quarta-feira, 8 de junho de 2016

Michel Temer suspende verba de R$ 20 milhões autorizada por Dilma para a Saúde do Maranhão


O presidente interino Michel Temer (PMDB) suspendeu o empenho de cerca de R$ 20 milhões liberados pela presidente afastada Dilma Rousseff (PT) ao Maranhão. No total, em todo o País, pelo menos R$ 400 milhões foram bloqueados das pastas Cidades, Saúde, Turismo e Integração Nacional no país.
No estado, a verba, que foi liberada pela petista antes da votação da admissibilidade do processo de impeachment, seria destinada para a Saúde. O governador Flávio Dino (PCdoB) foi um dos principais defensores de Dilma e críticos ao processo de afastamento.
A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) protestou contra decisão do presidente interino, Michel Temer, de suspender a liberação de verbas autorizadas pela presidente.
“Eu não tenho dúvida nenhuma de que esse foi um gesto de retaliação contra o único governador que o meu partido tem, governador Flávio Dino, a quem eu quero apresentar uma moção de desagravo neste momento. Mas não só a ele: ao povo do Maranhão também, e, principalmente, porque essa medida, esse presidente interino, ele não prejudica o governador Flávio Dino, mas a população do estado mais pobre e mais carente do Brasil”, afirmou a senadora.
Um dos ministros disse à Folha de S. Paulo, em caráter reservado, que “a esmagadora maioria” dos recursos liberados por Dilma atendia a deputados e senadores que votaram em favor de Dilma. Além disso, auxiliares do presidente interino relataram ao jornal que “os recursos foram empenhados, ou seja, tornaram-se oficialmente previstos para pagamento pela administração pública, sem base técnica e, algumas vezes, sem projetos aprovados nos municípios”.
O período da maior parte dos empenhos das verbas coincide com as datas em que a equipe da petista atuou intensamente para tentar barrar o impeachment na votação no plenário da Câmara dos Deputados, que ocorreu em 17 de abril, e a aprovação do afastamento da petista, em 12 de do mês passado pelo Senado.
Auxiliares de Temer relataram à Folha que os recursos foram empenhados, ou seja, tornaram-se oficialmente previstos para pagamento pela administração pública, sem base técnica e, algumas vezes, sem projetos aprovados nos municípios.
“Parte era de empenhos sem correspondência financeira; ou seja, o governo não tinha nem como pagar”, afirmou o ministro das Cidades, Bruno Araújo (PSDB).
A ordem geral, chancelada por Temer, foi dada pelo ministro Geddel Vieira Lima (Secretaria de Governo). Segundo ele, “as medidas foram tomadas às pressas” pelo governo anterior e, por isso, “precisam ser revistas”. Questionado sobre o perfil dos deputados e senadores beneficiados pelos recursos, Geddel disse que não faria “ilações”.
Ainda não há um cálculo do montante total de recursos empenhados por Dilma que foram suspensos por Temer. Cada pasta está fazendo o seu próprio levantamento e, nas próximas semanas, o governo interino pretende começar a organizar sua redistribuição.
As datas da maior parte dos empenhos coincidem com o período em que a equipe de Dilma atuou intensamente para tentar barrar o impeachment na votação no plenário da Câmara, em 17 de abril, e a aprovação do afastamento da petista, em 12 de maio pelo Senado.
Nota
Sobre a Portaria nº 1.105 de 01 de junho de 2016, do Ministério da Saúde, que suspende repasse de recursos para o Estado do Maranhão, a Secretaria de Estado da Saúde esclarece que:
1. Os recursos no valor de R$ 20 milhões são referentes à reivindicação do Governo do Maranhão e da bancada federal do Estado junto ao Ministério da Saúde para melhorar o repasse per capita pelo Sistema Único de Saúde (SUS), para atendimento de Média e Alta Complexidade (MAC/SUS).
2. O Maranhão é o Estado da Federação que possui um dos menores Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) e ocupa a penúltima posição no ranking do repasse per capita do SUS.
3. A SES lamenta que, em desacordo com todas as necessidades apontadas pelo Estado e reconhecidas pelo Ministério da Saúde, de forma unilateral, tenha sido revogada a Portaria anteriormente editada, que garantia mais recursos para atender a população maranhense.
4. A Secretaria de Estado da Saúde adotará providências junto ao governo federal, para que seja reeditada a Portaria nº 961/2016, que garanta constitucionalmente os recursos para o Estado do Maranhão.
São Luís, 7 de junho de 2016.
Secretaria de Estado da Saúde


terça-feira, 7 de junho de 2016

Janot pede a prisão de Renan, Sarney, Jucá e Cunha ao STF


Por Jailton de Carvalho

BRASÍLIA — O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu ao Supremo Tribunal Federal a prisão do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), do ex-presidente da República José Sarney (PMDB-AP) e do senador Romero Jucá (PMDB-RR). A informação é de um interlocutor de ministros do STF. Renan, Sarney e Jucá foram flagrados tramando contra a Operação Lava-Jato em conversas gravadas pelo ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado. Os pedidos de prisão já estão com o ministro Teori Zavascki, do STF, há pelo menos uma semana.
Janot também pediu o afastamento de Renan da presidência do Senado, usando argumentos similares aos empregados no pedido de destituição de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) da presidência da Câmara e do mandato de deputado federal, o que acabou sendo atendido pelo STF.
Horas depois da revelação do GLOBO, o “Bom Dia Brasil” da TV GLOBO confirmou também o pedido de prisão do presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha. Mas o motivo direto do pedido não seria a tentativa de atrapalhar as investigações da Lava-Jato, e, sim, por conta de que a decisão de Teori, em maio, de afastá-lo da presidência da Câmara e do mandato, não surtiu efeito e o deputado continuou interferindo no comando da Casa.
Cunha foi destituído da presidência da Câmara e do mandato de deputado por tentar atrapalhar a Lava-Jato e por ser portador de uma longa ficha de acusações de corrupção. Cunha foi citado como destinatário de propina por pelo menos sete delatores. Em razão das acusações, já responde a um processo e pelo menos quatro inquéritos no âmbito da Lava-Jato.
Os indícios de conspiração, captados nas gravações e reforçados pelas delações de Sérgio Machado e de seu filho Expedito Machado, são considerados por investigadores mais graves que as provas que levaram Delcídio Amaral à prisão, em novembro do ano passado, e à perda do mandato, em maio. De acordo com a fonte, Delcídio tentou manipular uma delação, a do ex-diretor de Internacional da Petrobras Nestor Cerveró, enquanto Renan, Sarney e Jucá planejavam derrubar toda a Lava-Jato.
A INFLUÊNCIA DE SARNEY
Para essa pessoa com acesso às investigações, não há dúvida de que, se a trama não fosse documentada pelas gravações de Sérgio Machado, a legislação seria modificada de acordo com o interesse dos investigados. Renan, Jucá e Sarney estão entre os políticos mais influentes do Congresso. Sarney, mesmo sem mandato, controla bancadas na Câmara e no Senado. Ele teria tido, inclusive, papel decisivo no processo de afastamento da presidente Dilma Rousseff. Jucá, logo depois que Michel Temer assumiu interinamente a presidência da República, foi alçado ao cargo de ministro do Planejamento, mas caiu após a divulgação das escutas.
Numa série de depoimentos que prestou, após firmar acordo de delação premiada, Machado disse que distribuiu R$ 70 milhões em propina para Renan, Sarney e Jucá, entre outros políticos do PMDB durante os 12 anos que esteve à frente da Transpetro, como revelou O GLOBO na sexta-feira. Nas conversas gravadas por Machado, Renan, Jucá e Sarney aparecem discutindo medidas para interferir na Lava-Jato.
Padrinho político de Machado e alvo central da delação do ex-presidente da Transpetro, Renan sugere mudar a lei para inibir a delação premiada. A delação tem sido usada em quase todos os inquéritos abertos na Lava-Jato, inclusive os instaurados contra o presidente do Senado. Mais ousado, Jucá descreve uma articulação política dele e de outros líderes para derrubar a presidente Dilma e, a partir daí, “estancar a sangria da Lava-Jato”.
Sarney sugere a escalação de dois advogados — Cesar Asfor Rocha, ex-presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), e Eduardo Ferrão — para uma conversa com Teori Zavascki, relator da Operação Lava-Jato no STF. Para a Procuradoria-Geral da República, está claro que a ação de Renan, Jucá e Sarney tinha como objetivo obstruir as investigações sobre a organização especializada em desviar dinheiro de contratos entre grandes empresas e a Petrobras.
A divulgação de parte das conversas de Machado já resultaram na demissão de Jucá do Planejamento e do consultor Fabiano Silveira, do Ministério da Transparência, em menos de um mês de governo Temer. Agora, caberá ao STF deliberar sobre o pedido de Janot. O pedido foi encaminhado a Teori, mas depende de decisão do plenário do tribunal. Nos últimos dias, Teori sondou colegas de tribunal sobre o assunto.
Esta é a primeira vez que um procurador-geral da República pede o afastamento e a prisão de um presidente do Senado. O pedido de afastamento de Renan foi noticiado pelo jornal “Valor Econômico” na semana passada. Caberá aos ministros decidirem se Renan, alvo de 12 inquéritos no STF, ainda preenche os requisitos para permanecer na presidência do Senado e na linha sucessória da presidência da República.
PROPINA DE R$ 70 MILHÕES
Nos depoimentos da delação premiada, Machado disse que arrecadou mais de R$ 70 milhões para Renan, Sarney e Jucá, entre outros líderes do PMDB que davam sustentação à permanência dele na presidência da Transpetro. Responsável pela indicação de Machado à presidência, ainda em 2003, Renan foi, segundo o ex-presidente, destinatário de R$ 30 milhões. Jucá e Sarney teriam recebido R$ 20 milhões cada um. Machado disse ainda que arrecadou dinheiro para o senador Edison Lobão (PMDB-MA), ex-ministro de Minas e Energia, e para o senador Jader Barbalho (PMDB-PA).
Depois de confessar crimes cometidos em nome dele e dos padrinhos políticos, Machado se comprometeu com os investigadores da Lava-Jato a devolver aproximadamente R$ 100 milhões. Parte do dinheiro era administrado por Expedito, um dos quatro filhos dele, que vivia em Londres. As contas com o dinheiro ilegal estão num banco na Suíça. Outros dois filhos de Machado também fizeram delação.
Na sexta-feira passada, procurado pelo GLOBO para falar sobre a acusação de receber dinheiro de Machado, Renan disse que apenas mantinha relação institucional com o ex-presidente da Transpetro. Dias antes, quando as primeiras gravações vieram à tona, o senador disse que, na conversa com Machado, apenas expressou um ponto de vista sobre a Lava-Jato.
Também na semana passada, Jucá negou que tenha recebido qualquer dinheiro ou autorizado alguém a receber recursos em nome dele. O advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, responsável pela defesa de Sarney, disse, também semana passada, após o noticiário sobre as gravações, que não poderia responder sobre fragmentos da delação. Antes de dar entrevista, ele quer ter acesso completos ao autos.


segunda-feira, 6 de junho de 2016

Mulher sofre estupro coletivo em ocupação do MST


Uma mulher, de 42 anos, foi estuprada em uma ocupação do Movimento Sem Terra (MST), na noite desta sexta-feira (4), no Bairro Castro Pires, em Teófilo Otoni (MG). Segundo a Polícia Miliar, dois homens abusaram sexualmente da vítima e estão foragidos.
De acordo com os militares, a vítima, que apresentava sinais de embriagues, relatou aos policiais que estava em um bar, quando um homem a convidou para ir em um dos barracos da ocupação do MST. A vítima disse ainda que, ao chegar no local, um outro homem estava esperando.

A mulher foi encaminhada para um hospital da cidade, para realizar exames. Até o fechamento desta matéria a PM ainda realizava buscas e ninguém foi preso.

Assalto termina com mortos e feridos em Humberto de Campos


Um assalto durante uma festa no povoado Onça, município de Humberto de Campos (MA), a 153 km de distância de São Luís (MA), resultou em ao menos duas pessoas mortas e oito feridas nesse fim de semana.
Conforme uma testemunha que estava na festa relatou à rádio Mirante AM, na manhã desta segunda-feira (6), foram cinco suspeitos armados e encapuzados. O alvo inicialmente era uma tenda de venda de cerveja. Segundo a testemunha, os suspeitos já chegaram anunciando a ação: ‘Assalto, assalto, assalto. Entrega, entrega, entrega’.
O dono da tenda – Domingos Carlos Furtado, de 49 anos – questionou o que estava acontecendo, e os criminosos dispararam contra ele, que morreu ainda no local. A segunda vítima foi o DJ da festa – conhecido como ‘DJ Alexsandro, o predador’ –, que ao perceber que algo estranho estava acontecendo, pediu o reforço da segurança, e também foi atingido por disparos.
Os feridos, segundo a testemunha, foram levados para hospitais em Barreirinhas (MA) e São Luís.



domingo, 5 de junho de 2016

MAIS DE 1 BI DE CRIANÇAS SOFRERAM VIOLÊNCIA EM 2015


Mais de um bilhão de meninos e meninas, entre dois e 17 anos, o que representa metade de todas as crianças do mundo, sofreram alguma agressão física, sexual ou psicológica em 2015. A informação é da representante especial do secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre Violência contra Crianças, Marta Santos Pais.
A especialista ressalta que, embora o assunto seja mais discutido atualmente do que há dez anos, o cenário não melhorou na última década. Segundo ela, a situação em 2015 foi tão lamentável quanto há dez anos.
Ao comentar sobre o tráfico humano, Marta alertou sobre os riscos de predadores sexuais e do cyberbullying, pois, de acordo com a representante, existe um número maior de crianças sendo traficadas como consequência das novas tecnologias. Em algumas regiões, mais de 60% das vítimas são crianças. 
Em entrevista ao Centro de Notícias da ONU, ela destacou que o total de imagens on-line depreciando crianças aumenta de forma dramática: na última década, o total de fotos na internet de abuso sexual de menores subiu mais de 1.500%. Mais de 80% das imagens são de crianças com menos de 10 anos e várias de crianças de apenas dois anos.
A representante reforçou que a internet fornece oportunidade para as crianças aprenderem sobre seus direitos, mas considera fundamental ensiná-las sobre o risco de se tornarem vítimas de violência, de abuso sexual ou de humilhação.

Segundo Marta, mais de 50 países têm leis que proíbem a violência contra menores, mas a especialista advertiu que isso não é suficiente, pois menos de 10% das crianças do mundo são protegidas por lei.

Polícia desmonta esquema de fraude à Previdência em Santa Inês


Policiais da 7ª Delegacia Regional de Polícia Civil, do 1º Distrito Policial (DP) e do 2º DP de Santa Inês (MA), município localizado a 250 km de distância de São Luís, desarticulou nesse sábado (4) uma organização criminosa suspeita de fraudar benefícios previdenciários no Maranhão. A Polícia Civil não divulgou a estimativa de valor desviado pela quadrilha, mas acredita que a fraude é milionária.
Foram presos Jane Isterfany; seu marido Michael Ribeiro; seu irmão Marcos da Conceição; Maria Raquel e seu marido Felipe Augusto. A mãe de Isterfany, Isabel da Conceição está foragida e é considerada a mentora do esquema.

A polícia investiga ainda a participação de outras pessoas na organização, já que para fraudar os benefícios, acredita-se que os golpistas contavam com a ajuda de servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e de bancos para facilitar o esquema montado.
Segundo a Polícia Civil, os suspeitos já atuavam há vários anos pelo interior do Estado. Com eles, foram apreendidas 50 carteiras de identidade falsificadas; 150 carteiras de trabalho falsificadas; 100 cartões de crédito e de benefício fraudados; documentos e procurações falsificadas; carimbos utilizados para falsificar as carteiras de trabalho; uma quantia de R$ 11 mil em dinheiro; dois automóveis e duas motocicletas; aparelhos telefônicos; computador; cadernos contendo anotações da contabilidade e de contas e benefícios e comprovantes de saques e de consultas bancárias e do INSS.
As investigações foram iniciadas após casos de arrombamentos ocorridos no posto do ‘Viva Cidadão’ – órgão prestador de serviços públicos – da cidade, de onde foram levadas várias cédulas de identidade em branco; além de várias ocorrências registradas sobre empréstimos fraudulentos em Santa Inês.
Autuação
Os suspeitos foram autuados por estelionato previdenciário; falsificação de documentos públicos; falsificação de documentos particulares; falsidade ideológica; uso de documentos falsos e pelo crime de organização criminosa.

Jane Isterfany e Maria Raquel serão encaminhadas para o Presídio Feminino no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís. Já Michael Ribeiro, Marcos da Conceição e Felipe Augusto ficarão na Unidade Prisional Ressocialização de Santa Inês (UPRSI). Ambos ficarão à disposição da Polícia Federal e da Justiça Federal.

sexta-feira, 3 de junho de 2016

Polícia Militar apreende quase uma tonelada de maconha no Maranhão


A Polícia Militar do Maranhão prendeu na noite dessa quinta-feira (2) aproximadamente 900 quilos de maconha, dentro de um veículo que capotou às margens da BR-135, na altura de Matões do Norte (MA), no interior do Maranhão. Ninguém foi preso.
Segundo os policiais militares, o veículo foi perseguido pela PM-MA e os traficantes, depois de um acidente, abandonaram o veículo com placa de São Paulo.

Segundo a PM-MA, essa é uma das maiores apreensões do tipo no Maranhão.

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Pássaro é interceptado com droga presa na pata em presídio


Um pássaro foi capturado na noite desta quarta-feira (1º) transportando drogas para dentro do Centro de Detenção Provisória (CDP) que faz parte do Complexo Penitenciário de Pedrinhas formado conhecido internacionalmente pelos problemas de segurança gerados por fugas e mortes, e também por ter sido palco de brigas de facções, com presos decapitados.
A ave foi interceptada nas dependências do pátio interno da Unidade Prisional de Ressocialização (UPR) São Luís 6 (antigo CDP) de Pedrinhas por agentes penitenciários. Os papelotes com substâncias semelhantes à maconha estavam amarrados na pata do pássaro. Além da droga, o pássaro possuía o nome de uma facção criminosa presa no peito e a mensagem “Até a morte”.
Após o recolhimento das drogas a de Segurança Interna (SSI) encaminhou o material apreendido para o Instituto de Criminalística (Icrim) para que sejam feitos os exames toxicológicos.
Após captura a ave não consegue voar e os agentes penitenciários mantém o animal sob cuidados no presídio.  O caso foi comunicado à Polícia Civil para que sejam apuradas a origem do pássaro e a autoria do ato criminoso, praticado fora dos muros do complexo carcerário.
Em nota enviada, a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (SEAP) confirmou o caso e disse que está tomando as devidas providências.



Veja íntegra da nota: NOTA

A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (SEAP) informa que foi capturado, na noite desta quarta-feira (1º), nas dependências do pátio interno da Unidade Prisional de Ressocialização (UPR) São Luís 6 (antigo CDP) de Pedrinhas, um pássaro que portava em uma das patas, um papelote de substância semelhante à maconha.
A Supervisão de Segurança Interna (SSI) encaminhou o material apreendido para o Instituto de Criminalística (Icrim) para que sejam feitos os exames toxicológicos de praxe; e comunicou a ocorrência à polícia judiciária para que apure a procedência da ave e, consequentemente, a autoria do ato criminoso, praticado fora dos muros do complexo carcerário.

O Complexo de Pedrinhas é formado por oito unidades em São Luís: Penitenciária de Pedrinhas, Centro de Detenção Provisória (CDP), Central de Custódia de Presos de Justiça (CCPJ), Centro de Triagem (CT), Casa de Detenção, Presídio São Luís I e II (PSL I e PSL II) e Centro de Reeducação e Integração Social das Mulheres Apenadas (Crisma) ou Presídio Feminino (PF).

Ministério Público do Maranhão é o terceiro pior do país no quesito transparência, diz CNMP


Do Blog Marrapá

O novo procurador Geral de Justiça do Maranhão, Luiz Gonzaga, que assume o Ministério Público do Estado no próximo dia 15, terá muito trabalho para organizar as contas do órgão diante da herança desagradável que receberá da antiga procuradora Regina Almeida Rocha.
 
No ranking trimestral da Comissão de Controle Administrativo e Financeiro do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), que avalia o cumprimento do Portal da Transparência do Ministério Público brasileiro, o MPMA ficou na  29ª posição, ou seja, é o terceiro que mais sonega informações sobre compras e licitações.

A posição não chega a surpreender diante do caos e da politicagem que se transformou o MPMA na gestão de Regina Rocha, tia do deputado federal Hildo Rocha e escolhida por anos pela ex-governadora Roseana Sarney.

A começar pelo caso mais escandaloso da gestão Rocha: o prédio das Promotorias de Justiça da Capital, o famigerado “Espeto de pau”, que consumiu milhões em recursos do contribuinte maranhense, mas nunca ficou pronto.

Neste ano, foi inaugurada uma nova sede da PGJ na Avenida Carlos Cunha, no bairro do Jaracati, ao lado do “Espeto de pau”. Ficou pronta três anos depois do prazo de entrega e custou mais de R$ 50 milhões, o dobro do valor inicial.

Apesar do atraso de três anos para a entrega do prédio, não há informações de que o Ministério Público do Maranhão tenha acionado a Dimensão Engenharia para cumprir com o cronograma estabelecido no contrato.

Além disso, Regina Rocha por muito tempo se fez de cega, surda e muda diante das graves suspeitas de corrupção relacionadas aos governos de Roseana Sarney (PMDB). Até por ofício, o Ministério Público do Estado tem o dever de dar encaminhamento à pilha de denúncias que se amontoam nos arquivos do órgão e dar exemplo de transparência. O que não tem ocorrido.

O ranking, divulgado desde julho de 2014, é fruto do trabalho realizado pela Comissão de Controle Administrativo e Financeiro do CNMP (CCAF), que verifica, via de regra, a cada três meses, se os sites das unidades do Ministério Público da União e dos Estados estão cumprindo disposições das Resoluções CNMP nº 86/2012, 89/2012 e 115/2014. As normas dispõem sobre o Portal da Transparência do MP e a regulamentação da Lei de Acesso à Informação no âmbito do Ministério Público. Periodicamente, a Comissão apura o atendimento aos 253 itens do Novo Manual do Portal da Transparência, cujo lançamento ocorreu em 2015.


Neste ranking também é incluída a avaliação do Conselho Nacional de Justiça e de outros órgãos de investigação e controle.

Recém-nascido é roubado por mulher na Marly Sarney


Um bebê recém-nascido (21 dias) foi roubado por uma mulher na Maternidade Marly Sarney, na Cohab Anil 3, em São Luís, às 8h30 de hoje (2). Meia hora depois, a mulher – identificada como Mariluce Santos Pinheiro – foi presa e o bebê, um menino de nome Noah, devolvido à mãe.
A direção da maternidade ainda não informou como a mulher teve acesso à casa de saúde. Ela se aproveitou do momento em que a mãe foi ao banheiro, deixando a criança no berçário, e levou o bebê.
O roubo da criança só não se consumou porque um homem que trabalha perto da maternidade – identificado como Edilson Rocha do Nascimento – desconfiou da mulher, que saía pelos fundos do hospital, apressada, e a seguiu, alcançando-a perto do Pop Center. Ele segurou a mulher, até que policiais do 8º BPM chegassem.
A autora da tentativa de roubo da criança foi levada ao 6º Distrito Policial (Cohab), onde também compareceu a mãe do bebê, Nercília Regina Boás Costa, 31 anos, moradora do bairro Novo Angelim



quarta-feira, 1 de junho de 2016

Policial militar é preso por envolvimento em assaltos a bancos


Uma operação das polícias Civil e Militar, por intermédio da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic) e da DIAE, prendeu o PM  Karuzo Silva Oliveira, lotado no 3º BPM, em Imperatriz.

Contra o policial existiam mandados de prisão preventiva expedidos pelas comarcas de Santa Luzia e Buriticupu.

Após investigação realizada pelo Departamento de Roubo a Banco da Superintendência de Investigações Criminais (Seic) ficou provado o PM Karuzo fazia parte de uma quadrilha especializada em explosões a caixas eletrônicos.


Essa quadrilha seria responsável pelos assaltos a bancos em Buriticupu e Santa Luzia. Parte da quadrilha foi presa e armamento apreendido no dia 12 de abril deste ano, na cidade de Imperatriz .

Homem é encontrado morto em Vitória do Mearim


Foi encontrado na tarde de hoje (1º) o corpo de um homem em um antigo lixão em Vitória do Mearim.

De acordo com informações trata-se de um jovem identificado com Johanderson filho de um mecânico daquela cidade que foi assassinado. Segundo relatos ele tinha envolvimento com drogas, o que leva a crer que pode se tratar de acerto de contas. Ainda segundo populares Johanderson havia retornado a Vitória do Mearim fazia pouco tempo. A polícia ainda não tem pistas dos assassinos.

Machado diz que deu dinheiro de propina a Sarney e Lobão


O ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado disse em delação premiada ao Ministério Público que repassou propina à cúpula do PMDB – e citou, nominalmente, Renan Calheiros (AL), José Sarney, Romero Jucá (RR), Jader Barbalho (PA) e Edison Lobão (MA).
Os recursos, segundo Sérgio Machado, eram distribuídos por meio de doações legais das empresas fornecedoras da Transpetro e até mesmo em dinheiro vivo. Trechos de conversas gravadas por Sérgio Machado mostram que ele ajudou o ex-senador José Sarney.
Na conversa, Sarney aparenta preocupação e quer saber se uma ajuda que ele próprio recebeu de Machado é do conhecimento de mais alguém.
Sarney pergunta: Mas alguém sabe que você me ajudou?
Machado responde: Não, sabe não. Ninguém sabe, presidente.
Lobão e Sarney
Nos termos da delação, Machado se comprometeu a devolver dinheiro proveniente de propina. O montante estaria em uma conta no exterior.
Ele detalhou o “esquema Transpetro” revelando que a partir dos contratos com estaleiros e empreiteiras que participaram do Promef (Programa de Modernização e Expansão da Frota), a arrecadação variava entre 1% e 1,5% do contrato e aditivos. Na área de serviços, a propina era de 3% dos contratos. Machado contou que conversava diretamente com os donos das  empresas.
O primeiro depoimento da delação premiada de Sérgio Machado foi feito já no encontro que teve com procuradores da força-tarefa do Ministério Público, quando entregou o conteúdo das conversas que gravou com Renan, Romero Jucá e José Sarney.
O conteúdo dessas conversas provocou a demissão de dois ministros do governo Temer – Romero Jucá, do Planejamento, e Fabiano Silveira, da Transparência. O filho de Machado, Expedito Machado Neto, também fez delação, igualmente homologada.
O depoimento de Sérgio Machado foi considerado um dos “melhores” até agora porque, ao contrário do de Delcídio Amaral, que muitas vezes afirmou “ouvir dizer” sobre envolvimento de outros políticos em casos de corrupção, o ex-presidente da Transpetro contou, na primeira pessoa, como se dava o esquema de cobrança de propina nos contratos da estatal e a forma como repassava os recursos à cúpula do PMDB.
Segundo relatou, esse esquema funcionou durante todo o período em que esteve à frente da Transpetro – quase 12 anos.
Machado disse que chegou ao cargo por indicação da cúpula do PMDB e afirmou que o que acontece é o indicado politicamente ter de arrecadar e distribuir a propina entre os patrocinadores de sua indicação.
Em seu caso, ele citou como patrocinadores de sua indicação os peemedebistas Renan, Sarney, Jader, Jucá e Lobão.
Os procuradores foram surpreendidos com a iniciativa de Machado de propor acordo de delação premiada. Em janeiro, um de seus advogados esteve no Ministério Público para saber do andamento do processo contra ele e manifestou preocupação sobre a instância em que ele seria processado, uma vez que Sérgio Machado não tem prerrogativa de foro.
A informação dada foi a de que provavelmente o processo seria desmembrado, pois o interesse do Ministério Público era enviar o mínimo possível de casos ao Supremo Tribunal Federal.
Essa informação preocupou claramente Sérgio Machado, que passou a definir sua estratégia de fazer delação premiada.
Na conversa, ele disse que sofreu pressão da família para fazer a delação, uma vez que o filho Expedito Machado Neto acabou sendo envolvido como gerenciador de um fundo de recursos no exterior. Ele mora em Londres – onde Sérgio Machado admitiu ter uma conta bancária. O valor do saldo e a movimentação dessa conta será conhecido nos detalhes pelos investigadores pois, pelo acordo, ele terá de informar tudo, sob risco de perder o benefício da delação.