Em 2015, ano da última pesquisa do IBGE, quase 80 mil crianças nessa faixa etária estavam trabalhando e, nas próximas pesquisas, quando elas estiverem mais velhas, podem promover o aumento do número de adolescentes que trabalham. Cerca de 60% delas vivem na área rural das regiões Norte e Nordeste.
Representantes da rede de proteção à infância afirmam que o dado é preocupante e deve ser destacado nas campanhas realizadas para marcar o Dia Internacional contra o Trabalho Infantil, celebrado hoje (12) em todo o mundo. A data foi instituída há 15 anos pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) para promover ações em todo o mundo e mobilizar diferentes atores no combate ao trabalho infantil.
"É inaceitável que crianças de 5 a 9 anos estejam trabalhando. A expressiva maioria delas trabalha com as próprias famílias no cultivo de hortaliças, cultivo de milho, criação de aves e pecuária. São recortes que conhecidos e analisados obrigatoriamente devem subsidiar decisões políticas ou implementação de ações e programas que deem uma resposta a essa grave situação", disse Isa Oliveira, socióloga e secretária-executiva do Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil (Fnpeti), um dos organizadores da campanha no Brasil.
Para o Fórum Nacional, outro ponto que deve ser lembrado durante a campanha é o não cumprimento pelo Brasil da meta firmada junto à Organização Internacional do Trabalho de eliminar todas as piores formas de trabalho infantil até 2016.
Entre as formas mais graves descritas na Convenção Internacional 182, da qual o Brasil é signatário, estão a escravidão, o tráfico de entorpecentes, o trabalho doméstico e o crime de exploração sexual, que, no caso dos dois últimos, vitimam principalmente meninas negras.
"A nossa proposta nesse 12 de junho é questionar o governo sobre o não cumprimento da meta e que essa avaliação do não cumprimento nos dê subsídios para uma tomada de decisão no sentido de reafirmar o compromisso pela prevenção e eliminação do trabalho infantil. O Brasil tem esse compromisso. A proibição do trabalho infantil está na legislação brasileira, em particular na Constituição Federal, disse declarou Isa Oliveira.
Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), a meta de erradicação das piores formas foi reagendada para 2020 e a de todas as formas de trabalho infantil para 2025, em acordo firmado com a comunidade internacional na OIT, no âmbito dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável. O ministério ressalta ainda que realizou, de 2006 a 2015, quase 47 mil ações de fiscalização que resultaram na retirada de 63.846 crianças e adolescentes do trabalho e na redução apontada pelo IBGE em 2015.
Legislação
A legislação internacional define o trabalho infantil como aquele em que as crianças ou adolescentes são obrigadas a efetuar qualquer tipo de atividade econômica, regular, remunerada ou não, que afete seu bem-estar e o desenvolvimento físico, psíquico, moral e social.
Segundo a Constituição Federal, é proibido para menores de 16 anos a execução de qualquer trabalho, salvo na condição de aprendiz, a partir dos 14 anos. No caso das atividades de aprendizagem, o trabalho não pode ser noturno, perigoso ou insalubre, mesmo para os maiores de 16 e menores de 18 anos. As atividades de aprendizagem também não devem prejudicar a frequência nem o rendimento escolar do adolescente.
A proibição é reforçada na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que restringe a possibilidade de trabalho a menores de 16 anos apenas a casos autorizados pela Justiça e estabelece os critérios para a contratação de aprendizes. O direito à profissionalização e proteção no trabalho para os aprendizes também está disposto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA )
Riscos
As crianças que trabalham de forma irregular têm o mundo de aprendizado, sonhos, brincadeiras e proteção substituído por uma rotina de responsabilidade, exposição a perigos e risco de traumas.
Segundo a OIT, em todo o mundo cerca de 168 milhões de crianças são obrigadas a trabalhar, sendo que 85 milhões delas estão envolvidas em trabalhos considerados perigosos.
No Brasil, de acordo com o Departamento de Vigilância em Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador do Ministério da Saúde, desde 2007 quase 40 mil crianças e adolescentes sofreram algum tipo de acidente enquanto trabalhavam. Mais de 50% das ocorrências foram graves, o que inclui amputação de mãos e braços e até mortes.
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o trabalho infantil também é uma das formas de violência contra a infância e adolescência. Seguindo a classificação internacional de violações, o Ministério da Saúde obriga, desde 2011, a fazer a notificação de casos suspeitos ou confirmados desse tipo de violência no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) pelos profissionais de saúde.
As notificações de 2009 a 2011 apontaram que mais de 800 crianças foram identificadas no Sistema Único de Saúde (SUS) como vítimas de algum tipo de violência relacionada ao trabalho infantil. O número corresponde a 2,8% do total de atendimentos de violência do período. Como nem todos os casos chegam ao conhecimento do sistema de saúde, o índice de abuso contra as crianças trabalhadoras pode ser muito maior.
Desafio da prevenção
O Código Penal brasileiro ainda não tipifica a exploração de mão de obra infantil como crime. Algumas formas de trabalho infantil têm sanção prevista à parte, como a prostituição, considerada crime hediondo e inafiançável, com pena de 4 a 10 anos de prisão em regime fechado. Outras formas de exploração, como o trabalho doméstico, ainda carecem de regulamentação.
Um projeto de lei que criminaliza qualquer tipo de trabalho infantil - exceto os de natureza artística que tiver consentimento judicial - aguarda aprovação da Câmara dos Deputados. O projeto já foi aprovado pelo Senado no fim do ano passado.
Mas, o Fórum Nacional alerta que a maioria das propostas referentes ao assunto que tramitam no Congresso sugere mudanças consideradas como retrocesso pelas entidades civis e pelo Ministério Público do Trabalho, como a redução da idade mínima para permissão de trabalho regular para os 14 anos. A redução da idade, inclusive para o trabalho doméstico, é recomendada por seis Propostas de Emenda à Constituição que tramitam na Câmara.
Mesmo com o rigor conceitual e jurídico que envolve o tema, o país enfrenta dificuldades para colocar em prática medidas efetivas de combate. Segundo avaliação da Comissão Nacional de Erradicação do Trabalho Infantil, o país executou até 2015 apenas metade do total de 133 ações previstas no plano nacional.
Os especialistas explicam que ainda se impõe no país uma tradição cultural que coloca a infância em condição de vulnerabilidade. "Predominam ainda valores culturais que defendem para as crianças pobres o trabalho precoce como uma solução. Quando os dados das estatísticas informam o contrário, quer dizer, trabalho infantil não foi, não é e não será a solução porque ele reproduz a pobreza, a exclusão social e a exclusão escolar", alerta Isa Oliveira.
A baixa eficácia da política de educação no Brasil e os desafios para geração de renda das famílias mais pobres também são apontados entre as causas para o abandono dos estudos e os altos índices de trabalho infantil.
"A política de educação garante o acesso através da matrícula, mas a permanência e a conclusão na idade certa, no tempo certo, não vêm acontecendo há um tempo. Por outro lado, a política de assistência social - que tem por missão atender famílias em situação de vulnerabilidade e pobreza - também não tem sido eficaz para dar apoio às famílias, para que elas tenham uma renda que seja suficiente para o sustento de seus filhos e não recorram ao trabalho das crianças para complementar a renda", afirmou a socióloga.
Educação
Uma das estratégias da mobilização internacional deste ano é ressaltar o papel da educação como uma das ferramentas mais eficazes de combate ao trabalho infantil. As ações também enfocarão o combate à pobreza e chamarão a atenção para a situação das crianças refugiadas que são forçadas a trabalhar.
A mobilização brasileira contará com a presença do Nobel da Paz, o indiano Kailash Satyarthi, que lidera a iniciativa global "100 milhões por 100 milhões". O objetivo da campanha é mobilizar 100 milhões de pessoas na luta pelos direitos de 100 milhões de crianças que vivem em situação de trabalho infantil no mundo.

Ao longo da semana, a campanha promoverá debates no Congresso Nacional, o lançamento de exposição sobre o tema no Ministério Público do Trabalho e apelo nas redes sociais. Entre as ações do governo federal, estão previstas operações de combate ao trabalho infantil pelos fiscais do Ministério do Trabalho e Emprego, além de palestras e audiências públicas nos estados.

sábado, 10 de junho de 2017

Motorista morre preso em ferragens em acidente grave na BR 135


O motorista de uma picape montana, identificado como José Ribamar Almeida Silva, de 54 anos, ficou gravemente ferido em um acidente ocorrido na tarde deste sábado (10) no Km 56 da NR 135  próximo à Bacabeira entre os postos AFIF e ITALUIS.
A picape colidiu na traseira de um caminhão carregado com tubos de oxigênio e a vítima ficou presa às ferragens do automóvel. Na hora do acidente chovia muito e, de acordo com informações preliminares repassadas pela Polícia Rodoviária Federal, o caminhão reduziu a velocidade para transpor uma lombada, quando houve a batida.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e o Corpo de Bombeiros foram acionados para o local. Mas a vítima não resistiu e faleceu antes de ser socorrida.

sexta-feira, 9 de junho de 2017

Polícia prende quadrilha que dominava Vila Funil


Uma operação das Polícias Civil e Militar deflagrada na manhã desta sexta-­feira (9) prendeu integrantes de uma quadrilha que dominava a região da Vila Funil. O grupo é suspeito de realizar crimes como tráfico de drogas, homicídio e assaltos.
O superintendente da Polícia Civil, delegado Armando Pacheco, informou que foram cumpridos 13 mandados de prisão. O líder da facção foi um dos detidos. Todos foram encaminhados ao 15º DP, no São Raimundo.

De acordo com a polícia, pelo menos 16 famílias já haviam deixado o bairro por sofrerem ameaças desse grupo, que chegou a tomar residências de moradores.

quinta-feira, 8 de junho de 2017

Greve de ônibus é adiada para terça-feira (13) em São Luís


O Sindicato dos Rodoviários do Maranhão informou, nesta quinta-feira (8) que a greve, marcada inicialmente para segunda-feira (12), foi adiada para a próxima terça-feira (13). De acordo com a categoria, a mudança de data segue a orientação do departamento jurídico da entidade.
“A entidade não é de acordo em promover situações, que possam gerar transtornos a cidade. Nos últimos dias, o presidente, Isaias Castelo Branco e demais diretores, estão empenhados em atender os chamamentos do sindicato patronal, buscando uma definição, no que se refere à celebração da Convenção Coletiva de Trabalho 2017-2018”, informou a entidade.
O Sindicato ressalta que tem dado todas as oportunidades aos empresários para que, por meio do diálogo, ocorra um entendimento entre as partes antes de partir para a greve. Mesmo diante desse impasse, que prejudica e muito a categoria, a entidade quer se resguardar, adotando todas as medidas possíveis, antes de paralisar o sistema.
Por fim, a nota do sindicato afirma que a categoria estará à disposição das empresas até a segunda-feira (12) para que as partes consigam chegar a um entendimento.